Usos e costumes e os super crentes

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super crente - usos e costumes

Usos e costumes, dogmas e doutrinas… 

Por Robson Aguiar

Sirvo a Cristo a 31 anos, me converti com 14 anos de idade nas Assembleias de Deus e desde cedo fui aculturado na base de muito costumes e tradições. A Palavra de Deus, na época, era ministrada na maioria das vezes por pessoas leigas, sem conhecimento teológico e que não tinham condições de questionar o que aprenderam de seus líderes. Lembro que nesse tempo, quase tudo era pecado; Calça jeans, sandália havaiana, paletó lascado, pimenta, televisão, internet, parque de diversão, diademas, broches, cremes de pele, cinta, e uma infinidade de outras cosas que hoje são vistas com naturalidade. O mais incrível, é que até estudar teologia era pecado.

Na verdade, estávamos vivendo a sequencia do movimento da santidade do Séc. IX. Havia uma busca constante pelo poder do Espírito Santo que parecia justificar tudo que se ensinava, bastando dizer que foi por revelação.

Apesar de termos evoluído, principalmente com o crescimento do evangelho no País, que gerou muitos novos obreiros, com uma formação secular diferenciada e principalmente com cursos de teologia, ainda existem os remanescentes do empirismo, que insistem em misturar doutrina com tradições e costumes.

Por esse motivo o pastor Ricardo Gondim, quando ainda era da Assembleia de Deus lançou o livro “é proibido” que trata do assunto de forma bem clara. Claro que nem tudo que Gondim escreve atualmente eu concordo.

A característica dos obreiros que ainda mantém a velha teologia empírica, é fácil de identificar, pois eles não escondem sua postura de uma pseuda santidade. Estão sempre com ar de austeridade, andam com passos vagarosos, não gostam de sorrir, não usam roupas esportivas, não cumprimentam seus membros, se eles não o cumprimentarem primeiro, e o tema principal de suas mensagens é sempre doutrina, se acham mais crentes do que os de outras denominações, e até mesmo de sua própria igreja. Essas pessoas ainda proíbem os irmãos de fazerem quase tudo, ameaçam disciplinar quem não ler por sua cartilha, principalmente os obreiros, que na maioria das vezes querendo ascender no ministério e ganhar um bom salário se sujeitam a todo tipo de abuso de autoridade de seus líderes, com medo de se desgastarem.

Nem tudo o que pertence a ala dos usos e costumes deve ser abolido, pois são importantes para mantermos a nossa identidade denominacional.

Mas, os tempos mudaram. Hoje, a Palavra de Deus é à base da mensagem, em muitas igrejas, os costumes são ensinados, as tradições também, mas, sem confundi-los com doutrina. O Poder do Espírito Santo continua sendo buscado, mas, sem sobrepujar a Palavra. O pastor é mais popular, mais simpático, mais próximo do povo. Claro que existem alguns que são exagerados, que parecem não terem limites em sua liberdade, e acabam transformando a igreja em um palco de teatro, e dizem ao povo que tudo podem fazer. Mas, não estamos falando desses, que são exceção, e sim dos equilibrados, dos que ensinam a igreja a Bíblia e não seus pensamentos pessoais. Dessa forma a igreja cresce sadia e feliz, como uma grande família, que oram, leem a bíblia, frequentam a igreja e também tem os seus momentos de lazer e reuniões sociais.

Robson Aguiar, pr.

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