Gasto é considerado ‘ônus excessivo’ sobre orçamento familiar, diz IBGE.

Síntese de Indicadores Sociais de 2013 foi divulgada nesta quarta (17) mostra que renda de um quarto da população é comprometida por gastos com moradia. Pobres são os mais prejudicados.

Uma em cada quatro famílias gasta mais de 30% da renda com aluguel
População de baixa renda é a que mais sofre com o peso dos aluguéis (Danilo Verpa/Folhapress/Veja)

Os gastos com o aluguel ultrapassam 30% da renda familiar em aproximadamente um quarto dos domicílios alugados no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa configura “ônus excessivo” da despesa sobre o orçamento doméstico (a orientação dos especialistas é que o aluguel comprometa de 20% a 25% da renda). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (17) na Síntese de Indicadores Sociais, com informações referentes a 2013.

Uma em cada quatro famílias gasta mais de 30% da renda com aluguelDe acordo com o estudo, as residências alugadas na situação de ônus excessivo (ou seja, com valor do aluguel muito alto para a renda familiar) representam 25,7% do total de domicílios urbanos alugados – e 5,2% do total de habitações urbanas do país.

A proporção é maior na região Sudeste, com 27,7%, seguida pelo Norte, com 25,8% (veja gráfico ao lado).

“Um valor de aluguel que corresponda a uma parcela elevada do rendimento domiciliar pode indicar uma situação de vulnerabilidade, na medida em que os gastos com moradia estarão comprimindo a renda disponível para satisfazer outras necessidades da unidade domiciliar, especialmente no caso de famílias de baixa renda”, diz o estudo.

A situação de peso excessivo do aluguel sobre o orçamento familiar é mais comum entre a população de menor renda, segundo a pesquisa. Das residências com renda inferior a meio salário mínimo por pessoa, 11,6% estão em situação de ônus excessivo do aluguel. Em 2013, em 16,4% dos domicílios urbanos o rendimento era de até meio salário mínimo por pessoa.

O caso também é mais comum entre pessoas que moram sozinhas (9,2%). Em seguida, estão pessoas que criam os filhos sem a presença de um cônjuge (7,2%), sendo mais raro esse fenômeno entre casais que moram juntos com os filhos (3,7%).

Grafico 2

A pesquisa mostra também que, considerando as habitações urbanas, o número de imóveis alugados cresceu entre 2009 e 2013 – enquanto o de domicílios próprios se manteve praticamente estável. No período, a proporção de residências alugadas foi de 17,8% para 20,3%, enquanto a de imóveis próprios passou de 73,5% para 73,6%. Já os domicílios cedidos caíram de 8,6% para 6%.

Saneamento

Uma em cada quatro famílias gasta mais de 30% da renda com aluguelA pesquisa também levantou dados sobre o saneamento das residências, apontando desigualdade entre as regiões do país. Enquanto 21,2% dos domicílios da Região Norte possuem acesso a abastecimento de água, sistema de esgoto e coleta de lixo, no Sudeste essa taxa é de 91,1%. A média nacional é de 70,6%, considerando domicílios particulares permanentes urbanos em 2013.

Fonte: G1

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