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Um cristão que comete suicídio, perde a salvação?

EM FOCO

Jhones Bazelatto
Jhones Bazelatto
Teólogo, educador cristão multidisciplinar, presbítero na Assembleia de Deus, com formação em Teologia pela EBTGAB (Escola Bíblica de Teologia Gustav Albin Bérgstron).
Um cristão que comete suicídio, perde a salvação?
Precisamos saber os motivos que leva uma pessoa a cometer suicídio, e o que fazer para prevenir e ajudar | Foto: Pixabay

Vejamos aqui uma análise sobre essa questão delicada, presente hoje em todas as nações.

Por Jhones Bazelatto

A ocorrência de casos de suicídio no meio cristão e, de fato, assustador e estranho. Entretanto, precisamos saber os motivos que leva uma pessoa a cometer suicídio, o que fazer para prevenir e ajudar, e compreender que as consequências desse ato vão além da própria morte física.

Sobre a questão do suicídio

1) Alguém que comete tal ato, pela psicologia social e a própria religião, descreve que não está tendo fé em absolutamente em nada, na realidade essa é a grande causa do transtorno.

A ausência da fé se resulta em uma vida sem esperança. Logo se somos salvos pela fé e justificada pela mesma, como alguém poderia ser salvo após cometer tal ato? (Rm 5.1; 9.10,13; Ef 2.9; Jo 3.16,18) – A permanência da fé é essencial para o resultado da salvação. “Sê fiel até a morte e darei a coroa da vida” (Ap 2.10).

2) O descuido de uma vida tanto no sentido social como (lazer, família) assim como na vida espiritual (Devocional, leitura e oração) pode desencadear uma possível depressão. Paulo expressa dizendo que a forma pela qual vivemos a vida acarretará no desenvolvimento dela. “Portanto, cada um deve levar seu próprio fardo. Colhemos aquilo que semeamos” (Gálatas 6:5).

O suicídio é consequência das escolhas e estilo de vida que tomamos, alguém pode ler a Bíblia e conhecer a Deus, porém decide agir pelas suas escolhas. “Há caminhos que ao ser humano parecem ser as melhores opções de vida, mas ao final conduzem à morte” (Provérbios 14:12 KJV).

3) Em análoga da psicologia social pode se afirmar que o pensamento de “suicídio” não é uma ação aleatória que acontece apenas em um único momento levando a pessoa a cometer tal tragédia, isso é algo desencadeado de maneira exógena (internamente).

4) Após o desencadeamento da doença da alma chamada “depressão” que leva ao suicídio, o mesmo deverá procurar ajuda médica como remédios e terapias consolidando com a praticidade da fé concernente a “leitura bíblica, jejum e oração”. Jesus chegou a afirmar dizendo que “os sãos não precisam de médicos, mas sim os enfermos” (Mt 2.17).

5) Aquele que nasce com alguma doença de transtorno mental, e o mesmo tem dificuldade de entender e reconhecer seus pecados de maneira lógica e racional, pode estar sendo correlacionado a assertiva desse texto: “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” (Atos 17:30).

Consequência de quem comete suicídio

1) Gera grande angústia e dor aos amigos e familiares.

2) Sendo cristão, dá um péssimo testemunho mostrando que foi fraco, e que mesmo existindo vários textos na bíblia dizendo que Jesus está conosco, na realidade dos fatos ela vai demonstrar que isso não é verdadeiro e que ela mesma não creu nisso.

3) Terá um destino incerto, segundo uma linha mais conservadora, já estará sendo condenado (Gl 5.21).

4) Viola o mandamento de amar a si mesmo.

5) Viola o mandamento de “não matarás” (Ex 20.13).

6) Zomba da soberania de Deus, pois só ele tem o poder de dar e tirar a vida (Sl 100.3; Ec 3.2).

7) Se torna uma ingratidão diante da vida que Deus concedeu.

8) Demonstra total falta de confiança em Deus.

9) Terá que prestar conta a Deus da forma que viveu (Rm 14.12, Ec 11.9).

Pelos fatores a seguir, não acredito que alguém que peça perdão no ato do suicídio seja salvo

1) O arrependimento não seria verdadeiro e sincero. “Filhinhos, não amemos de palavras nem de boca, mas sim de atitudes e em verdade” (1 João 3:18); “O amor seja sem qualquer fingimento. Odiai, sim, o mal e apegai-vos ao bem” (Romanos 12:9).

2) O arrependimento não se baseia apenas no falar mais no praticar. “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13).

3) Deus conhece a intenção do nosso coração, alguém que se arrepende no momento do ato praticado não está sendo verdadeiro, o arrependimento é por medo da morte. “E aquele que sonda os corações conhece perfeitamente qual é a intenção do Espírito” (Rm 8.27); cf. Jr 17.10.

Seria o mesmo de um pecador estando em um avião e o mesmo está caindo, aí eu “lembro de Jesus e de me arrepender” sendo que poderia ter feito isso antes em vida, mais fiz porque estou certo que vou morrer, isso não é verdadeiro. “E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado” (1 João 3: 24).

4) O ato do suicídio, mostra o vazio e distanciamento do Espírito Santo na pessoa que nos convence do erro e do pecado. “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do pecado, porque os homens não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e vocês não me verão mais; e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado” (João 16.8).

Como alguém cheia do Espírito Santo poderia cometer Suicídio?

Embora “pensamentos suicidas” podem ser aderidos a doença psicossomática, o mesmo poderia se acarretar devido a uma morta espiritualmente.

1) O ser cheio do Espírito Santo está correlacionado com uma vida frutífera de bem-aventuranças conforme o texto GL 5.22 que destaca o fruto do Espírito em nove gumes. – Sendo: 1) Amor, 2) Gozo, 3) paz, 4) longanimidade, 5) benignidade, 6) bondade, 7) fé, 8) mansidão, 9) temperança.

2) Para quem tem a oportunidade de receber o Espírito Santo logo desfrutar conforme Paulo descreve do fruto da “felicidade, Paz e Amor”, cometeria suicídio devido às frustrações da vida? A ausência de felicidade e paz gera a depressão que desencadeia o ato de suicídio.

Como vencer a depressão e evitar o suicídio?

A princípio por seguintes razões, sabemos que não existe um texto que trate sobre esse assunto de maneira esclarecedora nas escrituras, porém podemos trabalhar com algumas sugestões vejamos:

1) O “pensamento suicida” está relacionado a uma vida sobrecarregada de problemas e frustrações, que o leva a cometer tal ato. – Jesus deixa uma instrução para pessoas que estejam enfrentando esse tipo de problema: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28).

Observamos seguintes orientações sobre esse texto: primeiro ele diz “(…). Vinde a mim (…)”. Uma das formas de combater essa prática é estando em Jesus. Quem está em Jesus é fortalecido por ele, e o resultado de estarmos em Jesus é suavidade da alma “(…) Eu vos aliviarei (…).”

Então não acredito que alguém que esteja em Cristo continue sobrecarregada de pensamentos pessimistas.

2) O fato de estarmos em Jesus, também significa que seremos consolados o tempo todo. “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós” (João 14.16-18). O Espírito Santo estará conosco, em todas as adversidades. “Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós” (v.18).

3) Depositando nossa total confiança em Jesus cujo o resultado é paz de Espírito. “Portanto, havendo sido justificados pela fé, temos paz com Deus, por meio do nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1).

4) Logo alguém que está em Cristo não sofre com as adversidades e frustrações. “De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos” (2 Coríntios 4:8-9)

Porque a pessoa entenderá que tudo parte da vontade de Deus. “Não vos sobreveio tentação que não fosse comum aos seres humanos. Mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além do que podeis resistir. Pelo contrário, juntamente com a tentação, proverá um livramento para que a possais suportar” (1 Coríntios 10:13).

5) A perseverança em Cristo e nas suas promessas, sendo cauteloso em relação as circunstâncias para as mesmas não produzirem esquecimento das promessas das escrituras. “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito, com certeza, está preparado, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41).

Com isso concluímos que essa prática do suicídio em sua maioria, está associada mais a uma vida espiritual frágil em Deus, do que plenamente a problemas psicológicos, pois as mesmas doenças provem da alma e espírito.


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