Usos e Costumes e conceito de mundanismo na Igreja

Sobre a volta dos usos e costumes e conceito de mundanismo por um ministério das Assembleias de Deus.

Por Robson Aguiar

Colocar fardo pesado (costumes) nas costas da igreja nunca foi projeto do Evangelho. Jesus disse que o fardo dele é leve e o jugo suave.

Os rituais judaicos e todas as suas tradições não passaram na fronteira entre LEI e a GRAÇA, ficaram para trás, como sombras (Colossenses 2.17)

Então o que sobrou do Talmude[1]? (Tradições que invalidaram a Lei) sequer foi mencionado pelos apóstolos e patriarcas.

Roupas longas, festas, lavagem de mãos e pés, ofertas ostensivas e exageradas, separação de gentios, pinturas de túmulos, e uma infinidade de costumes e tradições criadas para externar santidade, pureza e dedicação ao Senhor não sobreviveram à Nova Aliança.

Não obstante se cumprisse o legalismo nas ações, caiam sempre no ultrassom da alma… O coração estava longe de Deus.

A história registra que o fanatismo e a má interpretação do Texto Sagrado levaram católicos a matarem huguenotes, e também protestantes a matarem anabatistas no período da Reforma (pesquisem o dia de São Bartolomeu e também os anabatistas).

Os dois principais mandamentos

Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, comunhão vertical e horizontal aliados a fé em Cristo são suficientes para a salvação (não contemplam usos e costumes).

O problema

– O problema não está na Televisão, mas no controle;

– O problema não está no cinema, mas no filme que você escolhe;

– O problema não está no celular ou computador, mas nas teclas;

– O problema não está na roupa, mas na decência;

– O problema não são as coisas que Deus fez e as que estão no Mundo;

– O problema está em você, no seu olhar, na sua postura e como você interage com elas.

Não sejamos hipócritas, Jesus foi a lugares que os discípulos não queriam ir, falou com pessoas que os discípulos não queriam falar, foi chamado de beberrão, glutão, amigo de desordeiros e até de pai dos demônios, mas não cedeu aos pseudos santos da época, antes viveu uma vida normal, gostava da praia, de festas e estava sempre bem-humorado.

Alguns monges fundaram mosteiros com a ideia de separação do mundo, para viver uma vida de oração (por causa do pecado), talvez alguns pastores precisem de viver também uma vida monástica para serem fiéis e Deus.

Proibir as pessoas de terem acesso ao lazer é voltar a idade média, é mostrar despreparo teológico, é alienar quem já vive uma vida de restrições e privações diversas, é condenar os irmãos a clausura.

Principalmente é transmitir aos que estão de fora que a vida cristã é monótona e sem alegria, que vemos chifre em cabeça de gato, que somos todos empiristas analfabetos, sem amadurecimento na Palavra.

Que os remanescentes da Assembleia de Deus de São Cristóvão me perdoem, mas o puritanismo não é a melhor saída. Não é à toa que tantos crentes assembleianos estão depressivos e alguns cometendo até insandices.

O que diz a Bíblia

“Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão” (Colossenses 2.16-18).

“Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies?

As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens;

As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne” (Colossenses 2.20-23).

[1] O Talmude (em hebraico: תַּלְמוּד, transl. Talmud significa estudo) é uma coletânea de livros sagrados dos judeus, um registro das discussões rabínicas que pertencem à lei, ética, costumes e história do judaísmo. É um texto central para o judaísmo rabínico.
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