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Vila Velha

Um dia vou morrer!

Um dia vou morrer. Mas esse não será o meu fim...

EM FOCO

Hélio Bulaímo
Hélio Bulaímo
Natural de Pemba, em Moçambique, África, é missionário, professor de inglês, professor de teologia no CTP - Colégio Teológico de Pemba, graduado em teologia pelo UNIECO – Instituto Educacional Evangélico do Centro-Oeste, em Brasília-DF.

Um dia vou morrer! E, este mundo vou deixar. No meu enterro, alguns vão sorrir outros vão chorar…

Um dia vou morrer! Por aqui deixarei amigos e familiares, vizinhos e irmãos de perto e de longe. É triste isso, mas é real. A minha morte vai chegar. A vida nesta terra não é segura, chegamos por um dia, e voamos no outro.

Um dia vou morrer! Notícia talvez por todo canto de quem me conhece vai soar. Meus filhos sentirão a solidão e também serão chamados de órfãos, esposa minha de viúva. Nem imagino como ficará o coração da minha amada Mãe, minhas lindas irmãs e o meu irmão! Muito dilacerados creio eu. Mas, a vida é assim, um dia eu nasci, outro dia devo morrer!

Um dia vou morrer! Colegas de trabalho e da escola receberão com surpresa essa notícia, alguns bem tristes, outros com telefone na mão perguntarão apenas o horário do sepultamento do corpo. A surpresa será grande ainda no meio dos irmãos em Cristo lá na Igreja. E aqui fica qualquer título ou riqueza humanamente atribuído a mim e conquistado por mim em vida.

Um dia vou morrer! O que dizer dos status de alguns amigos e conhecidos? Algumas fotos que hoje publico, talvez sejam amanhã usadas com algumas legendas como: “Descanse em paz amigo”; “Luto”; “Partiste cedo irmão”; “Não consigo acreditar que foste sem me despedir”, etc. É isso aí amigos, um dia vou morrer. E o tempo de eu amar vocês de verdade ou vocês me amarem é este, pois, no sepulcro não há amor nem diversão.

Um dia vou morrer! Como vou morrer? Não sei! Se será por um acidente ou não; se será por doença ou por armadilha; não sei. Se vai ser na juventude ou na velhice, até então, não sei! Mas a morte é real. É bíblica também.

Um dia vou morrer! Lá no cemitério, não sei se será em Pemba ou Mavala (Moçambique – África), as vezes é a própria família que na hora decide pelo corpo morto. Mas, como um finado no caixão ou em qualquer meio de enterro, rodeado dos cânticos e louvores que a amada igreja estará entoando para se despedir de mim, ali morto. Alguns lá com a pá na mão prontos para flexibilizar o processo, a areia amontoada ao lado esperando só o corpo voltar ao pó. Lágrimas dali, tristeza acolá, lamentos desdenhando a alma dos que sentiam alguma coisa por mim vivo.

Um dia vou morrer! Deixando aqui atrás um clima de debate onde uns dirão que sou pecador e outros, sou um santo. A verdade é que minha vida na terra se tornou vantagem para uns e desvantagem para outros. Enfim, a minha imperfeição sempre deposito no autor da minha existência, Deus em Cristo. Alguns irão me julgar sim, mesmo morto. Outros, me defenderão. O maior de todos é o Deus invisível, no qual eu confio, mesmo na beira da minha morte.

Um dia vou morrer! Mas esse não será o meu fim, apenas o início duma vida boa diante do meu Deus, o meu criador. Aquele que eu aceitei em vida por meio de Cristo, estará lá do lado invisível esperando por mim, para uma vida eterna cheia de paz e amor. O meu morrer vai gerar tristeza aqui na terra sim, mas ao mesmo tempo oro e creio para que gere uma alegria no céu, no paraíso com Deus.

Um dia vou morrer! Mas, sabendo que o morrer em Cristo é ganho, então ficarei feliz em morrer em Paz, mesmo que isso seja uma triste notícia para muitos queridos e muitas queridas aqui na terra. Um dia vou morrer para vocês aqui, mas viverei para Deus em Cristo lá no céu.

– Hélio Bulaimo

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