Provai se os Espíritos são de Deus
Provai se os espíritos são de Deus – Capa da Lição 10, do 3º Trim de 2020 | Foto: Reprodução

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 10, do 3º trimestre de 2020 – Provai se os Espíritos são de Deus.

Aniel Ventura

Provai se os espíritos são de Deus…

Os inimigos dos judeus tentaram de tudo para interromper a reconstrução dos muros, tentaram isolar Neemias para prejudicá-lo, tentaram assustá-lo dizendo que os judeus haviam se revoltado contra ele, tentaram levá-lo a cometer um ato de incredulidade, porém, ele se recusou a abandonar a missão.

Devemos fazer, assim como Neemias, sabendo que podemos sofrer falsas acusações, no entanto temos que continuar nosso trabalho. Ele rejeitou até mesmo a profecia de um judeu orientando-o a se trancar no Templo para se proteger. Se tivesse caído nessa armadilha, teria demonstrado falta fé, assim perderia a confiança do povo. Porém todo o esforço do inimigo foi incapaz de afastá-lo da sua missão, e o resultado da sua fidelidade foi a bem-sucedida conclusão da sua obra, alcançando o seu objetivo e glorificando o nome de Deus.

I – CUIDADO COM OS FALSOS PROFETAS!

1. Os samaritanos observaram que os judeus davam muito valor à palavra dos profetas

O fato de aparentar-se com Tobias, os judeus tornaram-se de imediato comprometidos com ele. Essa atitude levou os judeus a distanciarem dos princípios divinos. Satanás emprega muitos instrumentos e faz projetos para reprovar os servos de Deus, para desviá-los de seus objetivos.

A letargia espiritual generalizou-se, induzindo o povo a deixar a obra de Deus e voltar à reconstrução de suas próprias casas. Porém, devemos seguir o exemplo de Neemias que não desistiu do seu objetivo.

2. Neemias tinha o dever de examinar a profecia recebida

Conhecendo os preceitos da lei do Senhor, Neemias, com indignação, rejeitou o conselho do sacerdote por duas razões:

– A primeira, porque um homem como ele não deveria fugir! Ele era o governador, um líder do povo, tinha responsabilidades para com o rei Artaxerxes e, principalmente, para com o Rei dos reis, além disso alguém da sua posição não poderia fugir nem se esconder com medo.

– A segunda, Neemias recusou-se a ir ao templo para salvar a sua vida porque a Lei o proibia de entrar no Santo dos Santos sob pena de morte (Nm 18.7).

II – A BÍBLIA REVELA A EXISTÊNCIA DOS FALSOS PROFETAS

1. No Antigo Testamento:

Os reis convoca­vam vários profetas-adivinhos para obter direcionamento, isso é bem conhecido no livro de Daniel (Dn 2.2; 5.7). Havia também profetas, como Balaão (Nm 22-24), que eram proibidos de realizar suas práticas ocultista em Israel (Dt 18.9-14); sonhadores, era uma classe de adivinhos proibida pela Lei (Dt 13.1-5); e os agoureiros e encantadores, ambos comuns entre as nações, mas proibidos de realizarem suas práticas em Israel (Dt 18.9- 14).

O esforço coletivo desses adivinhos para determinar o futuro de suas nações fracassou. Como os falsos profetas de Judá, eles também declaravam uma mensagem de rebelião contra a Babilônia. Apenas o profeta Jeremias defendia a verdade. Deus iria punir Judá por intermédio do rei babilônico, Nabucodonosor.

2. No Novo Testamento:

“Todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo” […] (1 João 4:3).

Cerinto, um falso profeta do tempo de João, negava a encarnação do verbo, ensinando que o Cristo divino desceu sobre o Jesus humano quando este foi batizado e, depois, deixou o corpo de Jesus antes de Sua crucificação (1 Jo 2.22). João ensina que Jesus não entrou num ser humanoide preexistente; antes, veio como ser humano.

III – DEVEMOS JULGAR AS PROFECIAS

Não podemos julgar os profetas, todavia podemos as profecias. Se a esta se cumprir é de Deus, se não cumprir, não é de Deus.

1. Deus quer a sua Igreja revestida com todos os dons do Espírito Santo

Os crentes que têm amor genuíno pelos que pertencem ao corpo de Cristo, devem buscar os dons espirituais a fim de poderem ajudar, consolar, encorajar e fortalecer os necessitados. Não devem esperar passivamente que Deus lhes conceda os dons do Espírito Santo. Devem, pelo contrário, com zelo, desejar e buscar com oração esses dons, principalmente os que são próprios para encorajar, consolar e edificar (1Co 12.7-17; 14.3, 13,19,26).

2. O despertamento renova os dons

Paulo elogia os coríntios dizendo que Deus, na sua graça, lhes outorgou dons espirituais específicos (1Co1.4). Esses dons são valiosos e indispensáveis para edificar a igreja; sem eles, os crentes deixam de fortalecer e de ajudar uns aos outros como é a vontade de Deus. Em lugar nenhum desta epístola, Paulo descarta esses dons. Pelo contrário, ele procura mudar a atitude dos coríntios a respeito dos dons espirituais, para que eles os usem para glória de Deus.

IV – POR QUE DEVEMOS JULGAR AS PROFECIAS?

1. Porque a Palavra de Deus nos manda julgá-las (1 Ts 5.19-21; 1 Co 14.29)

Tendo explicado os regulamentos sobre as línguas estranhas na reunião, Paulo também regulamentou o uso do dom de profecia. Embora este foi um dom especialmente recomendado aos crentes, da mesma maneira como apenas duas ou três pessoas deveriam falar em línguas estranhas, somente dois ou três deveriam profetizar (1Co 14.1-5,27,28). Porém, os membros da igreja nunca deveriam aceitar as palavras de qualquer pessoa sem um cuidadoso discernimento e o conhecimento pessoal da Palavra de Deus. Doutra forma, falsos mestres poderiam facilmente infiltrar, confundindo as pessoas.

2. Porque os que profetizam são sujeitos a falhas

Os dons são dados por Deus a seres humanos, e estes são falhos, podendo cometer equívocos e ir além daquilo que lhes foi revelado, entretanto, o dom de falar línguas, usado sem amor, é tão inútil quanto o culto pagão. Sem amor, os dons não edificam outros crentes, de maneira que tornam inúteis. Os coríntios não deveriam exaltar os dons acima do caráter. O amor é muito mais excelente (1Co 12.31).

3. Porque pode haver conhecimento prévio dos fatos

A profecia vem diretamente de Deus, através do profeta. A opinião pessoal precisa ser deixada de lado, pois isso pode fazer com que a profecia perca sua autenticidade para aqueles que a recebem.

4. disseminador de mentiras

Existe a possibilidade de que o “profeta”, ao enunciar a “mensagem profética”, esteja sendo influenciado por um espírito maligno, disseminador de mentiras. Lemos sobre isto em 1 Rs 22.7,11,19,21-23.

Deus pode autorizar um espírito de mentira, isto é um agente de Satanás, um espírito maligno sob seu controle, para destruir alguém que se apostatar. Esse mesmo tipo de juízo ocorrerá nos últimos dias da nossa era quando, Deus “enviará a operação do erro” (2 Ts 2.11) sobre todos aqueles que “não receberam o amor da verdadeantes, tiveram prazer na iniquidade” (2 Ts 2.10,12). O engano será “segundo a eficácia de Satanás... para que sejam julgados todos os que não creram a verdade” (2 Ts 2.9-12).

V – COMO DEVEMOS JULGAR AS PROFECIAS?

As profecias precisam passar pelo crivo Bíblico, doutra forma estará completamente reprovada.

1. Examinando as Escrituras

Alguém que anunciasse uma mensagem diferente daquela que os gálatas rece­beram de Paulo […] O evangelho que não é segundo os homens […] mas pela revelação de Jesus Cristo (Gl 1.11,12), merecia a des­truição eterna. Paulo se preocupava com a pureza do evangelho quando ele afirma que quem ensinasse um evan­gelho falso seria assim destruído por Deus.

2. Através do dom de discernimento de espíritos

Temos a mente de Cristo isso significa, conhecer a sua vontade, o seu plano e propósito redentor (1Co 2. 9,10). É avaliar e considerar as coisas, da mesma maneira que Deus as considera, atribuir-lhes a importância que Deus lhes atribui, amar o que Deus ama e detestar o que Ele detesta (1Co 2.15; Hb 1.9). Significa entender o que é a santidade de Deus e a malignidade do pecado.

3. A profecia se conhece pelo seu “sabor” (Jó 6.6,7; 12.11)

Ninguém pode compreender completamente a Deus (Rm 11.34). Mas, através do Espírito Santo, podemos entender as verdades espirituais. Os cristãos têm uma visão inspirada dos planos, pensamentos e ações de Deus, porque o Espírito Santo tem acesso à mente de Cristo e isso pode ser revelado aos fiéis. Através do Espírito Santo, os crentes podem compreender os pensamentos de Deus, falar com Ele, e esperar as respostas às suas orações.

CONCLUSÃO

Deus separou algumas pessoas para serem profetas na igreja (1 Co 12.10,28). Estas pessoas tinham dons especiais para transmitir mensagens de Deus ao seu povo. Às vezes, elas prediziam o futuro (At 11.28; 21.9,11), mas muito mais frequentemente eles exortavam, incentivavam e fortaleciam o povo de Deus (At 15.32; 1 Co 14.29). Deus falava por intermédio dos profetas, inspirando-os com mensagens específicas para épocas e lugares particulares. Este dom dava discernimento, edificação, exortação e consolação (1 Co 14.3).

Todo cristão deve examinar tudo em comparação com a Palavra de Deus, distinguir o verdadeiro do que é falso, e então reter o que é bom. A palavra traduzida como “bom”, ou bem, (gr.kalos) algumas vezes era usada para descrever o que era genuíno, como uma moeda autêntica comparada com uma falsa. Todos os cristãos têm a responsabilidade de ouvir, discernir e aprender.

Bibliografia
O Novo Comentário Bíblico A.T e N.T. Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal Vol 1 e 2 – CPAD
Comentário Bíblico de Matthew Henry – Neemias – CPAD
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

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