A OPAS quer imunizar 60 milhões de pessoas contra mais de 20 doenças nas Américas em Semana de Vacinação

Semana de Vacinação: OPAS quer imunizar 60 milhões de pessoas nas Américas
Vacinação no Brasil. Foto: imagem de vídeo/UNiFeed

 

Até o próximo sábado (30), a Organização Pan-Americana da Saúde vai levar vacinas a diversas comunidades, principalmente a regiões onde o acesso a serviços de saúde é precário. Nesse ano, a Semana de Vacinação recebeu o apoio do medalhista olímpico Usain Bolt.

Cerca de 60 milhões de crianças e adultos deverão ser vacinados contra mais de 20 doenças durante a Semana de Vacinação nas Américas, planejada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) em todos os países da região, dos dias 23 a 30 de abril.

Com o lema “Rumo ao Ouro! Vacine-se!” – em referência aos Jogos Olímpicos de 2016, que acontecem no Rio de Janeiro –, a programação da Semana quer garantir que os benefícios da imunização cheguem às comunidades onde o acesso aos serviços regulares de saúde é tradicionalmente mais precário.

É o caso dos grupamentos indígenas e de afrodescendentes, das populações fronteiriças e das pessoas que vivem em áreas remotas ou de difícil acesso.

Em 2016, as iniciativas da OPAS em parceria com os governos americanos receberam ainda o apoio especial do medalhista olímpico jamaicano Usain Bolt, que aparece nos materiais de divulgação.

Semana de Vacinação: OPAS quer imunizar 60 milhões de pessoas nas Américas
Material de divulgação da Semana de Vacinação da OPAS

“Da mesma forma que os atletas olímpicos se esforçam para alcançar a medalha de ouro, nós estamos comprometidos em garantir que todos estejam saudáveis” nas Américas, destacou a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne, durante o lançamento da Semana no último sábado (23).

A dirigente ressaltou que a ocasião é uma oportunidade para que todos coloquem suas vacinas em dia. “São seguras, eficazes, nos mantêm saudáveis e salvam vidas”.

Além de fortalecer estratégias de imunização, ao menos 21 países e territórios nas Américas planejam usar a Semana de Vacinação deste ano para promover outras formas de prevenção.

Entre as ações previstas, estão atividades de controle de mosquitos para prevenir zika, dengue e chikungunya; métodos de desparasitação; suplementação com vitamina A; distribuição de terapias de reidratação oral; detecção de doenças crônicas e obesidade; cuidado pré-natal; atividades de saúde dental; avaliações do crescimento e desenvolvimento infantil; programas de bem-estar laboral e saúde escolar, além de vacinação de animais domésticos.

Neste ano, a Semana também coincide com a mudança mundial da vacina contra a poliomielite, coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e seus associados da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio.

Entre os 155 países envolvidos, 36 são nações e territórios das Américas que realizam, de 17 de abril e 1º de maio, a transição global da vacina trivalente (três cepas virais) oral contra a poliomielite (tOPV) para a nova vacina bivalente (direcionada a duas cepas) oral (bOPV).

A mudança é possível devido à erradicação do poliovírus selvagem tipo 2 e constitui o primeiro passo importante rumo à eventual eliminação de todas as cepas (linhagem familiar) do vírus.

Segundo a OPAS, as vacinas são uma das medidas de saúde pública de maior custo-benefício. O uso generalizado desses produtos nas Américas levou a conquistas importantes como a erradicação da varíola em 1971, a eliminação da poliomielite em 1991 e da rubéola e da síndrome da rubéola congênita no ano passado.

Fonte: OnuBr

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