Vivemos em tempos difíceis
Mulher observando a vista panorâmica da cidade. | Foto: Pexels / Pixabay

Vivemos tempos difíceis, tempos esses profetizados pelo apóstolo Paulo, conforme a segunda epístola a Timóteo no capítulo três e versículos um ao cinco.

Tempos de frieza espiritual, tempos de indiferença, de carência de oração, carência de fervor, carência de intimidade com os céus, tempos de uma falsa interpretação das Escrituras, de uma hermenêutica viciada  e de afastamento da sã doutrina.

Tempos em que devemos substituir o sorriso pelo pranto, e trocar nossas vestimentas nupciais por vestimentas de luto. Vivemos tempos em que os homens buscam desesperadamente a honra, mas não honram o soberano criador. Tempos em que a fama se tornou o alvo e a meta de muitos servos de Deus, que esquecem que o nosso alvo principal é Jesus, e as almas que perecem sem Deus.

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Tempos em que as selfies e lives enaltecem mais a criatura do que o criador, tempos em que as mensagens e pregações são geradas e produzidas nas redes sociais, e na internet, e não mais no silêncio dos templos e dos quartos, com os joelhos no chão e a boca no pó.

Tempos de desespero e angústia, quando deveriam reinar a paz e a segurança, em um Deus que tem o controle absoluto de tudo e de todos. Tempos em que a fé se esvai pelos dedos, e escorrega para o abismo da incredulidade.

Tempos em que Deus permanece calado nos púlpitos, e o homem se regala em filosofias e teologias que não alimentam a alma e não geram vida. Tempos em que entramos em algumas igrejas em busca de esperança e uma palavra de fé e alento, e saímos pioramos do que entramos, posto que Jesus está do lado de fora e insistentemente bate na porta em busca de se fazer ouvir e entrar na sua própria casa. 

Tempos difíceis em que o povo reclama direitos e privilégios em detrimento dos deveres e obrigações, e caso seja contrariado se desloca de igreja em igreja em busca de uma perfeição que não se encontra no homem, mas somente em Deus. Ocorre que Deus está distante dessa gente, portanto andam errantes como ovelhas que não têm pastor.

Tempos de vaidade, tempos de ociosidade, tempos de futilidades e coisas vãs em que se troca o importante pelo que não é de nenhum valor. Tempos de redes sociais, de séries intermináveis, em que se gastam horas a fio em um entretenimento fugaz e sem resultado, enquanto as atividades que podem ser a diferença entre a vida e a morte, encontram-se relegados a segundo plano.

Tempos de distanciamento dos céus, distanciamento da Palavra de Deus, distanciamento do sacrifício, da renúncia. Tempos em que os prazeres humanos falam mais alto que os momentos de adoração a Deus, tempos verdadeiramente difíceis.

Tempos em que se considera as riquezas da terra mais relevantes que as riquezas dos céus (fundamento espiritual pregado e ensinado por Jesus em seus discursos e mensagens aos homens).

Tempos de cegueira espiritual, tempos de insensibilidade à voz do Espírito Santo, tempos em que a mediocridade se alastra como fogo no palheiro e o temor e a reverência nos templos se afasta com empáfia e celeridade.

Tempos difíceis em que os homens ditam as regras e desprezam a Bíblia Sagrada, o manual que estabelece a forma de conduta do homem, maior legado de Deus à sua criatura. Tempos em que os homens levantam a bandeira da independência, e optam por viver distantes do único Deus que pode lhes socorrer.

Tempos do politicamente correto em que não se prega as consequências terríveis e nefastas do pecado, tempos de várias religiões e suas múltiplas formas, que apontam os mais diversos caminhos, que segundo essa geração corrompida levam até Deus, triste engano que custará caro aos incautos, posto que o próprio Senhor Jesus nos mostra o caminho para Deus em João 14:6, quando nos diz: “Eu sou o caminho e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.

Tempos em que a opinião humana se sobrepuja à inerrância da Palavra de Deus e a desqualifica. Tempos de guerra que muitos tomam como sendo tempos de paz, tempos de divisão, de segregação, de hipocrisia, de egoísmo e violência.

Tempos em que os fundamentos cristãos são atacados e os pilares da família apedrejados, com o aval das autoridades que se calam e sustentam o discurso da desconstrução da família, e dos valores da sociedade.

Tempos em que a volta de Jesus se torna necessária, imperiosa e urgente.

Maranata, ora vem Senhor Jesus!


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