Zorobabel recomeça a construção do templo
Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 5, do 3º trimestre de 2020 – Zorobabel recomeça a construção do templo. | Foto: Reprodução

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 5, do 3º trimestre de 2020 – Zorobabel recomeça a construção do templo.

Por Aniel Ventura

O livro do profeta Ageu é o primeiro de três livros pós-exílicos no Antigo Testamento, seguido, no entanto, por Zacarias e Malaquias. Este profeta é mencionado nominalmente duas vezes no livro de Esdras. É chamado também “o profeta” e “embaixador do Senhor”. Ele é um daqueles poucos exilados que, ao voltarem para sua terra, ainda tinha lembranças do templo de Salomão antes de ser destruído por Nabucodonosor em 586 a.C. O objetivo desse profeta era mobilizar o povo para a reedificação do templo; e levá-los a reordenar suas vidas a dar prioridades às obras da Casa de Deus, para que fosse recomeçada com as bênçãos divinas (Ed 1.1,13; 2.1,3,10; 5.1; 6.14).

I – DEUS SUSCITA OS PROFETAS AGEU E ZACARIAS

1. Deus levantou dois profetas

Deus levantou o profeta Ageu para profetizar para os judeus que haviam voltado do exílio de Babilônia. Sua primeira missão foi levá-los a observar onde realmente se achavam seu coração e suas prioridades. Encorajou-os a reconstruir o templo de Jerusalém com ânimo forte e de forma voluntária. A estas admoestações, estava garantida a promessa de que Deus estaria com eles. O profeta Zacarias também exerceu seu ministério junto aos que regressaram da Babilônia, a Jerusalém.

Devido a pressão da oposição à reconstrução do templo por parte dos Samaritanos os judeus passaram a conviver com a ruína daquela que fora uma esplêndida cidade, embelezada com um templo glorioso. Muito havia com o que se entristecer, mas Zacarias encorajou os israelitas com visões de juízo sobre os inimigos de Israel e a restauração total da cidade de Jerusalém.

2. O resultado da mensagem dos profetas

A piedosa liderança de Zorobabel e Jesua, levou a efeito a reconstrução do templo. Entretanto eles não se tornaram apáticos, nem aceitaram o desafio com indiferença, antes, empreenderam a tarefa com grande diligência, e Deus abençoou a obra das suas mãos. O reino de Deus sempre progride através das palavras e ações dos dirigentes e do povo que, ao trabalharem juntos, dedicam-se plenamente ao propósito de Deus para esse mesmo povo (Ed 5.2).

3. O impulso Espiritual dado pelos profetas continuou dominando os construtores até à conclusão da construção

Devido ao grande empenho do povo a construção do templo terminou no ano 516 a.C., vinte e um anos após lançados os alicerces (Ed 3.10). Não havia mais a arca da aliança no santo dos santos. Josefo indica que a cada ano, no “Dia da Expiação”, o sumo sacerdote colocava seu incensário na laje de pedra que assinalava a posição da antiga arca. Possivelmente ela teria sido destruída ou escondida numa época anterior desconhecida, da história de Israel.

“…a mão do SENHOR seu Deus, que estava sobre ele…” (Ed 7.6). Há pelo menos três razões para essa expressão.

O zelo e dedicação de Esdras em preparar o seu coração para:

  • buscar, estudar e conhecer a Palavra de Deus;
  • cumprir, isto é, colocá-la em prática;
  • ensinar aos demais. A lealdade a Deus e à sua Palavra sempre trará bênçãos e ajuda divinas ao seu povo. Este princípio é confirmado também no N.T (Mt 5.6; Jo 14.21).

II – O MINISTÉRIO PROFÉTICO, UMA MANIFESTAÇÃO DO PODER DE DEUS

Os israelitas que habitavam na Palestina aliaram-se aos exi­lados que tinham retornado em uma festiva celebração, separando-se das práticas pagãs, nas quais tinham caído, esses israelitas renovaram sua lealdade a Deus, ao adorarem no novo templo.

1. Manifestações sobrenaturais no Antigo Testamento

Deus chamou Moisés para tirar o seu povo do Egito, no entanto, começou a pensar nas dificuldades que teria de enfrentar, Deus fez com que a vara que estava em sua mão se transformasse em serpente, para assegurar-lhe seu poder e sua presença durante a missão a ele confiada. Deus demonstrou também seu poder ao fazer com que a mão de Moisés ficasse leprosa e depois curando-a. A lepra na Bíblia designa uma série de doenças de pele, tipificando também o pecado.

O terceiro sinal de que Deus havia enviado Moisés ao faraó para que este libertasse os hebreus da escravidão egípcia, foi transformar as águas do Nilo em sangue. De modo sobrenatural esse sinal se constituiu a primeira praga que o Deus Jeová enviou sobre o Egito (Êx 7.14-25)

2. Manifestações sobrenaturais no Novo Testamento

No dia de Pentecostes, Deus confirmou a autenticidade do ministério do Espírito Santo, quando enviou línguas como de fogo, lembrando o fogo no monte Sinai embora tivesse descido em um único lugar, no Pentecostes foi sobre muitos crentes, confirmando que a presença de Deus disponível a todos os que creem nele. Os crentes podiam falar outras línguas porque o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Este é o ensinamento explícito no Novo Testamento em que o Espírito Santo define soberanamente que dons um crente terá (1 Co 12.7,11). Além disso, os dons devem ser usados para a edificação do corpo de Cristo.

III – O MINISTÉRIO DE PROFETA À LUZ DA BÍBLIA

Os profetas do Antigo Testamento eram homens de Deus que, espiritualmente, achavam-se muito acima de seus contemporâneos.

1. O Profeta na dispensação do Antigo Testamento

O profeta no Antigo Testamento era uma pessoa incumbida para falar em nome de Deus, era um porta-voz, um embaixador que representava os interesses do reino divino na Terra.

Nabi” heb. נָבִיא) Esta é a principal palavra hebraica para “profeta”, e ocorre 316 vezes no Antigo Testamento. Esta palavra não tem origem clara, porém o significado do verbo hebraico “profetizar” é: “emitir palavras da parte de Deus, por meio do Espírito de Deus”.

O profetismo foi um movimento que surgiu no período aproximado do século VIII a.C. em Israel e Judá, com o objetivo de restaurar o monoteísmo hebreu, combater a idolatria e as injustiças sociais”, proclamar o Dia do Senhor e reavivar a esperança messiânica.

o profeta do Antigo Testamento possuía estas três características específicas:

a) Conhecimentos divinamente revelados. Ele recebia conhecimentos da parte de Deus no tocante às pessoas, aos eventos e à verdade redentora de Deus.

b) Poderes divinamente outorgados. Através dos profetas, a vida e o poder divinos eram demonstrados de modo sobrenatural diante de um mundo que, doutra forma, se fecharia à dimensão divina.

c) Estilo de vida característico. Os profetas do Antigo Testamento na sua maioria, viviam exclusivamente para Deus, protestavam intensamente contra a idolatria, a imoralidade e as iniquidades cometidas pelo povo.

2. O Profeta na dispensação do Novo Testamento

Os “profetas” do Novo Testamento eram indivíduos especialmente dotados em receber e mediar diretamente a revelação recebida de Deus, porém, não com ministério específico como no Antigo Testamento. O ofício do profeta, não consistia em predizer o futuro, adivinhar o presente ou ficar fora de si. Era dever do profeta do N.T, assim como o do Antigo Testamento, desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus (Lc 1.14-17)”. Os profetas também trabalhavam nas “fundações da igreja” (Ef 2.20; At 11.28; 21.9,11), no entanto, o seu trabalho era exortar, encorajar, e fortalecer o povo de Deus. Falavam em nome de Deus inspirados com mensagens específicas para determinados tempos e lugares (At 15.32; 1 Co 14.29). Hoje, todos os que pregam a palavra de Deus, ou ensinam o povo como pastores, evangelistas ou professores, constitui-se um profeta de Deus, o profeta do N.T. é acima de tudo um mensageiro de Deus na terra.

CONCLUSÃO

O governador Zorobabel e o sumo sacerdote Josué juntamente com o povo de Deus responderam rapidamente à mensagem de Ageu (Ag 1.12). Após a proclamação da sua primeira mensagem, logo deram início à obra no templo (520 a.C.). Antecipando uma resposta positiva, Ageu apresentou outra mensagem, com implicações profundas: o profeta os certificou de que o Senhor era com eles (Ag 1.13). Foi uma mensagem assim que Moisés havia levado aos israelitas no Egito (Ex 3.8). Na verdade, este seria o próprio nome do Messias, “Emanuel”, Deus conosco (Is 7.14). Quando o povo escolheu ter Deus no centro de suas vidas, o Senhor pôde habitar no meio deles, mesmo sem ter ainda um templo, para adoração, pois o coração é o melhor lugar para ele habitar.

Comentário de apoio da Lição 5, do 2º trimestre de 2020 – Carta aos Efésios – LIBERTOS DO PECADO PARA UMA NOVA VIDA EM CRISTO.


Bibliografia
O Novo Comentário Bíblico A.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H
Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento – CPAD
A história de Israel no Antigo Testamento – Samuel J. Schultz – S.R. Edições Vida Nova
Elementos da Teologia Bíblica – Raimundo Ferreira de Oliveira – EETAD
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

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“O primeiro portal cristão no Estado do Espírito Santo”

2 COMENTÁRIOS

  1. Palavra maravilhosa essa Ev. Aniel. Que a cada dia o Senhor inspire nossos lideres espirituais a nos conduzir no único caminho chamado Cristo, e que nós juntamente com eles possamos agir de duplo animo a fim de reconstruir templos e cidades que foram destruídos, e assim alcançarmos o objetivo de nosso Senhor. Quando há obediência, há dedicação, há comunhão, há união, há unidade, há prosperidade e crescimento.

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