Qual o problema do Brasil? - Há uma solução para o caos
Congresso Nacional – Brasília-DF | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Por muitas vezes, observamos o passado; e por vezes tentamos projetar uma saída – um futuro promissor – para o presente e a atual situação socioeconômica e cultural que vivemos.

Por Wanderli Pereira

No final do século XX, o Brasil era chamado de “o país do futuro”. No início do século XXI aquela ideia foi deixada de lado e/ou evaporou-se pelas vielas e nas empoeiradas ruas da corrução. Aquele tão desejado futuro, fugiu-nos como o dia de ontem que passou; nossas expectativas frustraram-se, e ficamos apenas com o desejo e o paladar amargo por ter ingerido algo que pensamos que seria ideal e bom para toda a nação.

Mas aquele tempo do futuro, ainda não chegou para os brasileiros. Há quem ainda queira enganar-nos com as mesmas ladainhas de outrora, dizendo que para desenvolver tem que crescer. Aliás, entendam uma coisa: crescer e desenvolver são conceitos antagônicos, como dizia o mestre Celso Furtado.

Por exemplo, um indivíduo pode nascer e crescer, mas possuir uma mente retardada, ou seja, sem desenvolvimento. Por outro lado, podemos apresentar outro indivíduo com nanismo – uma doença genética que provoca um crescimento esquelético anormal, deixando o indivíduo com uma estatura 20% abaixo da média normal dos outros indivíduos da sua idade e raça, ou inferior à média da população em geral – e, no entanto, possuir uma mente brilhante.

Falou-se muito no século passado, que a economia brasileira deveria crescer para depois desenvolver de forma progressiva. Se observarmos a taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) correspondente a todas as riquezas produzidas anualmente no país, nunca seremos uma nação desenvolvida em nenhum segmento econômico. As próprias taxas mostram isso; até os leigos entendem que não seremos e nem teremos um futuro, se algo sério não for feito no presente, no dia chamado hoje.

Contudo, ainda há esperança para o Brasil. Há um caminho real, com solução imediata para solucionar o entrave deste país que mais se parece com o gigante Golias – só tem tamanho, mas não tem cérebro que organize suas ações e reações para impor suas virtudes; por isso, sempre haverá um menino com mente aberta e lógica para vencê-lo.

A solução? A solução para desenvolver um país passa primeiro pela base e não pelo telhado, ou seja, nação rica e povo pobre. E, é o povo que deve ser rico. As leis devem ser severas e inflexíveis contra o mal que prolifera em todos as esferas da sociedade; desde o marginal que rouba um par de sandálias ao juiz que recebe suborno e presentes para perverter as leis. Aquele que produz a massa precisa participar do bolo.

O trabalhador precisa ter acesso ao seu próprio excedente ou lucro de produção. Afinal, o que gera a riqueza e valor é o esforço impresso no produto em forma de trabalho.

Os bolsões de miséria precisam ser deslocados para fazendas agrícolas e produtoras, geradoras de riqueza e renda como o modelo de Kibbutz usado em Israel. O primeiro kibbutz estabelecido na Palestina foi a colônia de Mikveh fundado em 1870).

O problema do Brasil, não é a falta de crescimento e existência de riquezas, mas sim, a falta de comprometimento e existências e punições severas para todos aqueles que de algum modo desejam levar vantagem em tudo em detrimento do sofrimento alheio. Aliás, o país ainda segue fielmente o propósito para o qual foi criado: manter-se como colônia de exploração de solo, fauna e flora, e povos nativos. Do jeito que estamos, não dá para continuar.

Wanderli Pereira
É bacharel em Economia, e presbítero da Assembleia de Deus em Vila Velha (ES).
( ** Texto de colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor )
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