Quando Deus restaura o justo
Capa da Lição 13, do 4º trimestre de 2020 – Quando Deus restaura o justo / CPAD

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 13, do 4º trimestre de 2020 – Quando Deus restaura o justo.

Aniel Ventura

Durante o sofrimento de Jó, seu maior desejo era que Deus lhe concedesse uma audiência para que as questões da sua integridade e desespero pudesse ser resolvida, enfim Deus se manifesta pronto para encontrá-lo. Para quem desejava questionar a Deus a respeito de suas atitudes e ações, ficou extasiado pois, Deus disse: “eu te perguntarei, e tu me explicarás” (Jó 40.7). Quando Deus faz suas perguntas, nem Jó e nem qualquer outro ser humano, estará pronto para uma entrevista (Jó 40.3-5).

A conversa de Jó com Deus provou que a confiança humilde nele é a única posição razoável que o homem pode ter, e somente ele, é Deus. Ele é plenamente digno de uma confiança absoluta, entretanto, tal atitude não fica sem recompensa. Jó ao trilhar por esse caminho, encontrou a Deus e pode ver, quem é realmente o criador e sustentador do universo.

I – A HUMILHAÇÃO DE JÓ

Jó desaprovou a administração de Deus e por inferência, se colocou em posição de igualdade com ele. De uma forma irônica, Deus pergunta se ele tem a capacidade de sustentar sua afirmação. Supondo que Jó pudesse reivindicar essa capacidade, Deus então o convida a demonstrar isso ao vestir os mantos de majestade e glória divinas. Ele é desafiado a derramar sua ira para humilhar o soberbo (Jó 40.10,11).

Como nenhum homem é forte o suficiente para combater Leviatã, muito menos é a possibilidade de alguém ser qualificado para erguer-se diante de Deus. Jó é convencido da grande majestade e sabedoria de Deus, admitindo depois do primeiro discurso de Deus, que estava fora do seu lugar, admite ainda, que seu pensamento rebelde estava equivocado.

Uma das perguntas do Senhor a Jó foi, se ele ia continuar a manter sua limitada visão do governo divino do mundo, e desta forma rejeitar sua justiça e bondade. “Então, respondeu Jó ao Senhor” (Jó 42:1). A resposta de Jó a Deus foi de absoluta humildade e submissão à sua revelação. Confessou que Deus faz tudo muito bem; que em tudo que Deus permite acontecer, ele procede com sabedoria e propósito; e, portanto, até o sofrimento dos justos tem sentido e propósito divinos.

Jó reconheceu que os caminhos de Deus estão além da compreensão humana e que por falta de entendimento seu, declarou ser estes injustos. Sua falta de entendimento e suas queixas contra Deus quase o levaram ao orgulho e à crença de que Deus, em certo sentido, não era perfeitamente bom. Porém agora, depois da manifestação de Deus, Jó reconheceu que havia errado, entretanto, estava disposto a obedecer e servir a Deus, não importando o que viesse a acontecer. Temeria a Deus, com ou sem saúde, independente de vantagens pessoais.

II – A INTERCESSÃO DE JÓ

Mesmo em frangalhos, e não passando de ruínas, deveria Jó, naquele momento, atuar como sacerdote daqueles que muito o feriram com suas palavras. Jó assemelha-se ao Senhor Jesus Cristo, que embora tenha sido retratado pelo profeta como alguém desprovido de parecer e formosura, intercedeu pelos pecadores (Is 53.2,3,12).

O Senhor reprovou os três amigos de Jó pela falsa teologia da prosperidade e do sofrimento, evidente nas acusações contra Jó.

1) Ensinavam um princípio retributivo da prosperidade e do sofrimento onde os justos são abençoados e os ímpios são castigados (Jo 9.3).

2) Insistiam que Jó confessasse um pecado que ele não cometera, para livrar-se do sofrimento e receber a bênção divina. Eles tentaram Jó a voltar-se para Deus, visando proveito pessoal. Se Jó tomasse o conselho deles, teria invalidado a confiança de Deus nele, e confirmado a acusação de Satanás, de que Jó temia a Deus apenas em troca de bens e vantagens pessoais.

3) Foram arrogantes, dizendo ter aprovação divina para sua doutrina e teologia falsas.

A essas alturas de sua prova, já sabia o patriarca por que houvera passado por todas aquelas dificuldades. E Deus, que o conduzira ao crisol, leva-o agora à bonança, virando-lhe o cativeiro. Deus refere-se a Jó chamando-o de “meu servo” e por duas vezes afirma que sua oração foi aceita (Jó 42.7-9). O patriarca foi plenamente restaurado em sua saúde física e bens materiais obtendo autoridade espiritual com Deus.

III – A RESTAURAÇÃO DE JÓ

Ao virar o cativeiro de Jó, pôs-se o Senhor a restaurá-lo completamente. Junto com o avivamento espiritual, veio também a restauração mais que duplicada de tudo o que o patriarca perdera. Todos que permanecerem fiéis a Deus, nas provações e aflições desta vida, chegarão por fim àquele estado de delícia e bem-aventurança na presença de Deus, por toda a eternidade (2 Tm 4.7,8; 1 Pe 5.10).

A restauração material de Jó era apenas um detalhe naquela obra que o Senhor realizava em sua vida. Infelizmente, não são poucos os que, no crisol divino, preocupam-se muito mais com o passageiro do que com o eterno. Não nos esqueçamos, portanto, que, buscando o Reino de Deus e a sua justiça, as demais coisas nos são automaticamente acrescidas. Jó foi atendido em sua oração intercessória ao orar por seus amigos, não por uma troca de favores, mas, face à sua condição reta diante de Deus. “E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou a Jó outro tanto em dobro a tudo quanto dantes possuía” (Jó 42:10).

CONCLUSÃO

“Ouvistes qual foi a paciência de Jó e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso” (Tg 5.11).

A restauração da saúde e das riquezas de Jó revela o propósito de Deus para os fiéis. Cumpriu-se o propósito divino restaurador, concernente ao sofrimento do justo. Jó, até então não compreendia os motivos do seu sofrimento. Isso leva-nos a crê que Deus nunca permitirá que o crente sofra sem que haja um propósito definido, pode ser que ele não compreenda o porquê, porém, nesses casos o crente deve confiar em Deus, sabendo que ele, na sua perfeita justiça, fará sempre o melhor para nós e o seu reino. A reconciliação de Jó com Deus, lhe proporcionou uma vida abundantemente abençoada. Entretanto, por maiores que forem as aflições ou dores que os fiéis tenham que passar, Deus, no momento certo, estenderá a mão para ajudar os que perseverarem, firmes na fé, concedendo-lhes cura e restauração totais.

Bibliografia
– Jó – O Problema do Sofrimento do Justo e o seu Propósito – Claudionor de A. – CPAD

– Comentário Bíblico Beacon – vol 3 – Jó a Cantares – CPAD
– Perguntas de quem Sofre – João Leonel – Ultimato
– Comentário Bíblico de Matthew Henry – CPAD
– Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

DEIXE UM COMENTÁRIO
Siga Seara News no Twitter, no Facebook e Instagram
“O primeiro portal cristão no Estado do Espírito Santo”

ESCREVA UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui