Um crente pode usar amuletos e simpatias?
Sal grosso | Foto: Pixabay

Se Deus é o nosso refúgio e fortaleza, porque iríamos usar amuletos, ou colocar sal grosso e carvão no cofre para proteger os negócios?

Por Hélio Bulaímo

Esta é uma pergunta que não se pode ignorar, pois muitos vivem um cristianismo “reforçado” por amuletos e simpatias.

Um crente nunca deve experimentar essa prática, porque é pecado, é idolatria e feitiçaria. Para quê confiar no sal grosso, no carvão, nos espíritos quando servimos ao único Deus, Todo-Poderoso, que fez os céus e a terra?

Não podemos tornar normal o pecado nem os seus aliados. Permita-me dizer que tem lugares, por exemplo, na minha África, em que as noites são tão longas, não por causa das horas, mas pelo ambiente da feitiçaria pesada que cerca a região. Então, porque o cristão vai submeter e manchar o nome de Jesus por causa de amuletos? O carvão e o sal “confiados” dentro dos cofres das casas, se tornam amuletos.

Eu cresci em Pemba, no bairro de Paquitequete, numa zona, diga-se de passagem, no setor de Colocolone, em Moçambique, África. Ali, cresci vendo o hábito dos negociantes colocarem sal grosso, carvão, as vezes grãos de arroz e muito mais, alegrando que era para dar sorte. Ou melhor, espantar os espíritos devoradores e atrair clientes.

Eu e a minha família também fizemos isso antes, e me lembro muito bem. Engraçado foi não saber que: “Não há demônio que teme feitiço, mas há pessoas temendo feitiços e assim abrindo brechas para o demônio agir por meio da feitiçaria”. Nessa altura, vendiamos ervilha cozida, bolinhos, mas o cofre era cheio de carvão e sal que julgávamos proteger o negócio. Puro engano!

No Brasil tem também um grupo de pessoas que se denomina por pertencentes ao Candomblé, Macumba, ou até Axé. Muitos deles, dizem que essas práticas são da cultura Africana, o que não constitui verdade. Nenhum africano vai dizer que tem o candomblé como cultura. Podemos até ser povos bantu, mas candomblistas, macumbeiros, não! Não temos isso como cultura. Isso não provém de Deus e também não é humano. Talvez num dia desses eles tragam esse ensinamento de amuletos nos cofres, se isso for, não será da parte de Deus.

Agora, para um cristão, é lícito proteger o seu negócio colocando carvão e sal no cofre? Literalmente, não! Isso é contra os princípios bíblicos, contra os ensinamentos de Deus em Cristo Jesus. Também, é algo que entristece muito ao Espírito Santo.

Embora, por exemplo, no mundo tenhamos animais, pessoas e lugares, Deus é o único que é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nos dias da angústia (Salmo 46). Ele é o único que, em Cristo, disse que estaria conosco até a consumação dos séculos. O único que nos livra do mal. O único que nos protege do vale da sombra da morte. Portanto, confiar em outro ser ou coisa além de Deus, através de Cristo Jesus, é pura perdição. Se és um crente e fazes assim, recomendo a não se chamar ou se considerar servo de Deus, mas feiticeiro.

Na Bíblia, Deus é categórico ao dizer: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Isaías 42.8). E negar isso, é assumir uma posição de rebelde e ao mesmo tempo idólatra. E a Verdade diz: “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas cristão, ou discípulo de Cristo” (Grifo meu, Isaías 15.23).

Entretanto, enquanto há tempo, nos voltemos verdadeiramente ao Evangelho puro.

[ O texto de colaboração voluntária, sendo seu teor de total responsabilidade do autor ]
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4 COMENTÁRIOS

  1. Não. Chamamos de feitiçaria… Falando nisso alguns cristãos gospel judaizantes… Tem utilizado erroneamente o símbolo judeu da mezusá como um amuleto, quando na verdade serve apenas como lembrança da misericórdia de Deus ao marcar as portas das casas quando o anjo da morte passou, da necessidade de lembrar os nossos filhos e das bençãos da obediência. Outros veneram A arca da Aliança e ainda alguns o candelabro com sete nós.

  2. é interessante que Paulo também disse que muitos poderiam ser mais espirituais e ter um alimento sólido, mas, ainda necessitavam de leitinho… Muitos cristãos às vezes se apegam as coisas físicas assim como uma criança em estado de dependência necessitando de uma chupeta ou de cheirar um cobertor…

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