Servindo a Deus com os dízimos e as ofertas

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“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não abrir as janelas do céu e derramar sobre vós benção sem medida” (Ml 3.10).

Por Paulo Cavalcante

Servindo a Deus com os dízimos e as ofertas | Seara News

O ensinamento dos dízimos e das ofertas é fundamental para o crescimento do reino de Deus, é um mandamento do Senhor, é uma obrigação dos que reconhecem que todas as boas dádivas provêm de Deus, pois eles tiveram inicio antes da lei. Após Abraão ser abençoado por Melquisedeque, deu o dízimo de tudo (Gn 14.19,20).

Não cumprir essa obrigação é tirar de Deus a participação do que ele tem direito sobre os nossos ganhos “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas” (Ml 3.8).

Discorreremos de forma simples e breve sobre as consequências dos que não dizimam e as bênçãos que advém da parte de Deus para os dizimistas e ofertantes.

I. Etimologia do termo

a. No hebraico a palavra Asar significa (10) décima parte, com o sentido de dizimo aparece por sete vezes; Maaser (décima parte) palavra usada por 32 vezes nas escrituras.

– No novo testamento é citada por três formas: Dekátóo, apodekatoo, e dekate que significam a décima parte.

b. É a décima parte daquilo que recebemos como produto do nosso trabalho.

– O dízimo passou ser empregada dentro do sistema de sacrifício como parte do culto prestado a Deus, para cobrir as despesas do culto e o sustento dos sacerdotes levíticos; e provavelmente esses fundos também eram usados para ajudar os pobres em suas necessidades.

– Podiam ser o produto animal e agrícola, eram oferecidos ao Senhor, essa prática certamente foi passada de pais para filhos (Gn 4.3,4; Gn 14.20; Lv 27.30).

– Na lei mosaica os israelitas tinham obrigações de entregar a décima parte das crias dos animais domésticos, dos produtos da terra e de outras rendas como reconhecimento e gratidão pelas bênçãos divinas (Lv 27.30-32; Nm 18.21,26; Dt 14.22-29).

– Deus considerava o seu povo responsável pelo sustento e manejo de todo os recursos da sua obra.

II. Roubará o homem a Deus?

– Os israelitas roubaram a Deus porque eles deixaram de lhe trazer os dízimos (a décima parte do que ganhavam) e as ofertas alçadas, mesmo sabendo que era exigido na lei de Moises e por essa razão Deus os alertavam sobre as maldições, os que egocentricamente recusavam contribuir (Ml 3.8). Eles foram agressivos ao Senhor (Ml 3.13), diziam, “inútil é servir a Deus”, pensavam que a adoração externa era suficiente para receber a benção de Deus, alegavam também que não valia a pena (Ml 3.14).

– Os fariseus pensavam a mesma coisa, que pelo fato de dizimar isentaria das demais faltas (Mt 23.23).

III. As consequências

– As maldições trariam uma série de consequências consideradas terríveis, era uma sequência de destruição, pois a desobediência tomara conta como veio a palavra do Senhor ao Profeta Joel (Jl 1.1-20) e uma delas era o devorador para destruir a lavoura e tudo quanto eles tinham, prejuízos como endividamento, impossibilidade de saldar seus débitos (Ag 1.6,7), porque as bênçãos de Deus dependeriam da sua fidelidade a Deus como é também a nossa (Ml 3.10,11).

IV. As exigências de Deus

– Tragam todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento em minha casa (Ml 3.10a);

– Façam prova de mim (Ml 3.10b).

V. As bênçãos prometidas

– Repreenderei o devorador (Ml 3.11).

– Vós sereis uma terra deleitosa (Ml 3.12).

– Quando contribuímos e entregamos todos os dízimos do Senhor, devemos nos lembrar de que as promessas de Deus não são sempre materiais, e não podem ser completamente experimentadas aqui na terra, mas certamente as receberemos em nossa vida futura, no céu.

– Como crentes devemos ser cautelosos para não contrair maldições para as nossas vidas, desobedecendo a Deus nos dízimos e nas ofertas, importância (valor) que não nos pertence.

– Sejamos dizimistas na igreja ou congregação aonde cultuamos, não permita que ninguém lhe prive dessa graça fazendo-lhe administrar o que não lhe pertence, No ano 520 a.C, o profeta Ageu no seu livro teve o propósito de repreender, exortar a Zorobabel e Josué o sumo sacerdote a mobilizarem o povo para a reedificação do templo e reordenar para que o povo priorizasse a obra.

– Em nossos dias devemos fazer o mesmo, nos mobilizar para que a obra seja feita com os nossos esforços e assim veremos as mãos de Deus nos abençoar.

– Na igreja primitiva os dízimos e as ofertas eram depositados aos pés dos apóstolos, “José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho da consolação, levita, natural de Chipre, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e depositou aos pés dos apóstolos” (At 4.36,37).

– Jamais devemos fazer uso daquilo que não é nosso como fez Ananias e Safira retendo parte do valor que havia prometido aos apóstolos (At 5.1-11).

Cuidado o dízimo não é seu!

Paulo Cavalcante | Seara NewsPaulo Cavalcante
é pastor, filiado a CIEADESPEL e CGADB; bacharel em teologia com licenciatura plena em Ciências da Religião, Antropologia, Sociologia e Filosofia MEC; Coordenador de Ensino EAD em Pós Graduação da POSEAD – Universidade Gama Filho; Ph.D em Filosofia e Sociologia;  professor de filosofia universitário; psicanalista clinico registrado na Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo – SBPSP.

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