O preconceito também mata
O preconceito racial, ou racismo é a crença em que uma raça, etnia ou certas características físicas sejam superiores a outras. | Foto: Pixabay

Preconceito! Em qualquer parte do mundo, os negros sentem na própria pele, literalmente falando, a dor causada por essa indiferença.

Por Otoniel Miranda

Suspeito por tentar usar uma nota falsificada de 20 dólares em um estabelecimento comercial, o afro-americano George Floyd, de 46 anos de idade, foi detido, torturado e morto pela polícia, em plena rua de Mineápolis, cidade do Estado de Minnesota, nos Estados Unidos da América, no último dia 25 de maio.

Seria a pena capital a mais justa a ser aplicada a um cidadão que, mesmo intencionalmente viesse a praticar um ato como esse? Certamente que não!

A cena, presenciada por várias pessoas, foi inclusive filmada por uma jovem senhora, causando o repúdio imediato por parte da população de modo geral.

A vítima, um homem negro que trabalhava como segurança, passou por momentos angustiantes nas mãos de um policial, mesmo já estando algemado e caído ao chão, até sucumbir por asfixia, conforme atestado em sua “causa mortis”. George tornou-se mais um a figurar entre muitos de sua cor, “castigado” não simplesmente pelo ato que estava praticando, mas por um mal ainda sem cura, que ultrapassa séculos, mesmo em países considerados desenvolvidos.

O preconceito racial, ou racismo, como mais se usa dizer, é a crença em que uma raça, etnia ou certas características físicas sejam superiores a outras. No caso da raça negra, temos como exemplo a própria escravidão no Brasil, ou ainda, o “Apartheid” na África do Sul. Nos Estados Unidos, a história registra a luta dos americanos negros em prol da igualdade com os brancos. Não é de se estranhar que ainda existam lugares onde é proibida a entrada de pessoas negras, como por exemplo em alguns bares, cinemas, clubes, etc.

O ativista Martin Luther King defendeu bravamente o fim da discriminação racial e se tornou um dos líderes mais importantes em defesa dos direitos civis dos negros, até ser cruelmente assinado em 1968.

Em qualquer parte do mundo, os negros sentem na própria pele, literalmente falando, a dor causada por essa indiferença. A trágica operação policial que culminou com a morte de George Floyd desencadeou uma série de manifestações e protestos contra o racismo pelas principais ruas das maiores cidades norte americanas, logo que se tomou conhecimento dessa barbárie.

As manifestações começaram de forma pacífica, mas logo um sentimento de revolta tomou conta de um grande número de manifestantes, que passaram a cometer atos de vandalismo, sendo inevitável o confronto com os agentes da polícia. De uma forma ou de outra, o clamor por justiça pela morte de George, é sem dúvida o combustível suficiente para toda essa reação popular, porém a causa maior que está sendo defendida é o fim do preconceito racial.

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar(Nelson Mandela).

É inaceitável que em pleno século XXI, numa sociedade que busca a justiça, igualdade e fraternidade entre os povos, muitos ainda se comportam de maneira a se considerar superior ao seu semelhante, humanamente falando. Vão na contramão do que estabelece a Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela ONU em 1948.

Artigo I: “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras, com espírito de fraternidade”.

Artigo II: “Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição”.

Citando a Bíblia Sagrada: “Porque para Deus, não há acepção de pessoas” (Romanos 2:11).


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