Relatório aponta crescimento de ataques a locais de culto na Espanha
Fachada da igreja evangélica vandalizada na Espanha. (Foto: Reprodução/Facebook)

Segundo o relatório do Observatório para Liberdade e Consciência Religiosa, os ataques cresceram 20% no último ano.

Ataques à liberdade religiosa aumentaram na Espanha de acordo com o “Relatório sobre ataques à liberdade religiosa”. Publicado este mês, pelo Observatório para Liberdade e Consciência Religiosa, ele aponta que ocorreram 53 ataques em 2018.

O relatório classifica os ataques à liberdade religiosa em cinco categorias, sendo mais graves aqueles envolvendo violência contra pessoas. Secundariamente aparecem os ataques contra lugares de adoração, vandalizados por grafitis, danos e principalmente por roubos.

Eles também incluíram o que definem como ataques de “secularismo beligerante”. Estes ataques são na forma de “expressões vexatórias” que ocorreram em um ambiente público. Vêm principalmente de governos locais e regionais, bem como de partidos políticos ou entidades seculares.

Houve apenas um caso de violência física devido à religião, ocorrido em 14 de agosto na região espanhola de Murcia. Na ocasião, dois jovens foram presos por agredir um grupo de jovens vestindo camisetas da Universidade Católica de San Antonio.

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No entanto, o ataque contra lugares de culto tem crescido significativamente. O relatório apresenta atos de vandalismo como pichações, destruição de fachadas e janelas, profanação, roubo e ataques com explosivos caseiros.

Um caso nesses termos foi registrado em um local de culto evangélico. As paredes externas da Igreja Evangélica de Valls, na Catalunha, foram pichadas com a frase: “Fora cristãos, de nossas terras”.

Liberdade Religiosa ameaçada

Os ataques ofensivos também atingem a outras religiões. Os apontamentos concluem que “a liberdade religiosa está ameaçada, porque o medo de manifestar suas crenças cresce”.

“É importante trabalhar para proteger uma liberdade religiosa que não apenas beneficie os fiéis, mas também favoreça toda a sociedade promovendo a convivência pacífica entre os cidadãos”, afirmam os repórteres.

O grupo pede aos partidos políticos o devido respeito à liberdade religiosa de maneira ampla.

“Respeitem o direito à liberdade religiosa, tanto do ponto de vista individual quanto do ponto de vista coletivo. Bem como os acordos assinados com as diferentes confissões religiosas”.

“O secularismo não significa a eliminação de todos os símbolos religiosos. Proibir os cidadãos de praticar sua religião em público, isso não significa respeito”, acrescentou o grupo.

Adaptado com informações do Portal Guiame.

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