Hora de despertar

por Jose Ernesto Spinola Conti

Pode ser coincidência, mas todo dia está acontecendo uma tragédia de grandes proporções no mundo. Mar sumindo das praias, furação um atrás do outro, que vai e volta, terremotos, ameaça de guerra nuclear, fomes, tragédias, … confesso que isso me assusta. Nas 4 parábolas que Jesus conta em seu sermão profético (Mt 24 e 25), ele insiste em um ponto, comum: devemos ficar “apercebidos”. Cristo usa a palavra (ετοιμοι – etoimoi) que tem o sentido de “temos que estar preparado”. Na parábola do servo bom e mau, Jesus utiliza de uma outra expressão, mas com o mesmo objetivo, ou seja, Ele diz: “bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim”.

Entretanto, qual tem sido a marca da igreja de nossos dias? Creio que a igreja de nossos dias está mais para a música da Larissa Manoela (Tô nem aí!), do que para uma igreja vigilante e operante. Percebo que estamos muito próximo daquilo que Lucas narra sobre a vinda de Cristo (Lc 17.28-30), preocupados em “comer, beber, comprar, vender, plantar, edificar…” até o dia que “choveu fogo do céu e destruiu todos”. É óbvio que comer, beber, comprar, etc, não é o problema, e sim o fato da igreja desviar seu foco, seu objetivo principal e ocupar-se e dar valor a coisas que não deveriam estar em primeiro lugar (sua indiferença com a missão). Paulo, escrevendo a Timóteo (2 Tm 3.5) fala acerca dos últimos tempos, ele ressalta que a igreja teria “aparência de piedade, porém não teria poder”. A única coisa que tira o poder da igreja é o fato dela não estar fazendo aquilo para o que foi chamada a fazer. Se a igreja fizer o que tem que ser feito, até as portas do inferno não prevalecem contra ela (Mt 16.18).

Me preocupa quando vejo sinais como os descritos de forma tão literal como disse Lucas (Lc 21.9-11): “Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis; pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo. Então, lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino, contra reino; haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu”. Quando olhamos para os “selos e as taças” do Apocalipse, dá-nos uma impressão que estamos lendo os jornais de hoje… “foi-lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros”, “para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra”, “e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra… Então, todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar”, “não se achou mais o mar” …e acharmos muito normal tudo que está acontecendo!

Nunca a advertência de Paulo a igreja de Éfeso (Ef 5.14) esteve tão atual: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará”. Se a igreja não acordar para pregar o evangelho ao mundo e anunciar a salvação aos perdidos, só nos resta suplicar ao nosso Deus: tem piedade de nós!

pastor José Ernesto S. ContiJosé Ernesto S. Conti
é pastor presbiteriano, e presidente do Conselho Estadual das Igrejas Evangélicas do Espírito Santo

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