Quem é Deus?

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Quem é Deus?

Quem é Deus pra você? O que Ele representa pra você? Ele é importante para você? Qual o nível de comunhão que você tem com Ele?

Por Ezequiel da Silva

A Teologia procura definir o indefinível. Os Concílios e Catecismo cristãos, a teologia sistemática – a partir da doutrina de Deus, e teólogos do mundo inteiro tentaram traduzir a pessoa de Deus através de sua personalidade, caráter e atributos. A Bíblia informa a Sua essência: “Deus é espírito” (João 4.24), mas não tenta definir, por frase ou conceito, a pessoa de Deus. As Escrituras formam um arcabouço da pessoa divina, entretanto, é preciso notar que, em grande parte, a doutrina referente trata-se da divindade triúnica, isto é, a Trindade Santíssima: Deus o Pai, e o Filho e o Espírito Santo.

Nesse arcabouço doutrinário sobre a “definição” de Divindade, vê-se um raciocínio lógico paulino: “Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis” (Romanos 1.20); e conclui corporizando a divindade espiritual na pessoa de Cristo: Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.8,9).

Quem é Deus? A pergunta é, inclusive, pessoal. Quem é Deus pra você? O que Ele representa pra você? Ele é importante para você? Qual nível de comunhão você tem com Ele?

Deus é o criador do universo, é o doador de toda boa dádiva ao gênero humano. Mas, sobretudo e o mais importante, Deus é o salvador do mundo na pessoa de Jesus Cristo. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas, tenha a vida eterna” (João 3.16).

A Bíblia informa que Jesus “veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no seu nome” (João 1.11,12).

Uma vez aceitando a Cristo como único e suficiente salvador pessoal, a pessoa passa a ter respostas àquelas perguntas anteriores. Sim, a pessoa passa a entender pessoalmente quem é Deus. Este, na pessoa de Cristo, passa a representar tudo para a pessoa, em todas as coisas, em todos os negócios, em todas as atividades particulares: pessoal ou sentimental. Até porque, o Espírito Santo o ajuda em seus momentos difíceis e confirma que somos filhos de Deus (Romanos 8).

É Espírito de Cristo que mantém a nossa comunhão com a divindade (Deus) e nos leva a plena adoração a Deus. É o Espírito Santo que habita em nós e “portanto vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo” (1 Coríntios 12.3).

Assim, concluo essa reflexão com dois textos bíblicos que encerra tudo o que dissemos aqui:

“Dando graças ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz. Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele (Colossenses 1.12-16).

Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!

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Capixaba, natural de Vitória, Espírito Santo; educador cristão, bacharel em direito, pela FDCI; formado em teologia cristã pelo Seminário Teológico Evangélico Batista; bacharel em teologia pastoral pela FATEFI; diretor do SEMEC-Seminário Evangélico Mensagem da Cruz.

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