Sérgio Queiroz fala sobre o SIM Manaus

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Pastor presidente da Igreja Batista Cidade Viva e Procurador da Fazenda em João Pessoa, na Paraíba, Sérgio Queiroz é um dos palestrantes já confirmados para a quarta edição do SIM, Todos Somos Vocacionados.

Sérgio Queiroz fala sobre o SIM Manaus

O evento desta vez acontecerá em Manaus/AM, nos dias 21 e 22 de novembro. O local escolhido para receber o maior congresso sobre vocação já realizado no Brasil é a Primeira Igreja Batista de Manaus.

Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal da Paraíba, pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho, bacharel em Direito, mestre em Teologia pelo Instituto Bíblico Betel do Brasil e em Filosofia na área de Ética e Filosofia Política, Sérgio separou um tempo para falar com a gente um pouco sobre muito do que tem para dizer a todos que estarão no SIM Manaus.

O que representa para o senhor discutir sobre vocação?

Sérgio Queiroz: Discutir sobre vocação é algo que tenho feito intensamente nos últimos 10 anos de minha vida e entendo que a boa compreensão sobre essa temática ajudará a igreja de Jesus a alcançar alvos cada vez mais grandiosos. Por outro lado, uma compreensão incompleta ou equivocada dessa temática produzirá igrejas locais inertes, que esperam vir dos seus pastores a transformação do mundo.

Fale um pouco sobre sua própria vocação?

Sérgio Queiroz: Nunca frequentei igrejas até os meus 22 anos de idade, exceto em celebrações da Páscoa. Aos 16 anos ingressei no curso de Engenharia Civil da Universidade Federal da Paraíba, vindo a tornar-me Engenheiro aos 21 anos. Logo depois, fui aprovado para Auditor Fiscal do Trabalho. Nesse mesmo ano (1995) eu conheci o Senhor face a face.

Na verdade, após a aprovação, eu senti uma grande inclinação para o Direito e resolvi cursar Ciências Jurídicas também na Universidade Federal.

Quando eu estava no meio do curso, senti um desejo de aprender Teologia. Desse modo, fiz uma das maiores loucuras da minha vida, que foi cursar Teologia e Direito ao mesmo tempo, além de ser Auditor, marido, pai e extremamente envolvido com a minha igreja local.

Percebi, desde o início, que poderia ser útil nas mãos de Deus como jurista e como pastor. Assim, em 2000, eu tomei posse como Procurador da Fazenda Nacional e em 2002 fui nomeado pastor de jovens da PIB de João Pessoa. Desse modo, comecei a exercer o meu chamado de maneira plena. Também fiz Mestrado em Teologia no ITEBES e Mestrado em Filosofia na UFPB. Estou terminando o meu Doutorado na Trinity International University.

Como as igrejas podem incentivar seus membros a descobrirem seus dons e talentos, a fim de usá-los a serviço do Reino?

Sérgio Queiroz: Testes de dons existem aos montes, alguns melhores do que os outros, mas, na minha opinião, esse não é o problema. O que tenho dito aos pastores é que eles precisam dar oportunidades aos estudantes e profissionais da igreja para que se envolvam com as questões do Reino de Deus não apenas nos cultos, mas também na cidade, nas universidades, escolas, etc. Ministérios que servem a própria igreja geralmente são fortes, mas os que servem aos do “lado de fora” são escassos e pouco prestigiados.

Chamado de Deus e vocação caminham lado a lado?

Sérgio Queiroz: Sinceramente, não vejo diferença entre os dois. Quando nos convertemos a Jesus, a nossa vida passa a ser totalmente dele, para glória e honra de Deus Pai. Assim, a totalidade do meu ser deve estar à disposição de Jesus, quer eu esteja pregando no domingo à noite, quer eu esteja exercendo com dignidade a minha profissão a serviço dos outros. Cidadãos do Reino de Deus são ativos em todas as esferas da existência humana, trazendo glória a Deus e alegria para a humanidade que Ele criou.

Quais as vantagens de uma visão integrada do ministério cristão?

Sérgio Queiroz: As vantagens de uma visão integrada de ministério é estarmos obedecendo aos comandos do Senhor. Abraham Kuyper, ex-Primeiro Ministro da Holanda e fundador da Universidade Livre de Amsterdã, disse o seguinte: “Não há nenhum centímetro quadrado dos domínios da existência humana sobre o qual Jesus não diga ‘É meu’.”. Ora, tudo é de Jesus, não apenas as nossas igrejas. Do Senhor é a Terra e tudo o que nela há. Assim, como cidadãos do Reino, precisamos restaurar todas as esferas da existência humana: arte, cultura, política, educação… Se tudo é de Jesus e Ele se interessa por tudo, devemos seguir os passos do nosso Mestre. Ter uma visão integrada do ministério cristão é uma questão de obediência e não de escolha pessoal.

O que ainda impede as pessoas de entenderem que elas podem servir a Deus não somente na igreja, mas também com sua profissão, no seu local de trabalho?

Sérgio Queiroz: Uma visão equivocada de que apenas os clérigos são os ungidos do Senhor. Na Nova Aliança, cumprindo-se a profecia de Joel, o Espírito Santo vem sendo derramado sobre todos os filhos e filhas de Deus, que entregaram as suas vidas a Jesus. Se os profissionais começarem a entender que são tão ungidos quanto os pastores, uma grande revolução acontecerá no mundo. Com isso não digo que o papel dos pastores não é importante, apenas reafirmo que a unção do Espírito Santo não é prerrogativa de algumas “castas eclesiásticas”.

Por que o senhor defende que não há divisão entre “trabalho secular” e “trabalho sagrado”?

Sérgio Queiroz: Todo trabalho lícito é fruto da graça e da bondade de Deus. Trabalhar é ter a oportunidade de glorificar a Deus com os talentos que Ele deu a toda humanidade em razão da mesma carregar a imagem e semelhança do Senhor. O mundo não é um lugar, mas são valores hostis ao Senhor, que podem estar presentes inclusive nas igrejas. Quando eu santifico o meu trabalho, entendendo que o que faço, antes de mais nada, faço para o Senhor. Assim, torno-me um mensageiro das boas novas em qualquer lugar. Essa divisão para mim foi uma das maiores artimanhas do diabo para paralisar o Corpo de Cristo. Aliás, dividir o trabalho em sagrado e secular é mais uma invenção gnóstica e iluminista do que bíblica. Somos ensinados pelas Escrituras que, “Quer comamos, quer bebamos, quer façamos qualquer outra coisa, que façamos para a Glória do Senhor!”.

Quais as principais razões pelas quais o senhor defende a valorização do ministério de profissionais cristãos que entendam a integralidade do seu papel no mundo e na igreja?

Sérgio Queiroz: Porque é bíblico e porque eu sou uma prova viva de que isso deve ser o futuro do ministério cristão. Veja só, fizemos uma pesquisa com 2.500 das 4.500 pessoas da igreja e descobrimos que dentre os entrevistados, mais de 500 são da área jurídica. Deus me fez concluir que atraio mais gente para ele como procurador do que como pastor. Essa foi uma das maiores surpresas da minha vida e só veio reforçar o meu discurso a favor do ministério cristão integral.

Resuma pra gente o que é o projeto Cidade Viva.

Sérgio Queiroz: O Projeto Cidade Viva é um projeto de missão integral, que envolve várias ações da igreja na cidade. Prefiro dar detalhes pessoalmente, no SIM Manaus.

Qual a sua expectativa para o congresso SIM em Manaus?

Sérgio Queiroz: Estou muito feliz em poder falar desse tema para os irmãos, ajudando-os a serem mais efetivos no cumprimento da missão dada pelo Senhor. Sei que meu discurso é minoritário, ainda, mas quero deixar claro que respeito e amo profundamente os pastores que pensam diferente.

As vagas para o SIM Manaus são limitadas. Faça a sua inscrição através do site www.vocacao4d.com.br.

Fonte: JMM

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