Padre do ES compra carro de luxo por R$ 86 mil

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Fiéis questionaram a atitude, depois das declarações do papa Franciso na semana passada.

Padre Pedro CamiloO padre Pedro Camilo, que lidera a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro Praia da Costa, em Vila Velha, na grande Vitória, capital do estado do Espírito Santo (ES), desde janeiro deste ano (2013), gerou polêmica na comunidade local por ter comprado um automóvel de luxo no valor de R$ 86 mil. Desse total, R$ 29 mil saíram das próprias economias do sacerdote e o restante, da igreja.

O veículo foi colocado no nome da paróquia e segundo o religioso, “o carro não foi para ostentar, foi para serviço, sendo um carro mais alto, me facilita. Isso nos livraria, inclusive, de ter mais despesas com frete. É tudo no nível da evangelização, não é pra ostentar”, defendeu ele, que ainda completou “Eu morei em Roma [na Itália] e sei como é”.

Os fiéis questionaram a atitude de padre Pedro, depois das declarações do papa Franciso, na semana passada, quando o líder da Igreja Católica celebrou a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Brasil. “Penso que temos que dar testemunho de uma certa simplicidade – eu diria, inclusive, de pobreza. O povo sente seu coração magoado quando nós, as pessoas consagradas, são apegadas a dinheiro”, afirmou o Santo Padre, que andou pela rua do Rio de Janeiro (RJ) com um carro regular: um Fiat Idea.

O sacerdote de Vila Velha argumentou ainda que teve uma boa oportunidade e conseguiu um bom desconto. “O carro não vai ser usado só dentro da paróquia, porque eu administro uma casa de retiro em Nova Almeida [ES] para dependentes químicos e isso facilita a locomoção. É para servir a igreja”, explicou ele à reportagem da TV Gazeta, afiliada da Rede Globo local.

O arcebispo de Vitória, Dom Luiz Mancilha, não viu problemas no caso de Camilo. Ele considerou que os padres não fazem voto de pobreza e podem, sim, trabalhar e ter bens próprios. A orientação, no entanto, é de que os sacerdotes façam doações. “Precisamos ter cuidado quando falamos de algo que acontece em uma paróquia. Não podemos sair condenando, porque, se houver algo errado, será corrigido. […] Vamos dar tempo ao tempo, em vez de punir e marginalizar”, ponderou o religioso.

Fonte: The Christian Post

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