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Cresce o número de cristãos sentenciados à prisão no Irã

A fé em Jesus como motivo de sentenças: O país ocupa a 9ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2024.

EM FOCO

Paulo Pontes
Paulo Ponteshttps://www.searanews.com.br
Fundador e CEO da Seara News Comunicação, jornalista, cidadão vilavelhense, natural de Magé (RJ), pastor, teólogo (Teologia Pastoral e Catequética), presidente do Diretório da SBB-ES, autor do livro Você Tem Valor.

Mais cristãos são condenados à prisão no Irã, onde a prática da fé em Jesus tem sido o motivo central das sentenças em um país marcado por tensões internacionais e restrições religiosas. Nas últimas semanas, o Irã tem sido destaque nos noticiários globais devido à crescente tensão com Israel. No entanto, além disso, o país figura em uma posição alarmante na Lista Mundial da Perseguição de 2024, ocupando o nono lugar entre os países onde os cristãos enfrentam maior perseguição por causa de sua fé em Jesus.

Essa dura realidade ficou evidente recentemente com a prisão de dois seguidores de Jesus por autoridades iranianas. Shabeddin Shahi, conhecido como Shahab, é um dos cristãos que enfrenta um processo judicial no Irã. Amigos e correligionários têm solicitado orações para sua segunda audiência na Corte, que está programada para ocorrer na 6ª seção da Corte Revolucionária de Karaj. Shahab foi notificado sobre as acusações em 11 de março e teve apenas cinco dias para comparecer perante a corte.

Segundo informações da organização Middle East Concern, Shahab já se apresentou às autoridades e agora aguarda os interrogatórios e a audiência final. Vale ressaltar que este não é o primeiro encontro de Shahab com o sistema judiciário iraniano; ele já havia cumprido quatro meses de prisão em uma sentença proferida em 2019, sob a acusação de “propaganda contra o regime islâmico”, e foi detido novamente em dezembro de 2023, juntamente com outros fiéis, Milad Goodarzi e os irmãos Alireza e Amir Nourmohammadi.

Além de Shahab, outra cristã, Laleh Saati, de 45 anos, foi condenada a dois anos de prisão pelas autoridades iranianas. A acusação contra Laleh foi de “ameaça à segurança nacional”, sob a alegação de participação em organizações cristãs consideradas “sionistas”. Batizada em uma igreja na Malásia, Laleh retornou ao Irã em 2017 para auxiliar seus pais, que enfrentavam dificuldades para obter assistência em um asilo.

No entanto, após seu retorno ao país, Laleh foi submetida a intensos interrogatórios durante aproximadamente três semanas, nos quais suas atividades cristãs e o batismo no exterior foram utilizados como evidências de supostos crimes contra a segurança nacional. Em fevereiro deste ano, ela foi detida na residência de seu pai, na cidade de Ekbatan, subúrbio da capital iraniana, Teerã, sendo posteriormente transferida para a prisão de Evin.

De acordo com relatos da organização Article 18, em 16 de março, Laleh compareceu perante o juiz, que questionou sua decisão de retornar ao Irã, considerando sua participação em atividades cristãs fora do país. O advogado da cristã explicou à família que, após cumprir os dois anos de prisão, Laleh enfrentará ainda uma proibição de viagens por mais dois anos. Esta dura sentença serve como mais um exemplo dos riscos enfrentados por refugiados que são forçados a retornar ao Irã.

Com Portas Abertas

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