Tributação de Igreja é aberrante e contraditório

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Tributação de Igreja é aberrante e contraditório


“Cobrar imposto de doações é diminuir a capacidade de atender quem precisa”

Por Robson Aguiar

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Os defensores da tributação de igreja, na tentativa de justificarem sua posição, gostam de postarem fotos de megatemplos, construções suntuosas de igrejas ou aqui e ali apresentam imagens de pastores ricos e suas mansões e dirigindo carros importados.

Outro dia, vi um comercial que falava de um programa de TV no estilo BigBrother onde os participantes eram pastores milionários.

Claro que existem pastores que enriqueceram a custa de fiéis, claro que existem exploradores da fé em todo o mundo, mas, contamo-los nos dedos. Aqui no Brasil não passa de dez, o número dos tais. Um grupo pequeno se comparado aos milhares de pastores que não são ricos e não exploram a igreja.

O que noto, é a desonestidade intelectual de alguns ao abordarem o assunto. Nivelam por cima e não por baixo, e levantam outdoor para pouca imagem, fórum para pouco assunto.

Quando essa coisa vem dos céticos (ateus) ou por satanistas, fico tranquilo por achar que estão fazendo o papel deles, mas, quando vejo tal atitude sair de “membros” da própria igreja, fico preocupado e começo a questionar o porquê de tal procedimento. Estão lutando contra o Reino de Deus e não se dão conta disso.

Acho que tais pessoas desconhecem as obras sociais desenvolvidas pela igreja, na área de educação, saúde e assistência social. Além de casa de recuperação e outros.

Não que seja esse o objetivo da igreja, pois, seu principal alvo é evangelizar, mas existem milhares de igrejas com relevante serviço prestado ao estado, e isso é reconhecido por todos os governantes. A igreja ainda é uma instituição tida como séria, apesar dos escândalos protagonizados por alguns.

Basta olhar para as favelas do Rio de Janeiro, onde a igreja é um forte agente do Estado para diminuir significativamente a violência, coisa que a Força de Segurança do Rio não consegue.

Por isso, penso que tributar uma igreja, que no seu íntimo não tem fins lucrativos, é aberrante e contraditório, é cobrar imposto de doações, é diminuir a sua capacidade de atender quem precisa.

Se há alguém se aproveitando do benefício da isenção, que seja ele investigado e responsabilizado e não a igreja.

Robson Aguiar

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