O cristianismo na terra dos budistas

Perseguição e radicalismo: A realidade dos cristãos em países budistas é mais do que difícil, é desafiadora.

Em muitos países do Sudeste Asiático, o budismo é um modo de vida, conhecido mundialmente por vários estigmas e dogmas. Uma de suas ideologias mais fortes é o ensino sobre o carma que diz “o que você semeia, você colhe”.

A religião é conhecida pelo esforço, que as boas obras geram mérito e é assim que, nesta vida ou na próxima, você terá sucesso.

Hoje, quase 500 milhões de pessoas praticam o budismo, representando 7% no mundo.

Em muitos países, o budismo é considerado uma religião de paz, mas difere de um país para o outro. Quando envolve cristãos e grupos budistas radicais, esse cenário muda.

Na Lista Mundial da Perseguição 2019, que classifica os 50 países que mais perseguem cristãos no mundo, os países budistas Sri Lanka (46º), Butão (33º), Laos (19º), Vietnã (20º) e Mianmar (18º) aumentaram no ranking, em comparação a 2018.

Esse aumento evidencia que a violência e hostilidade contra os cristãos cresceu nesses países.

Hoje, mais que anteriormente, a violência e pressão contra cristãos não é mais tão sutil, o extremismo budista vem aumentando.

Monges e outros adeptos da religião ameaçam cristãos, invadem reuniões (cultos e missas) e até agridem fisicamente. A pressão e violência aumenta quando o cristão é um ex-budista.

Baham*, um cristão ex-budista do Laos, foi expulso de sua aldeia depois de se declarar cristão. “Meus amigos e família me disseram: ‘você tem que sair da aldeia e ficar em algum lugar onde Jesus esteja. Este lugar não aceita Jesus e não aceitamos nada sobre ele”, conta.

O Laos é um dos países em que o budismo extremista mais atua contra cristãos, principalmente os ex-budistas. Além do radicalismo religioso, o animismo, praticado em muitas aldeias e o comunismo andam lado a lado. O espaço para o cristianismo é cada vez mais apertado.

O preço por escolher a Jesus em países budistas

Nani* (16) e Nha* (17) são irmãs e aceitaram a Jesus no Laos. Elas se encontraram com a Portas Abertas em uma igreja e puderam ficar longe da remota aldeia, onde são ameaçadas.

“Nosso primo nos falou sobre a Bíblia e a Salvação em Jesus. Ele é pastor em uma igreja de uma aldeia próxima à nossa. Eu gostei muito do que eu escutei, e é por isso que me tornei cristã”, diz Nani.

A família, principalmente o pai, se opôs à decisão das filhas. Em certo dia normal de atividades na igreja, as irmãs foram até lá, mas alguns primos e outros parentes – entre seis e nove pessoas – as seguiram.

Indignados, eles as arrastaram para fora da igreja. Elas foram amarradas e o pai as espancou. Eles as levaram de volta à aldeia, onde elas foram separadas, amarradas e assim permaneceram por quatro dias.

Durante esse tempo, eles perguntavam se elas ainda queriam adorar a Jesus. Em momento algum, elas negaram sua fé. Quatro dias depois, elas foram desamarradas, mas ainda eram hostilizadas.

Elas não gostam de falar sobre essa experiência e os dias que sucederam. “Minha família ainda estava muito chateada com a nossa decisão, por isso agiram dessa maneira”, explica Nha.

“Nossa força é um presente de Deus”

No Laos, os laços familiares são fortes e os filhos são ensinados a obedecer seus pais. Quando as irmãs decidiram seguir a Jesus, elas se opuseram ao pai, recusando-se a deixar a nova fé.

“Foi muito difícil não obedecer ao nosso pai, mas queremos obedecer a Jesus mais do que a qualquer um. Sabemos que Jesus morreu por nós e não queremos voltar para nossa antiga religião. Mesmo que seja difícil, queremos segui-lo”, diz Nani.

E ela continua com um sorriso gentil: “eu acredito que nossa força para permanecer firmes é um presente de Deus. Deus nos deu a fé”.

O chefe da aldeia ameaçou prender as irmãs. Eles tentaram prendê-las junto com outros sete cristãos. Pouco depois, elas foram libertadas e escaparam para outra aleia. Hoje, elas vivem na aldeia dos primos cristãos.

Para saber mais sobre a perseguição a cristãos no Laos, assista ao vídeo “O Preço de Seguir Jesus”:

Com informações da Portas Abertas.

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