A quem interessa que os cristãos fiquem remoendo culpas que já foram perdoadas por Jesus?

Seu passado não lhe condena

Por Enilson Heiderick

É muito fácil condenar as pessoas e mais fácil ainda é a autocondenação, aquele sentimento altamente destrutivo e que invade nosso coração quando cometemos um pecado, um erro, um deslize. Não há quem tenha passado por um arrependimento, ou um remorso na vida e a diferença entre ambos é que o arrependimento é de Deus e gera vida, já o remorso é humano, gera a morte e é o mais perverso sentimento que existe.

Quem se arrepende se conscientiza do erro, pede perdão e segue em frente. Quem tem remorsos não reconhece que pecou, apenas fica triste por ter sido descoberto, não muda de atitude e tende a cometer o mesmo erro repetidas vezes. No remorso há tristeza e abatimento, no arrependimento há uma mudança de atitude.

Um dos truques mais usados pelo diabo para afastar o homem de Deus, é tentar convencê-lo de que o seu pecado não tem perdão, que seu passado desqualifica seu testemunho e que a pessoa não é digna de pregar o Evangelho, porque ela era “assim, ou assado”. Não é verdade.

Todos os que chegam a Jesus precisam de limpeza, cura e perdão, é normal, isso sem falar naqueles que trazem uma vida pregressa muitas vezes desaconselhável para menores de setenta anos, ou com uma história pessoal que mais parece um dramalhão mexicano. Apesar de nós e de nossos pecados, Jesus nos ama do jeitinho que somos e morreu por nós na cruz.

Quando reconhecemos Jesus como Salvador, duas coisas acontecem de imediato: passamos a ser filhos de Deus e todos os nossos pecados são perdoados e apagados de nosso “prontuário” espiritual. Não ficamos devendo nada para ninguém a não ser a restituição, ou resgate de alguma situação mal resolvida, como aconteceu com Zaqueu, que era ladrão e tomou a decisão de restituir tudo o que tinha furtado antes de conhecer a Jesus.

Jesus condenou a hipocrisia, a religiosidade sem fundamento, o exagero nos penduricalhos da lei, mas nunca condenou nenhum pecador que se chegou a Ele, pelo contrário, Sua palavra sempre foi de perdão, de acolhimento, de misericórdia. A mulher que ia ser apedrejada recebeu a seguinte palavra de Jesus: “Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais” (João 8:11b). Este é só um exemplo.

A quem interessa que os cristãos fiquem remoendo culpas que já foram perdoadas por Jesus? A quem interessa que nosso coração se entristeça e se abata? A quem importa nos paralisar pela culpa? Quem é o nosso acusador? Se você respondeu a estas perguntas, já sabe que não pode dar brecha para que o diabo aponte seu dedo queimado para a sua vida.

A palavra definitiva sobre esta questão é belíssima e extremamente didática, veja: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Romanos 8:1). Ponto final.

Quem reconhece Jesus como Salvador é uma nova criatura, com uma vida nova, um novo coração e zerado de faltas. A partir de nossa salvação, o pecado passa a ser um acidente e não mais um estilo de vida. Quem está em Cristo Jesus não vive de costelinha com o diabo e nem na marca do pênalti do pecado, no limite entre céu e inferno.

Acredite! NINGUÉM pode lhe condenar, nem ficar cobrando seu passado. O que passou, passou, ficou na poeira da estrada da vida e não volta nunca mais. Sua credencial para pregar o Evangelho, para servir ao Senhor é o sangue derramado na cruz, o perdão de todos os seus pecados e a escolha para servir a Deus, feita pelo próprio Dono da Obra.

Pr. Enilson HeiderickEnilson Heiderick
é pastor, bacharel em teologia, conferencista internacional, professor em teologia nas cadeiras de escatologia e homilética, membro do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil.

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