‘Quero que todos saibam o que Jesus fez na minha vida’

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Muçulmana buscou no islamismo as respostas aos seus questionamentos. Mas o fato de não encontrar, no Islã, o que buscava a fez orar de uma maneira diferente dos padrões muçulmanos: "Deus, por favor, mostre-me a verdade".

‘Quero que todos saibam o que Jesus fez na minha vida’

Alima* ouviu falar a respeito de Jesus pela primeira vez quando estava na faculdade, por intermédio de sua tia. "Eu achava aquilo tudo uma história maluca", relembra. "Mas, no fundo, gostava dos ensinamentos de Jesus", afirma a jovem de 22 anos.

Ela começou a ler a Bíblia da tia, secretamente, e uma sementinha foi plantada em seu coração. Alima tinha muitas perguntas existenciais, como "Qual a razão da vida" ou "por que vivo" ou ainda "eu não vejo muito propósito na minha vida aqui na terra e preciso descobrir o significado da existência".

Uma noite ela pediu a Deus para tirar uma determinada nota na faculdade. "Ele respondeu fazendo exatamente o que eu havia pedido", relembra Alima. Pouco depois disso, ela sabia que não havia outra alternativa, a não ser entregar sua vida a Jesus. Isso foi há três anos. Ela se converteu sozinha e o medo tomou conta dela, uma vez que sua família era muçulmana.

A igreja argelina é como Alima. Todos os membros são ex-muçulmanos e, portanto, precisam crescer no conhecimento da Palavra e aprender a ser discípulos de Jesus. Um colaborador de campo da Portas Abertas afirma: "Uma vez que não existe quem os ensine, o que se vê são cristãos com opiniões muito estranhas. Recentemente ouvi de uma garota cristã que ela não sabia que Jesus havia morrido e ressuscitado da morte."

Para ajudar no crescimento dos cristãos do norte da África, a Portas Abertas desenvolveu um discipulado chamado Talmatha, com 12 livros. Os primeiros quatro abordam o discipulado, o relacionamento pessoal do cristão com Jesus; do quinto ao oitavo o tema é ‘igreja’ e, do nono ao décimo-segundo, o foco é o Reino de Deus.

Após o término, o aluno pode tornar-se um professor. Esse é o objetivo do treinamento e, dessa forma, o Talmatha pode multiplicar-se por todo o norte da África. Alima é aluna desse discipulado e afirma que o treinamento a ajudou muito nesses primeiros anos como cristã. "As lições me ajudaram a ter uma identidade cristã."

"Nós, cristãos na Argélia, não temos direito de proclamar nossa fé em Jesus. Eu quero mostrar a todos que sou uma cristã e que tenho direitos. Quero que todos saibam o que Jesus fez na minha vida, mas não sei se sou corajosa o suficiente para fazer isso."

Ela até pensou que não era corajosa o suficiente, mas isso não era verdade. Ela está pronta e motivada a treinar outros cristãos. Em breve, Alima inicia sua primeira turma de discipulado.

*O nome foi alterado por motivo de segurança.

Fonte: Portas Abertas

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