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Jesus e as riquezas

EM FOCO

Carlos Alberto Menezes Costahttps://www.searanews.com.br/
é administrador, teólogo, pós-graduado em docência superior, articulista e serve como Pastor das Assembleias de Deus em Uberlândia-MG.

Jesus foi um homem que não se preocupava com aspectos materiais, impressionante tal fato, haja visto a voracidade por parte de estadistas, líderes, políticos, famosos e autoridades de toda sorte, quiçá da grande maioria das pessoas, na busca por riquezas e poder.

Jesus pregava a vida simples e sem maiores luxos, não frequentou palácios e monumentais construções, exceto o templo de Jerusalém. Contentava-se com os recursos escassos de que dispunha, cumpria suas obrigações e deveres como cidadão.

A visão dele apontava para um reino distante, mas ao mesmo tempo próximo, um reino espiritual, mas concreto, e afirmava que as riquezas angariadas aqui não serviriam para absolutamente nada na vida do porvir. Além disso, sentenciava que o acúmulo de riquezas de forma ilícita traz consigo dores e problemas.

O discurso de Jesus não se ajusta a nenhum tempo na história, caso seguíssemos seus conselhos, os escândalos financeiros na esfera política, não existiriam, mortes violentas perpetradas por herdeiros gananciosos desapareciam, guerras não seriam noticiadas, as espionagens industriais seriam relegadas a segundo plano, as lideranças seriam formadas por vocacionados e não por interesseiros de plantão, a ganância, e a busca pelo poder seriam exauridos, seria com certeza um mundo melhor para se viver.

Os recursos destinados à saúde, educação, segurança, infraestrutura e outras necessidades urbanas e sociais chegariam ao seu destino, teríamos cidades aparelhadas com os devidos meios e condições para uma vida de qualidade.

A corrupção não seria responsável pelo desvio de verbas, os crimes de colarinho branco seriam extirpados, o respeito ao próximo seria uma realidade no sentido de permitir que os recursos dos impostos pagos retornassem na forma de melhorias para o povo.

A proposta de Jesus soa aos nossos ouvidos como um completo absurdo, haja visto que fomos condicionados a acumular riquezas, adquirir propriedades, a investir nossos recursos buscando multiplicá-los, como forma de segurança em um mundo que gira em torno do vil metal, que vive em função do dinheiro, em uma sociedade em que os mais notáveis e respeitados são aqueles que detém as maiores fortunas.

Jesus não media as pessoas pelas suas posses, mas se preocupava com o ser humano em si, se preocupava com a sua condição. Caso contrário, teria abraçado e adulado aquele jovem rico, que lhe fez a celebre pergunta, de como herdar o reino dos céus. A resposta de Jesus é absurdamente impressionante: “Obedece às escrituras e vende tudo o que tens, e segue-me” (Lc 18.22).

Como vender tudo? Como abrir mão das riquezas? Como acreditar que a verdadeira riqueza é seguir a Jesus e esperar no seu reino?

Lei também: Não há gaveta em caixão!

Jesus poderia se aproveitar da ocasião, para desfrutar das riquezas daquele moço. Não seria difícil. Mas Jesus era despojado, alheio ao impacto que as riquezas nos causam. As riquezas não afetavam o mestre. Ele não valorizava interesses mesquinhos, mas olhava para o ser humano valorizando suas qualidades mais do que suas posses.

Com certeza Jesus sabia de uma realidade que ainda desconhecemos, que existe um reino de alegria e gozo, um reino em que não há dor, luto, choro, lágrimas e desespero.

Nesse reino a entrada não se dá pela posição no ranking das maiores fortunas na revista Forbes, não se mensura pelo volume de fortuna conquistada, o ingresso se dá através de Jesus, quando abraçarmos, seus ensinos e vivermos em obediência à Palavra de Deus.

É inquietante, quando Jesus nos fala de uma história em que um determinado empreendedor, obteve uma safra recorde e construiu celeiros adicionais para comportar o fruto do resultado de seu esforço e genialidade nos negócios. Porém a história não acaba aqui, Jesus nos surpreende quando afirma que todo aquele esforço e riqueza não seriam suficientes para tirá-lo de uma situação perturbadora.

Ouçamos Jesus: “Louco! Se hoje pedirem a tua alma para quem será?” (Lc 12:20). É como se Jesus estivesse nos falando, adquira riquezas em primeira instancia nos céus e depois faça seus empreendimentos na terra, essa é a lógica divina.

Nenhum filósofo, escritor, líder, nenhuma personagem histórica, apresentou uma proposta de vida como essa. Nenhuma ideia passa nem de perto pela grandeza do pensamento emanado de Jesus.

O desprendimento de Jesus é assustador, é revoltante para uma humanidade que empreendeu guerras, conflitos, mortes, que disseminou o engano, a trapaça, a corrupção, os meios ilícitos para subir degraus na vida e enriquecer.

Impressiona como tratamos com desdém os ensinamentos de Jesus, e valorizamos o pensamento dos filósofos, inclusive estudamos nas academias e universidades, mas os ensinamentos de Jesus soam como religiosidade, e o estado é laico, portanto, não faz sentido. É o que a maioria afirma para deixar de lado instruções práticas e sabias para a humanidade.

Gerações desprezam as pregações de Jesus, e vivem atormentados, correndo de um lugar para outro, em busca do acúmulo de riquezas.

Nessa corrida desenfreada atropelam pessoas queridas e ferem princípios, e uma vez estando ricos se perturbam em como manter as suas posses. E no final da vida, do outro lado da eternidade, descobrem que toda a riqueza acumulada não é suficiente para o acesso ao Reino dos Céus.

O conselho de Jesus, permanece válido, vejamos: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).


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2 COMENTÁRIOS

  1. Mais uma vez, parabéns Pastor Carlos Alberto, por este excelente artigo. Deus continue te abençoando com sabedoria para os próximos artigos.
    Fica com Deus.
    Grande abraço.

  2. Obrigado meu amigo e irmão Cláudio, seu comentário é muito importante para continuarmos nesse projeto. Forte abraço e que Deus continue te abençoando grandemente.

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