Um relatório da Christian Solidarity Worldwide (CSW) mostra que a violação da liberdade religiosa em Cuba cresceu em 2014.

Violação da liberdade religiosa em Cuba aumentaEste relatório detalha cerca de 220 violações ao longo do ano, o qual mostra ocasionais espancamentos de pastores.

Os líderes religiosos e grupos de todas as denominações relataram problemas que vão desde assédio, multas, confisco, e destruição da bandeira de cuba e propriedades das igrejas.

“Estamos decepcionados, mas não surpreso ao ver outro aumento significativo das violações religiosas em Cuba, como a que estamos vendo nos últimos cinco anos”, disse Mervyn Thomas, diretor executivo da CSW.

“As promessas do governo de reforma não tem sido refletida a realidade no país. O governo de Raul Castro continua a manter um controle rigoroso sobre a sociedade civil e os grupos religiosos não estão isentos disso”, acrescentou Thomas.

Durante o ano de 2014, a CSW recebeu relatórios periódicos de assédio graves e relatos ocasionais de espancamentos violentos de pastores protestantes e líderes laicos de diferentes partes do país.

O relatório da organização, diz que semana após semana, dezenas de mulheres filiadas a um grupo cristão, conhecidas como Damas de Branco, foram violentamente arrastadas por agentes de segurança do Estado impedindo-as de irem à igreja aos domingos. Muitas foram espancadas pelos agentes e a maioria foi detida arbitrariamente logo após a realização dos serviços religiosos (culto).

Os líderes da igreja também foram submetidos a detenção arbitrária. O rev. Mario Baptist da Convention Lleonart Oeste Yoaxis Marcheco e sua esposa foram presos e pressionados a assinar um mandado de prisão, ou Lei de Aviso, em ocasiões distintas, em 2014.

Em novembro, o Rev Edi Yanela, um dos líderes de uma igreja afiliada ao Movimento Apostólico em Santiago de Cuba, foi também detido e preso por três dias sem aparente justificativa.

“É importante também elogiar a coragem de muitos líderes religiosos em Cuba, que mais e mais estão levando ao conhecimento do público as violações sofridas por eles e pedem a liberdade religiosa no país”, disse Thomas.

A CSW afirma que o governo deu sinais contraditórios em relação aos direitos de propriedade.

Durante o ano, anunciou a permissão oficial para a construção de duas novas igrejas católicas em Santiago e Pinar del Río. No entanto, outras denominações têm relatado constantes ameaças de confisco ou destruição de propriedade.

Uma das vítimas é a Igreja Metodista em Cuba, a quem foi dada a permissão para construir uma nova igreja em Ciego de Ávila, em 2013, mas relatou ameaças do governo em meados de 2014 para aproveitar um edifício da igreja em Matanzas.

Enquanto isso, uma igreja do Movimento Apostólico em Santiago, foi destruída por forças de segurança do Estado, em julho.

Grupos religiosos também continuaram a queixar-se de que o governo ignora ou se recusar a dar permissões absolutas para fazer reparos essenciais para edifícios de igrejas históricas, muitas das quais estão em estado de decomposição.

Em setembro, os líderes da Igreja Batista Betel, na cidade de Laps pediu publicamente a atenção para o seu caso. Desde 2006, a igreja tem feito inúmeros pedidos de permissão para fazer reparos no prédio, mas foram negadas ou ignoradas. Outras congregações tiveram que fechar suas portas após o mau estado das infraestruturas.

“Pedimos à comunidade internacional e, em especial, ao Reino Unido, a União Europeia e também ao Governo dos Estados Unidos para apoiar estes valentes e corajosos líderes religiosos em Cuba, para que a liberdade religiosa realmente venha acontecer em Cuba”- concluiu Thomas.

Com informação de CSW (Christian Solidarity Worldwide) via Inforgospel

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