Tailândia: trabalho missionário segue apesar de instabilidade política

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Tailândia: trabalho missionário segue apesar de instabilidade políticaUm golpe de Estado comandado por militares derrubou o governo da Tailândia na semana passada. Apesar do clima de instabilidade política e restrição de liberdades individuais no país, o trabalho missionário continua firme, segundo nossos missionários em Bangcoc, Gladimir e Márcia Fernandes.

De acordo com os missionários, o toque de recolher decretado pelos militares causou transtornos, mas não a ponto de interromper o que já vinha sendo desenvolvido.

“O toque de recolher foi a única coisa que causou um pouco de problema para o trabalho missionário, pois as reuniões com os brasileiros começam tarde da noite e terminam bem mais tarde”, explica a missionária Márcia Fernandes. Segundo ela, o toque era das 22h às 5h, mas depois foi alterado para 0h às 4h. “Com os tailandeses, conseguimos ajustar os horários das reuniões”, acrescenta.

“Aqui estamos todos bem, graças ao nosso bondoso Pai. Agradecemos o cuidado com nossas vidas e pela preocupação com o povo tailandês”, diz Márcia.

Onda de protestos começou em novembro de 2013; país vive instabilidade política desde 2006

O golpe de Estado de 22 de maio, liderado pelos militares, se sucedeu à onda de protestos que tomavam conta de toda a Tailândia desde novembro de 2013. O motivo era a tentativa de aprovação, pelo governo, de uma anistia irrestrita de todos os envolvidos nos tumultos desde um outro golpe de Estado, em 2006, que derrubou o ex-primeiro-ministro tailandês, Thaksin Shinawatra, que vive no exílio desde então. Na época, os militares derrubaram Thaksin depois de acusações de corrupção por ter beneficiado negócios da família.

A proposta de anistia não foi aprovada, e as manifestações vinham se tornado violentas desde o fim do ano passado. Além disso, partidários de Thaksin, conhecidos como camisas vermelhas, e opositores entraram em confronto várias vezes.

Para piorar o quadro de instabilidade, a Tailândia vinha sendo governada desde 2011 por Yingluck Shinawatra, irmã mais nova de Thaksin, considerada pela oposição como um fantoche. O desfecho dessa situação foi o golpe de Estado na semana passada, com suspensão da Constituição e prisão de políticos, além de tirar do ar canais internacionais de notícias.

“Os militares convocaram os líderes de ambos os lados do confronto, mas depois de muita conversa não chegaram a uma solução para o problema. Por esta razão, as pessoas envolvidas mais diretamente estão sob custódia dos militares; elas estão sendo liberadas aos poucos, mas não podem deixar o país”, relata a missionária Márcia.

A Tailândia é um dos países com o maior número de golpes de Estado no mundo. A junta militar que governa a Tailândia, liderada pelo general Prayuth Chan-ocha, deve ficar no poder até novas eleições, sem data prevista.

Interceda pela Tailândia. Ore para que nossos missionários continuem sendo voz de Deus neste país com 67 milhões de habitantes e maioria budista.

Fonte: JMM

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