A Conduta do Crente em Relação à Família
Capa da lição 12 do 2º trimestre de 2020 – A Conduta do Crente em Relação à Família | Foto: Reprodução

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 12, do 2º trimestre de 2020 – A Conduta do Crente em Relação à Família.

Por Aniel Ventura

Através do poder de Cristo e da presença do Espírito Santo, a conduta do crente como marido, esposa e filhos torna-se um relacionamento harmonioso dentro da família. Paulo aconselha o bom relacionamento entre pais e filhos pois, a ruptura do relacionamento familiar e a desobediência dos filhos são sinais de uma sociedade que está dia após dia se desintegrando. No entanto um relacionamento santo e harmônico na família são sinais vivo de que é possível ter uma família feliz na presença de Cristo mesmo em uma sociedade corrompida (Salmos 128).

I – A CONDUTA DO CRENTE COMO MARIDO

1. O papel do marido como líder da família

No relacionamen­to entre um homem e uma mulher não envolvem infe­rioridade, pois submissão não é mediocridade, mas envolve hierarquia e subordinação. Contudo, assim como Deus Pai e Deus Filho estão sempre unidos, porém, têm papéis diferentes no plano da salvação, homens e mulheres rece­beram de Deus papéis dissemelhantes na família. Cristo como o cabeça da igreja e o marido como o cabeça do lar.

2. O amor como elemento primordial

A submissão na igreja deve resultar da submissão no lar. O lar, como base para relacionamentos e crescimento pessoal, deve ser um exemplo de submissão pacífica. No matrimônio, o marido e a esposa são chamados a viver em submissão pois, os relacionamentos entre maridos e esposas são microcosmos dos relacionamentos da igreja, onde o amor é a base para uma vida de paz e harmonia.

3. O cuidado do marido à esposa

No império romano, mulheres, crianças e escravos deviam se submeter ao chefe da família – a submissão dos escravos era até que fossem libertados; meninos, até a maioridade; e mulheres e meninas, por toda a vida. Para a esposa sábia, submissão significa seguir de boa vontade a liderança de seu marido em Cristo. Para o marido sábio, significa abdicar seus próprios interesses, a fim de cuidar amorosamente da sua esposa. Em um lar onde os companheiros têm um forte relacionamento com Cristo e cada um está preocupado com a felicidade do outro, a submissão nunca será um problema e sim, solução.

II – A CONDUTA DA CRENTE COMO ESPOSA

1. O conceito de submissão cristã

Conceitua-se a adesão espontânea da vontade de alguém à de outrem. “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição” (1Tm 2.11). Para compreendermos este versículo, precisamos entender a cultura onde Paulo e Timóteo trabalhavam. Em tal cultura, entretanto, as mulheres não tinham permissão para estudar. Por esse motivo também não deveriam discutir certas questões em público com os homens. Os judeus eram mais restritos, não permitiam às mulheres ensinar os seus filhos homens com idade superior a cinco anos. Porém na filosofia grega, Platão concedeu às mulheres a igualdade com os homens.

O conceito de submissão a uma pessoa, às vezes é interpretado erradamente, pois submissão não significa ser passivo. Diante de Cristo todos os joelhos hão de se dobrar (Fp 2.10) – todavia ele submeteu sua vontade ao Pai, e nós o honramos ao seguirmos o seu nobre exemplo.

2. A condição da mulher cristã

A recomendação de Paulo é que as mulheres se sujeitem aos maridos de uma forma harmoniosa. Embora o marido não seja o salvador da esposa, como Cristo é o salvador da igreja, entretanto, esta analogia continua válida para salientar o ponto principal hierárquico, a saber, a submissão da esposa ao marido é assim como a submissão da igreja a Cristo.

3. A reverência devida ao marido

Demonstrar amor é um dever de todos os maridos crentes, como também, é o dever de todos os demais, em todas as situações. O amor é um dos aspectos do Fruto do Espírito (Gl 5:22,23) e uma qualidade divina na natureza humana, ou seja, é o produto do desenvolvimento espiritual cristão. Desejas que tua esposa te obedeça, como a igreja obedece a Cristo? É simplesmente agir com ela como Cristo age para com a igreja, se precisar dar a tua vida por ela; não a negues, mesmo que tenhas que fazer tudo isso, ainda assim estarás muito aquém a tudo o que Cristo fez por sua amada igreja.

III – A CONDUTA DO CRENTE COMO FILHO

1. A responsabilidade dos pais

Paulo instrui os pais colossenses dizendo que, se os filhos forem disciplinados sem afeto e de maneira irresponsável, eles podem ser desencorajados e ficar com ressentimentos (Cl 3.21). Nas famílias do primeiro século o pai tinha direitos legais e absolutos sobre seus filhos e muitas vezes comandava sua casa com controle excessivo. Nas famílias judias, o pai era o responsável pela educação dos filhos. Paulo não tinha que estabelecer a autoridade do pai; ao contrário, seu objetivo era definir limites para o tratamento rude. Cuidar dos filhos não é fácil educar filhos de uma maneira afetuosa e que honre a Cristo requer muita paciência e dedicação. Mas a frustração e a ira não devem ser motivo para punição.

2. A conduta requerida dos filhos

Os filhos devem ser obedientes aos pais enquanto estiverem sob os seus cuidados, mas devem honrá-los por toda vida. Os filhos que se dedicam em honrar os seus pais, demonstram uma atitude de amor e respeito, refletindo no seu relacionamento com Deus. Quando os jovens cuidam com carinho dos idosos, leva-os a viver mais e cria-se uma comunidade que sustenta e dá proteção aos mais velhos. Com essa atitude ajudam a transmitir esses valores para as gerações futuras.

3. O mandamento com promessa

Paulo acrescentou a autoridade da lei revelada à lei natural descrita em (Ef 6.1), citando o quinto mandamento, registrado em Êxodo 20.12: “Honra a teu pai e a tua mãe”. Obedecer e honrar são coisas diferentes. Obedecer significa fazer aquilo que o outro diz para fazer; honrar significa respeitar e amar de forma espontânea. Este é o primeiro mandamento com promessa.

Conclusão

O conselho de Paulo para a família é que o esposo ame e proteja sua esposa e a esposa sujeite-se a seu esposo, de uma forma harmoniosa e voluntária. Ambos podem até mesmo desistir dos próprios interesses pelo bem-estar mútuo. Entretanto, Paulo fala de “um grande mistério” no relacionamento entre Cristo e a Igreja, representado pelo vínculo do matrimônio (Ef 5.32). Ele interpreta o matrimônio à luz da união entre Cristo e a Igreja e, nessa interpretação, transforma o conceito de matrimônio no ideal mais elevado que o mundo já pode conhecer. Faz também um resumo das responsabilidades mútuas, que o marido e a mulher tem um para com o outro. Dessa forma harmoniosa o relacionamento entre marido, mulher e filhos levarão o nome de Deus a ser glorificado na família (Ef 5. 22-25).

Bibliografia
– Champlin – Novo Testamento Interpretado – Vol.4 – Hagnos

– O Novo Comentário Bíblico N.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H
– Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal – Vol.2 – CPAD
– Comentário Bíblico pentecostal do Novo Testamento – CPAD

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