Pr. Victorino Silva: o testemunho de sua conversão e cura

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Pr. Victorino Silva: o testemunho de sua conversão e cura
Victorino Silva é um ícone da música Clássica Cristã Brasileira

“O médico me disse: você vai morrer, não tem mais jeito”.
“Um milhão e oitocentas mil pessoas aceitaram a Jesus…”

O MAIOR TENOR GOSPEL DO MUNDO “Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13).

Eu aceitei a Jesus no ano de 1959. Nasci numa família muito pobre. Meu pai nos ensinou a respeitar e tratar bem o próximo. Ele não era um homem de grandes estudos, mas de uma vivência muito profunda e isso me ajudou a ser o que eu sou hoje. Eu tive uma base moral e espiritual para ser o que sou hoje. Fui crescendo e, como sempre, há um abalo na vida do homem. Isso é comum no transcorre dos anos. Perdi minha mãe e perdi também o meu pai.

Não alcancei o objetivo que eu tinha que era construir uma casa e colocar meu pai numa cadeira de balanço. Estou dizendo o que eu nunca falei pra ninguém. Eu sou o único da família Silva que tenho um defeito físico no braço. Éramos dezenove irmãos, agora somos eu e minha irmã, que mora comigo. Eu fui o único que foi desacreditado, não menosprezado.

Criei-me procurando um espaço, porque o mundo é tão grande, mas não há espaço pra você. Procurei me adaptar ao sistema, mas não me adaptei. Às vezes estava em alguma fila enorme e ouvia alguém zombar de mim: “ora, está tão difícil conseguir emprego para quem tem dois braços, imaginem para quem tem só um”. Essas coisas me desesperavam. Por causa dessa discriminação e por não conseguir o meu emprego, me enveredei no mundo do crime. Roubei, fumei, me prostituí. Eu tomei conta de boca de fumo. Acabei de ser criado naquele ambiente. Nunca fui preso porque Deus realmente teve misericórdia de mim. Numa ocasião eu estava realmente abalado. Fui ao médico e ele detectou que eu tinha câncer nos pulmões. Eu não podia falar perto de ninguém. Eu tinha um hálito putrefeito. Quando me levantava, eu caía, porque estava tonto. Nessa época eu tinha conjunto e fazia shows. Cantava na Rádio Nacional e conhecia diversos artistas. Uns já morreram, outros estão vivos como a Marlene.

Fiz uma chapa dos pulmões e constatou-se um câncer envolvendo uma tuberculose. O diagnóstico dizia que não havia mais espaço no meu pulmão direito. Ele estava tomado e já estava passando para o esquerdo. O médico me disse: “você vai morrer, não tem mais jeito”. Nessa época eu não era crente, mas fechei os olhos e pensei: “acabou a vida para mim”. Eu já era um homem inclinado para o crime, então concluí: “vou fazer o que realmente sempre tive vontade de fazer”. Liderei boca de fumo, fui “leão de chácara”, freqüentei Cabaré de Bandido lá na Mangueira, RJ.

Numa manhã, eu me levantei e arquitetei um plano diabólico: “eu vou sair e vou matar o primeiro que conversar comigo, o que me cumprimentar eu mato. Depois vou me suicidar”. “Todas as coisas são feitas de acordo com o plano e com a decisão de Deus. De acordo com a sua vontade e com aquilo que ele havia resolvido desde o princípio” (Ef 1.11).

Quando saí da casa de estuque que eu morava, feita de estrume de vaca seco, que eu mesmo construí, não encontrei ninguém. Nenhuma pessoa passou pelo meu caminho. Então ouvi um barulho numa casa, passei no portão. Lá dentro se ouvia: “glória a Deus, aleluia”. Parei e coloquei o pé no degrau. Comecei a me lembrar que eu servia a um ser tremendo e dantesco. Porque eu fui Ogan Kalofé, eu bati tambor, eu tinha camisa amarela, vermelha, preta, azul, rosa. Procurei por Deus a minha vida inteira. Procurei na bebida, no fumo, cheirando “loló”, prostituindo, nos cabarés, no espiritismo. Vivi a minha vida toda em busca da verdade. “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres” (Jo 8:36).

Quando parei na porta daquela casa, ouvi uma língua que eu não entendia. Então pensei: “que barulho é esse?” Então saiu lá de dentro uma senhora e me disse: “você quer entrar”. Era um culto devocional e só estavam na casa ela e o marido dela. Quando eu ia entrando, ouvi uma voz: “sai daí rapaz, aí não é o seu lugar”. Essa foi a última cartada do inimigo da minha alma. Quando eu ia saindo, a senhora insistiu para eu entrar.

Naquele dia, no ano de 1959 (aos 19 anos de idade), aceitei a Jesus como meu Salvador, e até hoje. Minha vida mudou radicalmente. Eu achei aquilo que eu buscava desesperadamente. O irmão colocou as mãos sobre mim e orou em nome de Jesus, eu senti um calor, uma coisa estranha, como se milhões de seres que estavam amassando o meu corpo, foram embora. Eu senti que estava recuperando o ser chamado Victorino. Contei para o irmão o meu problema e ele disse: “você crê que Jesus pode te curar?”. Eu disse: “creio no poder de Deus”. “Se creres, verás a glória de Deus” (Jo 11.40).

Quando cheguei à minha casa joguei todo o medicamento fora. Eu não podia passar um minuto sem medicamento. Joguei tudo fora e estou sem os remédios até hoje (2006). O médico me disse: “você vai morrer”. Eu costumo dizer que o médico acertou, porque eu morri mesmo. Morri para o mundo, pois a Bíblia nos diz “eu não vivo mais, Cristo vive em mim”.

Deus tem segredos enormes comigo. Tem pessoas que perguntam: “o que o senhor faz, qual é o médico, como é o seu gargarejo, o senhor nunca teve calo na garganta, quando é que o senhor vai parar”. Hoje eu não vivo mais de sonhos, mas dos frutos que eu plantei. Quando eu aceitei a Jesus, eu perdi tudo o que eu tinha. Comi banana com casca, pão velho. Deus permitiu. Sou decorador profissional. Trabalhei no Banco do Brasil nove anos. Deixei, abandonei o Banco para ser itinerante. O Senhor falou pra mim quando eu dobrei meus joelhos para orar. Eu e Ele, pois o bom é você ter esse contato íntimo com Deus. O homem precisa ter um contato com Deus. Se existe um Criador e Ele está patente na criação, a criatura deve procurá-lo quando precisa de alguma coisa. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4.12). Hoje, quando viajo de avião, fico imaginando o quanto Deus fez por mim. Avião para mim era um sonho distante. Mas Deus me disse que eu sou especial para ele. Certa vez Deus usou um profeta dele, pois eu creio em profecias, pois eu sou um profeta de Deus. Aquele homem usado por Deus me disse: “Meu servo Victorino, eu tenho compromisso com a sua voz”. Deus fez com que minha extensão vocal seja privilegiada. Consigo alcançar um agudíssimo duas vezes mais alto que o de Pavarot. Isso não está no médico de garganta, na técnica. É o segredo de Deus na minha vida. Eu não sou cantor, sou um adorador. Só vou parar quando chegar à hora de Deus para minha vida. “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (At 20.24).

Assista o vídeo:

“Victorino Silva é hoje sem sombra de dúvidas o maior ícone da música Clássica Cristã Brasileira e dono da mais bela voz tenor da atualidade nesse gênero; isso fora à interpretação que o difere da maioria e o faz excelente! Tive a oportunidade de trabalhar ao seu lado como sonoplasta e round, no início da década de 90 nas grandes Cruzadas do Reverendo Bernard Johnson em saudosa memória, e posso afirmar que alem de um ótimo Cantor é um fiel cristão dono de um humor inexorável, Johan Braw e Serafim Isidoro que o digam!!” [ Bispo Paulo Cavalcante ]

Fonte: Muuzik

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