Casamento: Todo casal é abençoado?

Prosperidade financeira não é atestado de bênção divina…

É comum ver nas redes sociais, o que passarei a descrever agora.

Fato verídico: Tenho um amigo que sempre serviu como pastor e parece continuar na função até hoje. Ele era casado há catorze anos e tinha três filhos com sua esposa, até que resolver abandoná-la e viver com outra mulher com a qual confessou manter um caso há pelo menos um ano antes de abandonar sua família. Ele deixou a esposa e seus três filhos e foi viver com essa mulher, que já está no terceiro marido (com ele), tendo abandonado todos os outros e deixado um filho com cada um. Bem, essa é a história dele.

Apesar de anormal, a prática tem se tornado habitual na sociedade. Mais anormal ainda que isto, é o que passo a narrar: O amigo, tão próximo outrora, continua mantendo, como é natural, seus perfis nas redes sociais. Nesses perfis, divulga fotos com sua “nova esposa” com sorrisos que vão de orelha a orelha, beijos apaixonados e poses românticas… Aí vem o absurdo que também tem adquirido tom de normalidade: os crentes, irmãos evangélicos em comunhão com o Corpo de Cristo, comentam alegremente as imagens com expressões do tipo: “casal lindo”; “top”; “que maravilha”; “felicidade, vocês merecem”, etc. Mas, aí vem as piores: “Deus abençoe o lindo casal”; “Deus continue abençoando vocês”; “Que bênção”, etc. Um deles foi mais entusiasmado: “É lindo ver o que Deus faz”.

É o cúmulo da alienação bíblica! Atentemos para o seguinte: Qualquer casal formado a partir de um ato de traição ou adultério, abandono da família, quebra de aliança, leito maculado e violência moral contra a sagrada instituição da família, independentemente das justificativas apresentadas, que não sejam amparadas biblicamente, não tem a bênção de Deus! E ponto final! Adultério é pecado grave! Abandono da família é profanação da mais sagrada instituição divina e violência moral, espiritual contra o cônjuge, contra os filhos, contra a família de ambos (envolvida inevitavelmente nos laços), contra a Igreja de Cristo e contra a sociedade.

Não se pode destruir uma ou duas famílias para instituição de uma terceira. O cônjuge que provoca essa situação está moralmente falido e em falta grave diante de DEUS. E quem aplaude, apoia, ovaciona, ampara e participa com os infratores, torna-se cúmplice, conivente, e, portanto, comete o mesmo pecado.

Como pode alguém dizer: “Deus continue abençoando vocês” ou ainda: “É lindo ver o que DEUS faz”. Deus faz essas aberrações? Por acaso seria DEUS conivente com o adultério e a prostituição? Diz alguém: “Mas, pastor, desde que se reconciliem na igreja, peçam perdão e se casem com o novo parceiro (a) direitinho no cartório, está tudo certo, afinal, a situação foi acertada, resolvida!”. Mentira! Quem abandonou seu cônjuge (a não ser por causa de adultério dele – Mateus 19.9 – Novo Testamento – Graça/Além da Lei) e se casou novamente com outra pessoa, estando seu primeiro cônjuge vivo, está em ato de ADULTÉRIO! Não apenas cometeu adultério, mas continua em ADULTÉRIO! Não há o que discutir. Ah, e pecado não caduca a não ser que você se arrependa, o abandone, peça perdão e se reconcilie de fato com Deus e com a Bíblia.

Sinto muito declarar isto, realmente sinto, mas quem está nesta situação, está debaixo de MALDIÇÃO! E não está debaixo de maldição porque eu ou porque qualquer pastor, líder, obreiro, crente ou pessoa (seja quem for) tenha amaldiçoado. Está sob a maldição do pecado porque vive nele! É a própria pessoa quem atraiu essa maldição para si. E não há como mudar isto! A não ser que a pessoa tenha feito isto quando não era crente, não conhecia a Deus e à sua Palavra e então tenha feito isto na ignorância.

Então, você perguntaria: “Mas, e se essa pessoa estiver prosperando materialmente, aparentando felicidade e esbanjando alegria?”

– Bem, em primeiro lugar, prosperidade financeira não é atestado de bênção divina, fosse assim, não haveria tantos ímpios ricos, aliás, a maioria dos ricos é ímpia.

– Em segundo lugar, é impossível alguém que viva em adultério estar realmente feliz; pode até aparentar felicidade, mas a alma é vazia, amarga, triste e vive sob constante peso da culpa na consciência. Da mesma forma, a alegria é momentânea ou apenas aparente. Ninguém que tenha destruído um ou dois lares, abandonado sua família, seus filhos ou coisa assim, é realmente feliz! Pode mentir para a sociedade inteira, pode mentir para os amigos, pode mentir para os irmãos, pode mentir para a família, pode mentir para a igreja, mas, não pode mentir para si mesmo ou para DEUS!

Então, saiba: nem todo casal é casal ABENÇOADO!

E, cuidemos de nossos olhos: “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz” (Mateus 6:22).

8 COMENTÁRIOS

  1. “…. pecado não caduca a não ser que você se arrependa, o abandone, peça perdão e se reconcilie de fato com Deus e com a Bíblia.
    Sinto muito declarar isto, realmente sinto, mas quem está nesta situação, está debaixo de MALDIÇÃO! E não está debaixo de maldição porque eu ou porque qualquer pastor, líder, obreiro, crente ou pessoa (seja quem for) tenha amaldiçoado. Está sob a maldição do pecado porque vive nele! ”

    Muito inspirado esse texto!!!!!!!!!!

  2. O que dizer biblicamente de uma pessoa cristã, que no primeiro casamento traiu, no segundo foi traído, e no terceiro vive bem. Esse casamento e abençoado por Deus?

  3. Um texto extremamente reducionista, carregado de preconceito e desprovido de uma análise séria dos textos bíblicos aludidos. Como sempre digo: ortodoxia sem misercórdia! Deus me guarde desta desgraça. O autor confunde adultério com divórcio, divórcio com abandono da família (quando é possível abandonar a família mesmo estando casados), além de vociferar contra o pecado, mas não apresentar o remédio: a graça de Deus. Naturalmente, como cristão que sou, concordo com o autor em alguns aspectos, especialmente no que tange à lutar pelo casamento, mas a Igreja precisa se abrir ao fato de que os divorciados estão entre nós, que nem sempre será possível reatar laços e que o Deus da Bíblia não está interessado em manter pessoas sob maldição, mas curá-las. E para finalizar, apenas uma observação: a pena para quem adulterava era a morte por apedrejamento; se o texto de Mateus 19, citado pelo autor como justificativa para condenar ao Inferno pessoas que se divorciaram, estivesse tratando disto, a discussão seria outra. A questão em foco ali não é a infidelidade conjugal. Este texto nem contempla o divórcio como o conhecemos. A abordagem ali é sobre repúdio, uma prática bem diferente do divórcio.

  4. Nossa em dois anos divorciada por causa de adultério do meu ex esposo não tinha lido algo tão completo a luz da palavra…Deus abençoe…

  5. Meu Deus, infelizmente é completamente verdade, eu estou vivendo isto, e pra quem se opõe às verdades de Deus, apesar de serem duras, Deus corrige quem ama. O naturalismo de aceitar o divórcio pelo simples fato, de termos muitos divorciados, não apaga o pecado do adultério, não achei pesadas e preconceituosas as palavras do irmão, ao contrário é preciso que a igreja admita e confesse seus pecados e os abandone, antes que as almas dos adúlteros vão para o lugar do tormento eterno, se a Palavra de Deus diz: “não adulterarás”+(mandamento), quando desobedecemos as leis temos consequências desastrosas. Misericórdia!!!

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