Livre-arbítrio na visão do pastor Robson Aguiar

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Livre ArbítrioPor Robson Aguiar

"Não são duas cartas, ou dois perdões e nem os escravos participaram na confecção da carta, como também a recebendo não participam, pois ela existe mesmo que não queiram recebê-la".

Indo de encontro ao Dr. Augustus Nicodemos. Doutrina do livre-arbítrio.

Antes que os fãs do Nicodemus venham falar de quem sou eu para rebater o Dr. Nicodemus, quero dizer-lhes que é com respeito que escrevo essas linhas, que considero Rev. Nicodemus como um dos grandes teólogos de nossa época junto com o Rev. Geremias do Couto,  o Pr. Carlos Roberto, Pr. Esdras Bento, Pr. Altair Germano, Pr. Antonio Gilberto, Pr. Paulo Romeiro, Pr. Hernandes Dias, Pr. Renato Vagens, Pr. Mário Souza entre outros.

Vamos ao assunto.

Em uma de suas palestras, ensinando sobre a doutrina do livre-arbítrio, o Dr. Nicodemus diz que nós pregamos que Cristo morreu por todo a humanidade (fato, Jo 3.16; I Tm 2.4), ao mesmo tempo que diz que se alguém não o aceitar usando de seu livre-arbítrio irá para o inferno. Então Rev. Augustus concluí que nesse caso, a cruz não é suficiente para perdoar a todos os homens, e que indo para o inferno a pessoa que rejeitou a Cristo pagará outra vez pelos seus pecados, uma vez que já foi pago na Cruz. O que ele quer afirmar é que Cristo morreu por alguns(os predestinados). Ele ainda diz que para nós a salvação só se completa quando aceitamos a Cristo o que sugere participação no plano da salvação.

Serei sucinto em minhas palavras.

Imaginem vocês em tempos passados a situação de um grupo de escravos cujo seu dono deu-lhes carta de alforria, eles podem pegar as suas cartas e irem embora, viverem livres, pois, as cartas são deles. Mas, nem todos querem a carta, alguns preferem viver no mesmo lugar como escravos. A carta foi feita e está à disposição deles, não existem outras cartas, mas, ele a pega se quiser. Eles não escreveram as cartas, eles não assinaram, tudo que eles tem que fazer é aceitá-las, mas o seu patrão não os obriga a receberem a liberdade e permite que eles voluntariamente vivam como escravos em sua casa, no entanto, esse escravos que não quiseram receber suas cartas morrerão na escravidão, as cartas são de todos eles, alguns a pegaram e os que ficaram tem a carta a sua disposição a qualquer hora, mas eles não querem.

Entenderam? Não são duas cartas, ou dois perdões e nem os escravos participaram na confecção da carta, como também a recebendo não participam, pois ela existe mesmo que não queiram recebê-la.

Para nós, é assim que funciona a salvação. A carta foi assinada na cruz, o perdão foi dado, eu não participei no plano da salvação, mas, se eu quiser posso receber a carta e ser livre e se não quiser continuar sendo escravo.

Bibliografia: João 3.16; I Timóteo 2.4; Romanos 5:6; 2 Coríntios 5:14,15; João 8.32,34,36; 1 Coríntios 7:21; Gálatas 4:7; Mateus 10:38; Lucas 14:27; Lucas 9:23; Marcos 8:34; Romanos 10:13;

Robson Aguiar, pr.

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