SIM, Todos Somos Vocacionados: em busca do sentido de vida

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"O objetivo é fazer com que crentes fortes saiam do SIM dizendo o seguinte: Eu sei o que Deus quer da minha vida”, disse Analzira Nascimento.

SIM: em busca do sentido de vidaNos bastidores do SIM, Todos Somos Vocacionados, a missionária Analzira Nascimento, com seu jeito descolado, porém discreto, ajuda na organização do congresso que reúne 1.500 jovens desde a última quinta-feira (1) na Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. Foi em um desses momentos que Analzira falou sobre vocação, chamado e sentido de vida.

Pessoas do Brasil e do mundo estão na PIB do Rio de Janeiro para o segundo SIM, Todos Somos Vocacionados. Como você vê o SIM se tornar realidade mais uma vez?

Estou muito feliz porque você não vê gente no corredor. O congresso está sempre cheio, e várias pessoas me falaram: “Analzira, a galera tá na vibe. E eles não foram para a praia”. E é isso mesmo. Quem está aqui pensa assim: “Deus, o que eu faço da minha vida?”. É gente que está perguntando isso. Eu fico impressionado com a seriedade desses jovens.

E quando o primeiro SIM aconteceu em 2012, você imaginava que o congresso teria a dimensão que tem hoje?

Nunca inventei ou pensei em idealizar um congresso. Apesar de tudo, sou muito tímida. Mas quando foi definido um planejamento estratégico na JMM, o tema “vocação” ficou comigo. Em uma das muitas metas, sugeri um evento nacional para discutir vocação, e isso tudo sem imaginar que seria o SIM. Naquele plano, entraram angústias minhas, e não achava que o evento seria realizado. Percorrendo as igrejas, eu ouvia os jovens, pois ainda trabalhava na coordenação do Programa Radical, e muitos vinham a mim chorando e dizendo que não se sentiam espirituais, que se sentiam crentes de segunda classe, que os espirituais eram os missionários. Eu me perguntava como chegar a essas pessoas, e Deus começou a me direcionar a falar mais disso para os jovens, pois não se falava em dons espirituais e a ligação que isso tem com vocação. Dizer ao jovem que ele precisa descobrir o dom que Deus tem para ele, pois são capacidades espirituais. Isso vai ajudar na definição da carreira, da profissão.

Todo esse planejamento desembocou no primeiro SIM?

Exatamente. Não estamos aqui no mundo só para ser missionário, só para pregar. Deus tem algo especial para todo mundo. Naquela época, eu perguntei para o diretor executivo da JMM, Pr. João Marcos B. Soares, que aprovou a ideia. No começo, muitos não acreditavam, e começamos a trabalhar. Surgiu então o primeiro SIM, mas ainda assim houve muitos que não entendiam e diziam: “Então, vamos fechar as escolas, se todos são vocacionados?”. Eu sempre disse que a proposta não é dizer que os missionários são iguais, pois valorizamos a vocação ministerial, pastoral. O que o SIM quer dizer é: onde você estiver, você tem uma vocação, e Deus usa você com o que você tem e é. O que estamos discutindo no SIM é sentido de vida.

Várias pessoas já estão se comprometendo com a Deus a usar sua vocação para o Reino. Esses são os primeiros frutos deste SIM. Você também já passou por este momento quando disse “sim” ao chamado de Deus. Qual a mensagem que você deixa para essas pessoas?

No primeiro SIM, foram levantadas duas turmas do Programa Radical: Haiti e Ásia. Agora eu creio que Deus vai levantar muitos missionários aqui. Mas nossa meta aqui é refletir sobre vocação em geral e no que a Bíblia diz. O objetivo é fazer com que crentes fortes saiam do SIM dizendo o seguinte: “Eu sei o que Deus quer da minha vida”. E é claro que nisso tudo vai sair missionário também. O que eu digo para quem vai seguir por esta trilha é que a caminhada vai ser dura, de lágrimas. No meu caso, muita gente também não acreditou em mim. O que eu digo é: vocacionado, você precisa ser forte e determinado. Lute pelos seus sonhos. É preciso acreditar neles.

Fonte: JMM

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