Se Deus quiser
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Se Deus quiser…

Ao ler a introdução da matéria postada no Jornal El Pais online (10/05/20), me veio a mente o que diz a Bíblia na epístola de Tiago 4.13-15: “Prestem atenção, vocês que dizem: ‘Hoje ou amanhã iremos a determinada cidade e ficaremos lá um ano. Negociaremos e ali teremos lucro. Como sabem o que será de sua vida amanhã? A vida é como a névoa ao amanhecer: aparece por um pouco e logo se dissipa. O que devem dizer é: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isso ou aquilo” (NVT – Nova Versão Transformadora).

A matéria começa assim:

“A vida é muito mais incerta do que nosso cérebro gostaria. Especialistas nos orientam no processo de adaptação às mudanças que nos esperam”.

“É hora de aceitar que muitas coisas terão de esperar”.

“Quando brindamos às vésperas do Ano Novo e pensamos em nossos desejos para o ano de 2020, havia muitos projetos a realizar. Este seria o ano em que prestaríamos concursos públicos. Em que celebraríamos o nosso casamento. Em que tentaríamos ser pais pela primeira vez ou de novo. Em que compraríamos um apartamento…”. (Silvia C. Carpallo)

O contexto social no tempo de Tiago difere completamente do nosso. O modo de negociar, de se comunicar, de viajar, de comer, de se casar, de empreender, de se relacionar, etc. Mas há algo que em nada difere do tempo de Tiago: o ser humano que se arroga de uma autonomia, que não tem, para definir o seu próprio futuro.

Vivemos como se fôssemos donos do nosso amanhã. Todavia, por conta de uma pandemia, fica evidente nossa incapacidade de assegurar e garantir o que faremos ou não amanhã.

É provável que os verbos que mais se empregam hoje, em todo o mundo estão no futuro do pretérito do indicativo: “Eu viajaria, eu compraria, eu venderia, eu faria”.

Tantos planos bem elaborados, estratégias bem delineadas, metas bem traçadas e objetivos bem definidos. Todas essas ações são boas e necessárias, mas a questão é que, diante dessa pandemia, elas por si só, não garantem que tudo ocorrerá exatamente como idealizado.

Tiago expõe à incapacidade do ser humano de assegurar o seu amanhã. Quem somos nós? De onde vem tanta convicção de que faremos isso ou aquilo? Existimos porque tínhamos que existir e vivemos porque temos de viver? É tudo uma questão natural? Basta termos foco, metas, objetivos, força de vontade e disciplina?

Nascemos, crescemos, aprendemos, empreendemos, casamos, compramos, vendemos, temos filhos, envelhecemos e morremos. A vida se resume nisso? É claro que não! Há um Deus que criou e que governa todas as coisas e tem planos para toda a sua criação.

“A terra e tudo o que nela há são do Senhor; o mundo e todos os seus habitantes lhe pertencem” (Salmos 24.1 – NVT).

No entanto, o ser humano em sua arrogância e soberba, se acha independente para viver e definir os rumos da sua vida. Então, inevitavelmente, ele se vê numa situação como a atual: incapaz. Quer muitos questionem ou não, o certo é que, os planos humanos se mostram frágeis. E ainda que vivamos toda uma vida sem considerar essa verdade, haveremos de descobrir, um dia, que ganhamos o mundo, mas perdemos a alma.

É muito pertinente e atual, refletirmos nas palavras de Tiago que diz: “Prestem atenção, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã iremos a determinada cidade e ficaremos lá um ano. Negociaremos e ali teremos lucro. Como sabem o que será de sua vida amanhã? A vida é como a névoa ao amanhecer: aparece por um pouco e logo se dissipa. O que devem dizer é: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isso ou aquilo” (Tg 4.13-15 – NVT).

Não existe nenhum ser humano que viva aquém à soberania de Deus. Ainda que sua existência seja negada, tudo está debaixo da sua soberana vontade e autoridade.

Tínhamos muitos planos. Iríamos fazer muitas coisas que já não faremos mais; e muitas coisas que não planejamos fazer estamos fazendo. E então, como lidar com isso numa perspectiva de que não temos o controle que pensávamos ter?

Tiago escreveu para crentes em Cristo Jesus. Então nós, como servos de Cristo, podemos cometer esse erro. Portanto, devemos considerar como estamos vivendo a vida.

Não podemos esquecer de que: “Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”.

Tudo em nossa vida deve estar sujeito a essa verdade: “Se o Senhor quiser…”.

O momento atual não pegou Deus de surpresa, mas quando tudo passar e a vida puder voltar ao normal, devemos sempre lembrar que há um Deus soberano sobre tudo e sobre todos.

Agora, é o momento de rever como gastávamos o tempo e os recursos financeiros. Que pelo menos, os que temem a Deus possam rever suas prioridades para que tenham como objetivo primário a glória de Deus. Se eu devo comer e beber para a glória de Deus; eu devo casar, comprar, vender, estudar, trabalhar, ter filhos. Ou seja, tudo deve ter como prioridade a glória de Deus. E Deus não transferiu nenhum direito seu, como Criador, para nenhuma das suas criaturas.

Então, tudo em nossa vida deve estar sujeito a essa verdade e devemos sempre nos lembrar que: “Se o Senhor quiser…”.

Como diz a letra do cântico: “Dele vem o sim e o amém, somente Dele e mais ninguém”.

A Deus toda glória!


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