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Vila Velha

A Batalha Espiritual e as Armas do Crente

Através do uso da armadura de Deus e com o Espírito Santo em nosso interior, nós cristãos, temos a palavra de Deus para ser usadas nas tentações.

EM FOCO

Aniel Ventura
Aniel Ventura
Natural de Afonso Cláudio (ES), casado com Deuzeny Ribeiro, pai de Fellipe, Evangelista da Assembleia de Deus Ministério de Cobilândia, em Vale Encantado, Vila Velha (ES), Bacharel em Teologia pelo Instituto Daniel Berg.

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 13, do 2º trimestre de 2020 – A Batalha Espiritual e as Armas do Crente.

Por Aniel Ventura

Na última lição do 2º trimestre de 2020, estudaremos o tema “A Batalha Espiritual e as Armas do Crente“, que aborda o uso da armadura de Deus.  No fim da carta aos Efésios, o apóstolo Paulo adverte os seus leitores a serem vigilantes e preparados. Desejando tornar sua mensagem mais vívida ele tem uma ideia, estando acorrentado a um soldado romano com sua armadura, provavelmente um veterano das guerras. Olhando a proteção do soldado ele pensa – é assim que o cristão precisa estar vestido espiritualmente, completamente armado, forte, disciplinado e vigilante.

Com essa assertiva, curva-se sobre a sua mesa e escreve: “No demais, ir­mãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6.10).

I – O PREPARO ESPIRITUAL DO CRENTE PARA A BATALHA

1. Fortalecidos no poder do Senhor

“Sede fortalecidos […] (Ef 6.10). No grego é dynamóo – (δυναμóω), que significa “fortalecer”, “tornar-se forte”. Aqui é uma convocação de Paulo aos cristãos a buscarem o poder espiritual, mostrado em (Ef 1.19-23).

É através do poder do Espírito de Deus, que Cristo ressuscitou e foi exaltado, conquistando todos os seus adversários (Cl 2.15). Também é através do mesmo poder que nós obteremos a vitória sobre o mal.

2. Vigilantes em toda a oração e súplica

Ao empunhar a espada do Espírito, a palavra de Deus, devemos também estar orando em todo tempo suplicando no Espírito.

Orar no Espírito nos garante sua ajuda e presença (Rm 8.26); o Espírito intercede por nós (Rm 8.27); o Espírito torna Deus acessível (Ef 2.18); o Espírito nos dá confiança na oração (Rm 8.15,16; Gl 4.6). Ele nos inspira, nos guia e nos ajuda na comunicação com Deus e também nos traz a sua resposta.

II – CONHECENDO O CAMPO DA BATALHA ESPIRITUAL

1. As astutas ciladas do Diabo

Estar firmes contra as astutas ciladas do diabo”[…] (Ef 6.11). A palavra “Ciladas”, no grego é “μεθοδειας – metodéias” – significa estratagemas e artimanhas.

Sabemos que o diabo é o príncipe do mundo das trevas, o reino que se opõe a Deus. “Oferecer resistência” ou “ficar firme” eram termos militares que significavam resistir ao inimigo, manter a posição, e não se render a ele.

O diabo nunca lutará honestamente; ele se vale de esquemas e truques ardilosos, “porque não ignoramos os seus ardis” (2 Co 2.11). Nossa habilidade em oferecer resistência depende do saber usar, isto é, do bom uso da armadura.

3. O conflito contra o reino das trevas

Os cristãos precisam se conscientizar que estamos na luta contra o mal – é um combate corpo a corpo (luta, briga, disputa – gr. παλη – pale), porém não é uma campanha militar terrena, contra carne e sangue.

Ao contrário, estamos lutando contra os demônios, estes são controlados por Satanás, são seres poderosos e invisíveis, que levam as pessoas a pecar. São anjos caídos que se aliaram a Satanás em sua rebelião e, tornaram-se maus e pervertidos, inimigos de Deus e de sua igreja.

3. As agências das potestades do ar

A palavra “príncipe das trevas” (Ef 6.12), (gr. κοσμοκρατορ), significa “governante mundial” e tem várias significações: Havia os antigos deuses-salvadores, como “Serápis, Isis, Mitras, Mercúrio, Zeus e outros”, que eram chamados por esse nome. Tal nome era aplicado também aos “deuses-sóis”, no culto solar.

Se esse é o sentido da palavra usada aqui, temos então um sentido astrológico, Paulo está mostrando a realidade dos poderes associados à astrologia, embora na sua suposta posição de “deuses”, dominadores de homens – traz a ideia de algo real.

Forças espirituais” (gr. πνευματικα – pneumatiká), acompanhada de mal – (gr. πονηρíα – ponería), nos leva a entender que são “seres espirituais malignos”, ou seja,“poderes do mal” em ação contra os servos de Deus.

III – AS ARMAS ESPIRITUAIS INDISPENSÁVEIS AO CRENTE

1. A armadura completa de Deus

A resposta dos cristãos à realidade desta guerra espiritual deve ser a utilização da armadura de Deus. Esta armadura está disponível, e o cristão fiel deve usá-la.

Não podemos ser negligentes quanto ao seu uso, pois a batalha é real, e nós somos os alvos. Entretanto, somente com essa proteção os crentes serão capazes de obter firmeza, para resistir a uma grande oposição; na verdade, é impossível resistir somente com as nossas forças (Rm 8.37).

2. As armas indispensáveis de defesa

O cinturão era usado para cingir os lombos e tinha cerca de seis polegadas (quinze centímetros) de largura.

Possivelmente feito de couro, prendia as roupas que ficavam sob ele, também mantinha no lugar as demais peças da armadura, como a proteção peitoral e a bainha da espada. Tinha um avental que protegia o baixo-abdômen e prendia as costas, para fortalecê-las.

Com o cinto apertado, o soldado estava “de serviço” e pronto para a luta. Um cinto frouxo indicava que o soldado estava fora de serviço.

Os cristãos, devem enfrentar o dia a dia com os cintos apertados e prontos para a batalha.

3. A imprescindível arma ofensiva

Paulo recomenda os cristãos a empunhar a espada do Espírito – a única menção a uma arma ofensiva.

A espada curta e afiada era uma das maiores inovações militares de Roma. O exército romano era chamado assim de “espadas curtas”, por causa do seu uso nas batalhas vitoriosas. Esta espada tinha uma lâmina dupla que a tornava ideal para “cortar e espetar”.

O Espírito Santo torna a palavra de Deus efetiva quando a pronunciamos ou a recebemos. A palavra tem um poder cortante e penetrante (Hb 4.12b). Essa estratégia foi usada por Jesus na sua tentação no deserto, devemos também usá-la na luta contra as forças do mal (Mt 4.4,7,10).

Conclusão

O diabo e seus asseclas ameaçam e intimidam as pessoas com o propósito de destruí-las. Eles atacam com muita fúria no dia mau, pois agem com vários tipos de métodos. Estudam cada pessoa para saber melhor como atacá-las. Exemplo, Sansão, Davi, Pedro foram alvejados porque o diabo variou seus métodos.

Através do uso da armadura de Deus e com o Espírito Santo em nosso interior, nós cristãos, temos a palavra de Deus para ser usadas nas tentações. Quando o tentador, quer nos fazer o mal, temos poder para expulsá-lo através da palavra de Deus e do nome de Jesus (Mt 4.3,4; I Ts 3.5).

Bibliografia
– Epístolas Paulinas – Myer Pearlman – CPAD

– Champlin – Novo Testamento Interpretado – Vol.4 – Hagnos
– O Novo Comentário Bíblico N.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H
– Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal – Vol.2 – CPAD
– Léxico do Novo Testamento – Grego/Português – F. Wilbur Gingrich – Vida Nova
– Novo Testamento Interlinear Analitico Grego-Português – Cultura Cristã
– Léxico analítico grego do Novo Testamento – William D. Mounce – Vida Nova
– Comentário Efésios – Hernandes Dias Lopes – Hagnos

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