Profecias do Antigo Testamento estão se cumprindo hoje em Israel, segundo rabino
O rabino Tuly Weisz é editor da Bíblia de Israel e fundador da organização Israel365. (Foto: Israel365)

O rabino Tuly Weisz listou quais são as profecias do Velho Testamento que estão se cumprindo nos dias atuais.

O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelos Estados Unidos e a transferência de sua embaixada não foi o único acontecimento moderno previsto pelas profecias bíblicas.

De acordo com o rabino Tuly Weisz, dentro dos 70 anos do Estado moderno de Israel, esta não foi a primeira vez dentro que a nação viu o cumprimento de profecias. “Muitos dos milagres que estamos testemunhando hoje em Israel foram prometidos na Bíblia há muito tempo”, disse ele ao site The Christian Post.

Agrupamento dos judeus exilados

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Em julho de 2018, pela primeira vez, Israel ultrapassou a América e se tornou o maior centro populacional judeu do mundo.

Segundo o rabino, este acontecimento cumpre as palavras de Ezequiel 34:13: “Eu as farei sair das outras nações e as reunirei, trazendo-as dos outros povos para a sua própria terra. E as apascentarei nos montes de Israel, nos vales e em todos os povoados do país”.

“Acredita-se que o aumento na comunidade judaica tenha sido alimentado por membros que retornaram da diáspora (expulsões forçadas dos judeus pelo mundo)”, comenta Weisz. “Além disso, a população judaica total chegou a seis milhões, trazendo um significado mais profundo, já que este era o número de judeus mortos no Holocausto”.

Parceria entre judeus e cristãos

O Estado de Israel não nasceu apenas pelo esforço de judeus, como foi profetizado em Esdras 6:14: “Eles terminaram a reconstrução do templo conforme a ordem do Deus de Israel e os decretos de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, reis da Pérsia”.

“Nos tempos bíblicos, foi o decreto de Ciro que permitiu que o povo de Israel retornasse à sua terra e reconstruísse o Templo. Em 1917, foi a Declaração Balfour do governo britânico que virou a maré para os judeus no exílio. Da mesma forma, em 1948, quando o presidente dos EUA, Harry Truman, reconheceu o Estado de Israel, ele disse: ‘Eu sou Ciro’”, observa Weisz.

“Nos casos de Ciro, Balfour, Truman e agora Trump, foram os não-judeus que serviram como agentes de Deus para facilitar o retorno do povo judeu à sua terra”, o rabino completa. “O Estado de Israel nasceu de uma parceria espiritual entre judeus e não-judeus”.

Weisz também destacou a profecia de Isaías 49:22, que diz: “Assim diz o Soberano Senhor: ‘Veja, eu acenarei para os gentios, erguerei minha bandeira para os povos; eles trarão nos braços os seus filhos e carregarão nos ombros as suas filhas’”. “Esta profecia está sendo cumprida pelo número sem precedentes de não-judeus que visitam, apoiam e oram por Israel”, avalia.

A revitalização do idioma hebraico

O profeta Sofonias descreveu que nos últimos dias, todas as nações do mundo teriam “pureza na fala”. “Então purificarei os lábios dos povos, para que todos eles invoquem o nome do Senhor e o sirvam de comum acordo” (Sofonias 3:9).

“Compreendemos, a partir de Sofonias, que todas as nações do mundo estudarão o hebraico para proclamar o nome de Deus em seu santo idioma”, afirma Weisz.

Israel passou a adotar o hebraico como idioma oficial graças aos esforços do linguista Eliezer Ben-Yehuda (1858-1922), que reconstruiu o hebraico moderno a fim de unificar a nação. Antes disso, o hebraico era visto como um idioma sagrado, usado apenas para estudar e orar.

O rabino também observa que, nos últimos anos, um crescente número de cristãos têm se interessado em aprender hebraico e os fundamentos da Torá, cumprindo as palavras de Isaías 2:3: “Virão muitos povos e dirão: ‘Venham, subamos ao monte do Senhor, ao templo do Deus de Jacó, para que ele nos ensine os seus caminhos, e assim andemos em suas veredas’. Pois, a lei sairá de Sião, de Jerusalém virá a palavra do Senhor”.

“Desde a fundação do Estado de Israel — e ainda mais na última década — a Bíblia está sendo usada como uma fonte de união entre judeus e cristãos, começando a cumprir a visão de Isaías e o mandato histórico dos judeus de serem luz para o futuro das nações”, afirma Weisz.

Renascimento da terra física de Israel

Por quase dois milênios, o rabino observa que a terra de Israel permaneceu completamente desolada enquanto esteve nas mãos de várias potências estrangeiras, como os romanos, muçulmanos e otomanos.

No entanto, Isaías 51:3 predisse uma mudança: “Com certeza o Senhor consolará Sião e olhará com compaixão para todas as ruínas dela; ele tornará seus desertos como o Éden, seus ermos, como o jardim do Senhor. Alegria e contentamento serão achados nela, ações de graças e o som de canções”.

“O renascimento do estado judaico em 1948 trouxe consigo um desenvolvimento espantoso da terra”, analisa Weisz. “O deserto está literalmente florescendo e crescendo. Nos campos da tecnologia e cultura, Israel está entre os países mais avançados do mundo. De fato, estamos testemunhando o Senhor consolar ‘todas as ruínas’”.

Fonte: Guiame