Por que a Igreja Assembleia de Deus não guarda o sábado?
Estudando a Bíblia | Foto: Free-Photos / Pixabay

“Porque o Filho do Homem até do sábado é Senhor” (Mateus 12.8).

Robson Aguiar

Por que os crentes (membros e congregados) da Igreja Assembleia de Deus não guardam o sábado? – Para responder a essa indagação tomo como base o texto de Mateus 12.1-8. “Deus descansou no sétimo dia…”, Gênesis 2.2 – [hebraico, sabbath, cessou, encerrou]. Para melhor compreensão vamos considerar que o termo ‘descansar’ não condiz como um atributo de Deus: “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga?” (Isaias 40.28).

Depois vejamos alguns textos que complementam a ideia de ‘cessar’ ao invés de ‘descansar’:

“Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus” (Hebreus 10.12);

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“No entanto, a partir de agora, o Filho do homem estará assentado à direita do poder soberano de Deus” (Lucas 22.69);

Mas de fato, no Antigo Testamento, o sábado foi separado para adoração e descanso.

O sábado fez parte da Antiga Aliança e estava no decálogo.

“Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas” (Êxodo 20.8-10).

Entretanto, ninguém guardava a Lei como convinha… “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3.23,24).

Jeremias profetizou uma nova aliança: “Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá” (Jeremias 31.31).

O escritor aos Hebreus diz que Jesus ratificou e cumpriu o que o profeta proferiu:

“A Jesus, mediador de uma nova aliança, e ao sangue aspergido, que se expressa com mais veemência do que o sangue de Abel” (Hebreus 12.24).

Jesus se coloca como o descanso para o homem: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28); se coloca também como aquele que santifica, compare os dois versículos:

“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (João 17.17);

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1.1).

O apóstolo Paulo diz que o sábado era sombra das coisas vindouras, mas a realidade se encontra em Cristo: “Portanto, ninguém tem o direito de vos julgar pelo que comeis, ou pelo que bebeis, ou ainda com relação a alguma festa religiosa, celebração das luas novas ou dos dias de sábado, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo” (Colossenses 2.16,17)

O escritor aos Hebreus também ratifica isso: “Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam” (Hebreus 10.1).

O resumo dos mandamentos na interpretação de um doutor da Lei da época de Cristo foi confirmado pelo Senhor: “E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês? E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás” (Lucas 10.25-37).

O resumo da Lei na interpretação de Cristo: “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mateus 22.37).

O resumo da Lei na interpretação de Paulo: “Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Gálatas 5.14).

Nesses resumos não cabem obras, pois tudo foi consumado na cruz e a salvação é de graça: “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito” (João 19:30).

E a salvação não é obtida por esforço humano ou rituais: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8,9).

O tempo dos rituais e do legalismo terminou com o advento da Graça. Abraão foi justificado antes da Lei. Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça” (Genesis 15.6; Romanos 4.3).

Mas não diz Tiago que a fé sem obras é morta? – “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?” (Tiago 2.14).

Tiago fala daquele que é cristão e não pratica boas obras. Ele não está dizendo que se deve fazer boas obras para ser salvo. Compare com os textos abaixo:

“Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?” (Mateus 7.16);

“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5.16);

“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gálatas 5.22).

Então, Tiago não contradiz a Paulo (Ef 2.8-9), mas complementa. Portanto, não há nada que possamos fazer que ajude ou complemente a nossa salvação. O motivo é simples…  Está consumado!

R.A


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