Paulo, o Plantador de Igrejas

“O Apóstolo Paulo: Lições da Vida e Ministério do Apóstolo dos Gentios Para a Igreja de Cristo”

Paulo, o Plantador de Igrejas

O desbravador, sob a gloriosa obrigação, zela pela sã doutrina e implementa a mensagem cristocêntrica nas igrejas plantadas.

Manoel Coutinho Pimentel Júnior

“Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento” (1 Co 3.6). Expandir o Reino de Deus na Terra, por meio da plantação de Igrejas é o assunto que abordaremos hoje extraindo da Palavra de Deus, tendo como base a atuação do Espírito Santo no início da proclamação da Nova Aliança, boas novas de Salvação, por meio da Mensagem da Cruz e da execução do Plano de Deus pela vida do Apóstolo Paulo. Na lição passada, disponível em nosso site Seara News, podemos acessar a abordagem do tema: “Paulo no Poder do Espírito”, não deixe de estudar e de socializar este conteúdo para que possa edificar a nossa Fé em Cristo Jesus, nosso Senhor.

No decorrer da lição de hoje intitulada: “Paulo, o Plantador de Igrejas”, aprenderemos ensinamentos extraordinários para a nossa existência e também para a vida da Igreja de Cristo motivando-a a plantar igrejas. Adentraremos no pioneirismo do Apóstolo Paulo na semeadura da Palavra na Seara do Mestre, além de adentrar no exemplo que a Igreja de Antioquia nos deixou. Uma igreja que orava, jejuava e os seus obreiros eram devidamente preparados para cumprir, pela imposição de mãos, o Ide do Senhor (Mc 16.15).

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Neste estudo veremos as características da vida Saulo, que em todos os momentos permitia que a sua vida e ministério fosse guiado pelo Espírito Santo, quando não vai para onde queria, mas segue na direção que Deus o orientou por meio de um sonho, passando a Macedônia e pregando o Evangelho de Cristo ali. Estudaremos como Paulo enfrentava as obras das trevas. Milagres extraordinários serão abordados, a atuação do Espírito Santo direcionando a comitiva de discípulos, capitaneadas a princípio por Barnabé e Saulo, devidamente designados e autorizados por imposição de mãos, pela igreja de Antioquia, bem como, destacaremos que a experiência de Paulo com Cristo (At 9.3-9) é o fundamento para a realização da Obra missionária, partindo para a maior conquista da história da humanidade,  a implantação de Igrejas derrotando as inverdades ou crenças em deuses que não salvam do mundo greco-romano pela Mensagem da Cruz.

PAULO, O DESBRAVADOR SOB UMA GLORIOSA OBRIGAÇÃO

Paulo nos deixou um legado, tanto nas escrituras deixando-nos sob a inspiração do Espírito Santo 13 livros, sempre sublinhando a importância da fé e a Salvação por intermédio da Graça, bem como, sendo exemplo de um exímio obreiro, desbravador em terras que não tinham trabalhos implantados sobre o firme fundamento, a pedra angular, Cristo, bem como, zelando pelas igrejas plantadas quando revisitava-as ou recebia relatos de como estava o andamento dos trabalhos fundados.

No texto de 1 Coríntios 3.6-9, o apóstolo Paulo se apresenta corrigindo um erro da Igreja de Corinto, que tinha divergências na formação de grupos, uns simpatizavam com os ensinamentos de Apolo, outros com os de Paulo. O apóstolo, logo tratou de corrigir o problema, nos dando exemplo de obreiro zeloso, aclarando elo que nem o que planta é alguma coisa (Paulo), abriu o trabalho; nem o que rega (Apolo), eloquente pregador da Palavra, mas Deus, que dá o crescimento (1 Co 3.6,7).

Temos aqui um ensinamento primoroso, o Senhor não divide a sua glória com ninguém (Is 42.8). O homem não é o centro do Evangelho, e sim Cristo, e isto fica claro nas Escrituras e Paulo enfatiza em suas cartas quando orienta as Igrejas.

O desbravador, sob a gloriosa obrigação, zela pela sã doutrina e corrige os erros que surgem dentro das igrejas fundadas, bem como, implementa a mensagem cristocêntrica nas igrejas plantadas. É preciso focar na base, que tem por essência Jesus. Quem salva é Jesus, não podemos ter grupos, grupos inclusive são refutados pelos ensinamentos de Cristo, “E, se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não pode subsistir” (Mc 3.25).

Devemos seguir ao Senhor em união (Sl 133). Cristianismo é obediência e relacionamento com Cristo e este é o centro de toda a Escritura, portanto, deve ser adorado em detrimento ao antropocentrismo e rivalidades que podem existir dentro da igreja. “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” (Cl 1.17,18). Enfatizamos também que o Plano da Salvação estava elaborado antes mesmo da fundação do mundo (Ef 3.8-11).

Um destaque importante que observamos na chamada para o salvo, que a partir do discipulado, e do estudo da Bíblia, é que após o revestimento do Espírito Santo este está apto a semear, primeiro em sua família, depois no seu trabalho, faculdade, bairro, estado e agregando valor e experiências neste labor, após o revestimento do Espírito deve ajudar a fortificar a igreja local, e pode, se designado pela Igreja local, plantar igrejas ou regar igrejas plantadas, quando designado para assumir um trabalho já aberto, sempre tendo em mente que é que Deus age na vida do Obreiro e dá o crescimento, afinal estamos lidando com a esposa do Cordeiro que deu a sua vida por nós, e grande é a nossa responsabilidade. “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo” (1 Cor 3.16,17).

Quando um obreiro do Senhor tem em seu coração o sincero objetivo de levar a Palavra de Deus aos homens, deve ter consciência que a sua vida, o seu testemunho, vai estar sempre sendo observado. Ademais, a certeza do chamado específico, pois o chamamento geral todos temos, e o revestimento do Espírito, como orientou o próprio Jesus (Lc 24.49), é uma condição indispensável para cada um de nós.

ANTIOQUIA, O PONTO DE PARTIDA PARA O CRESCIMENTO DA IGREJA

Após ser designado pela Igreja de Antioquia (At 13.1-3), ressaltamos aqui parte do versículo primeiro, havia homens de Deus profetas e doutores: “Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo”. A Bíblia nos afirma que esta Igreja, sob a direção do Espírito Santo, que designou Barnabé e Saulo para a realização da obra missionária de evangelização dos gentios, os líderes jejuaram e oraram e impuseram as mãos sobre os discípulos e estes foram pregar o evangelho na primeira viagem missionária de Paulo.

Em Pafos, surge a oposição ao trabalho por meio de um judeu, mágico e falso profeta, chamado Barjesus, (At 13.6) que logo adiante é chamado de Elimas, (At 13.8), representando o levante das obras das trevas que sempre buscam ofuscar a difusão da Luz, que estava atrapalhando a pregação do Evangelho para o Proconsul Sérgio Paulo, e Atos 13.9, Saulo, pela primeira vez é chamado pelo nome romano de Paulo, por Lucas que, inspirado por Deus, escreveu o Livro de Atos. Paulo, então, cheio do Espírito Santo, profere que a mão do Senhor o deixaria cego por algum tempo, o que de fato aconteceu imediatamente (At 13.9-11) e por meio deste fato o Proconsul creu maravilhado na doutrina do Senhor, que lição maravilhosa, foi salvo!

O Plano de Deus para o homem desde o princípio foi e é a salvação da humanidade e a eternidade ao lado do Senhor na Glória e o Senhor não tem prazer na morte do que perece sem salvação (Ez 18.32). A Obra de Deus crescia e florescia.

Paulo junto com Barnabé fez uma pregação que está registrada no capítulo 13 de Atos em um sábado, e adentra na história trazendo à baila o Antigo Testamento e anuncia Jesus. No final de semana seguinte houve uma grande multidão de gentios ouvindo a Palavra.

Neste mesmo capítulo, eles foram colocados para fora dos termos da cidade, porém sacudiram os pés conforme orientação de Jesus: “E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés. Em verdade vos digo que, no dia do juízo, haverá menos rigor para o país de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade” (Mt 10.14,15).

Partiram para Icônio, e plantaram igrejas em vários lugares até retornar para Antioquia, de onde tinham sido enviados para a Obra Missionária e então relataram quão grandes coisas Deus fizera por eles, e como o Espírito Santo abriu as portas para que a Mensagem de Cristo fosse levada aos gentios.

Depois do Concílio de Jerusalém, após Paulo e Barnabé (At 15.6-29), enfrentaram os judaizantes que defendiam os costumes judaicos e a circuncisão, e também, não aceitavam a vida da igreja dos gentios que não se submetiam a tal ato. Defendiam que Cristo era apenas para os judeus e os gentios que quisessem aceitar a Cristo deveriam ser submetidos aos mesmos ritos do povo judeu.

Pedro contou a experiência da conversão de Cornélio, centurião da coorte chamada Italiana, que em visão viu um Anjo e neste arrebatamento de sentidos mandou chamá-lo em Jope e o Senhor confirmou na hora sexta em visão para ele comer os animais considerados imundos em um lençol, significando que este deveria levar o Evangelho aos gentios (15.6-11).

Paulo prosseguiu em sua segunda viagem missionária, logo adiante em Derbe e Listra, juntou-se a Timóteo, filho de judia e de pai grego, (At 16.1,2), onde mais uma vez o bom testemunho aparece no texto bíblico e por meio deste, Paulo tem segurança em leva-lo junto para abrir trabalho, mais tarde, ele manda duas cartas específicas, em que o chama de filho na fé (1 Tm 1.2) e levou consigo também Silas (At 15.40).

Como vimos na lição passada o Apóstolo só fazia as viagens sob a orientação de Deus, mesmo tendo desejo de ir a um determinado lugar para levar a Mensagem da Cruz, exemplo ir à Roma, registrado em Romanos 1.13, mas foi obediente ao Senhor e foi no momento certo, ou seja, na terceira viagem missionária. O Espírito impediu de ir para a Ásia (At 16.6). Quando chegaram em Mísia, tinham planejado viajar para Bitínia, e novamente o Espírito Santo não permitiu (At 16.7), então eles desceram em Trôade, e naquela cidade, Paulo teve uma visão maravilhosa. Ele viu um varão da Macedônia que lhe pediu: “Passa a Macedônia, e ajuda-nos” (At 16.9). Paulo entendeu a vontade do Pai Celestial naquele momento, e esta era que a sua Palavra fosse pregada na Macedônia. Logo Paulo e Silas viajaram e chegaram em Filipos, a primeira cidade da região da Macedônia, Tessalônica, Bereia, Atenas, Corinto e Éfeso.

Em Filipos, o Evangelho alcançou Lídia, a vendedora de púrpura, de Tiatira foi batizada. Convidou a Paulo e seus companheiros a se hospedar na casa dela, houve grande perseguição ali, depois que Paulo expulsou o Espírito de adivinhação de uma moça. Paulo e Silas foram perseguidos levados a praça pública na presença dos magistrados, presos, açoitados e libertos da prisão de forma miraculosa por meio de um terremoto e abertura das cadeias, e salvação do carcereiro e de sua família, que foram batizados (At 9.26-34). É a mão de Deus agindo, e cumprindo que os sinais e maravilhas seguiriam aos que cressem (Mc 16.17,18).

Da mesma forma nós devemos cumprir o chamado do Senhor, pois, somos homens e mulheres iguais a Paulo, sujeitos a mesmas fraquezas, mas, quando somos cheios do Espirito Santo e aceitamos a Jesus, precisamos ter em nosso coração o desejo que o Evangelho da Paz encha o coração dos que não ouviram ou que não aceitaram a Jesus, o aceite por meio da divulgação da mensagem do reino por nosso intermédio, que somos ferramentas na mão do autor e consumador da Fé.

CARACTERÍSTICAS DE UM PLANTADOR DE IGREJAS

Logo após o encontro com o Senhor a caminho de Damasco e sua conversão, (At 9.1-19) e passar alguns dias pregando o Evangelho em Damasco, teve que sair da cidade e por três anos viveu no deserto da Arábia, (At 9.25; Gl 1.13-18). Este homem de Deus, segue executando o Plano do Senhor em sua vida. Ele ouviu a voz do Senhor e atendeu ao chamado.

Esta lição nos traz um princípio muito nobre na Obra de Deus, que é o princípio da obediência. A partir de sua conversão obedece piamente ao Senhor em todos os aspectos.

Abnegado, sendo fiel e dedicado na Obra do Senhor, conforme lemos em 2 Coríntios 12.15: “Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado”.

Voltando um pouco no assunto abordado anteriormente, depois do Concílio de Jerusalém, após a primeira viagem, vemos um dos aspectos da humanidade de Paulo, homem sujeito as mesmas paixões que os outros (At 14.15), entrou em uma desavença com Barnabé (At 15.16-39), pois, não concordava que João Marcos que era seu primo, seguissem viagem com eles. O motivo é que Joao Marcos os havia abandonado na primeira viagem, agindo assim, muito possivelmente para discipliná-lo. Paulo tinha uma personalidade forte, mais tarde, reconheceu a utilidade de João Marcos na Obra de Deus (2 Tm 2.11). João Marcos é o mesmo que escreveu o Evangelho de Marcos.

Homem de caráter firme, conhecedor dos seus direitos conforme lemos em Atos 16.37, logo após o milagre que aconteceu na prisão, o grande terremoto, da salvação do carcereiro e sua família. “Mas Paulo replicou: Açoitaram-nos publicamente e, sem sermos condenados, sendo homens romanos, nos lançaram na prisão, e agora encobertamente nos lançam fora? Não será assim; mas venham eles mesmos e tirem-nos para fora”.

Toda a vida de Paulo foi fundamentada na Palavra de Deus, e da mesma forma todos nós, obreiros da Seara do Mestre também devemos ter, além de sermos homens e mulheres de Deus de oração. “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas, nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra” (At 6.3,4).

Tenhamos no coração a chama pentecostal acessa para realizarmos a Obra do Senhor como instrumentos usados em Suas mãos. Deus por sua infinita misericórdia expandiu a visão do Apóstolo Paulo, e ele levou a Mensagem da Cruz até a Grécia em cidades importantes como Atenas e Corinto. Permaneçamos na presença do Senhor e seguindo os planos que Ele tem para cada um de nós, pois o Senhor está no controle de tudo e o Universo está em suas mãos. Ele nos permite que façamos planos, mas a resposta final é dEle, os planos de Deus são melhores que os nossos. “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor” (Pv 16.1).

Assista da vídeo da exposição da lição: “Paulo, o plantador de Igrejas”

Bibliografia
– CABRAL Elienai, “O Apóstolo Paulo: Lições da Vida e Ministério do Apóstolo dos Gentios Para a Igreja de Cristo” CPAD, Rio de Janeiro, 4 Trimestre, 2021;

– CLAUDIONOR, Correia de Andrade, Dicionário Teológico: 26 Ed. Rio de Janeiro – CPAD, 2006;
– ANDRADE, Claudionor de. Paulo em Atenas. 2ª ed. Rio de Janeiro – CPAD, 1986;
– Revista Ensinador Cristão, Rio de Janeiro – CPAD nº 87, p. 39;
– SOUZA, Luiz Lima, Atos dos Apóstolos – Artigo Seminário Teológico SET;
– Declaração de Fé das Assembleias de Deus, 11ª ed. Rio de Janeiro – CPAD, 2021.

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