Tempo de nascer e tempo de morrer
Não há como driblar a morte | Imagem de Myriams-Fotos / Pixabay

“Há tempo de nascer, e tempo de morrer” (Ec 3.2a).

Mais de 294 mil pessoas morreram até agora no Brasil vítimas da Covid-19. Muitas dessas pessoas estavam em casa tomando todos os cuidados recomendados pela OMS e pelo governo do seu Estado, como foi o caso da atriz Nicette Bruno. Mesmo assim contraíram o vírus e morreram. Também muitos irmãos e pastores evangélicos têm morrido pela mesma pandemia, causando tristeza em sua comunidade.

A Bíblia diz: “Assim, todos caminham rumo a um mesmo destino, tanto o justo quanto o ímpio, o bom e o mau, o puro e o impuro, o que consagra sacrifícios e louvores e o que não os oferece. O que acontece com o homem bom, ocorre também ao pecador; e o que faz juramentos passa pelas mesmas circunstâncias que aquele que evita jurar” (Ec 9.2).

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Não sou fatalista, mas percebo que não há como driblar a morte. Mais cedo ou mais tarde, ela vai bater à nossa porta. Contudo, uma maneira de protelar esse encontro é honrando nossos pais: “Honra teu pai e tua mãe, como te ordenou o Senhor, o teu Deus, para que tenhas longa vida e tudo te vá bem na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá” (Dt 5.16). Deus pode multiplicar nossos dias: “Vida longa de dias está na sua mão direita; e na esquerda, riquezas e honra” (Pv 3.16). Nosso destino está nas mãos de Deus.

Não devemos entrar em pânico por causa dessa realidade. “Os que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre” (Sl 125.1).

Apesar dos perigos que cercaram a vida de Davi por muito tempo, escreveu ele: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam” (Sl 23.4).

Devemos estar prontos para enfrenta-la, como fez Cristo e os apóstolos. Paulo estava tão pronto para encarar a morte que disse: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho” (Fp 1.21).

Nos livros ‘História Eclesiástica’ de Eusébio de Cesárea e ‘História dos Mártires’ de John Fox, está registrado que Pedro, ao ser condenado à morte, pediu para colocarem a cruz de cabeça para baixo, pois não se achava digno de morrer igual a Cristo.

Nos primeiros séculos muitos mártires foram despedaçados no Coliseu Romano por não negarem a Cristo. Jerônimo Savonarola, John Huss e outros pré-reformadores, em nome da fé também enfrentaram a condenação à morte pelo fogo sem voltarem atrás. Todos esses são exemplos de como devemos lidar com a morte.

Mas um dia isso vai acabar. O apóstolo Paulo disse: “E o último inimigo que será destruído é a Morte” (1Co 15.26).

No céu não haverá morte. “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Ap 21.4).

Entendamos que, se alguém morreu, é porque era o seu tempo. O nosso tempo também chegará! Até lá, vivamos com tranquilidade, sem histeria e sem pânico. Desfrutemos com sabedoria cada minuto que Deus nos dá.

Ninguém morre na véspera! A não ser que seja ímpio demasiadamente: “Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas louco; por que morrerias fora de teu tempo?” (Ec 7.17).

R.A.


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