Polícia invade templo e interrompe culto da AD Madureira em Curitiba
Depois de não encontrarem nada de errado na realização do culto, os policiais ameaçaram multar os carros dos fieis estacionados em frente ao templo. | Foto: Reprodução

Amparada por um Decreto Municipal, a polícia de Curitiba no Paraná, na noite de domingo (12), invadiu e interrompeu o culto da Igreja Assembleia de Deus Ministério de Madureira Curitiba (PR), onde era realizado um culto online (live), e interrompeu seu andamento.

O DECRETO Nº.774 publicado no dia (15) de junho estabelece medidas restritivas às atividades e serviços essenciais e não essenciais como mecanismo de enfrentamento da Emergência em Saúde Pública, decorrente do novo Coronavírus, de acordo com a situação epidêmica da Covid-19 e a situação de Risco Médio de Alerta – Bandeira Laranja – conforme Protocolo de Responsabilidade Sanitária e Social de Curitiba. Segundo o Decreto Municipal, alguns estabelecimentos devem ficar fechados por tempo indeterminado, como:

  • Academias e todas as atividades de práticas esportivas;
  • Igrejas e templos religiosos;
  • Praças e parques;
  • Todas as atividades de entretenimento como teatros, festas em geral e atividades semelhantes;
  • Bares e atividades semelhantes;
  • Clubes sociais esportivos.

Após não encontrarem nada de errado que não estivesse dentro das normas técnicas de higienização do ambiente, como uso de álcool gel e máscaras durante a realização do culto, os policiais ameaçaram multar os carros dos fiéis estacionados em frente ao templo.

O pastor Davi Secundo de Souza, presidente da AD Madureira em Curitiba, informou que a operação da policial, que teve quase 10 viaturas e um caminhão guincho, se deu por causa de uma denúncia anônima. “Não tendo nada de irregular dentro do templo com os participantes que estão realizando culto online respeitando todas as exigências legais, ameaçaram multar os veículos estacionados em frente da Igreja”, denunciou o pastor.

O pastor Davi Secundo, denunciou o abuso cometido contra os fiéis nas redes sociais e criticou o prefeito Rafael Greca de Macedo, que recentemente decretou a abertura de shoppings, mas mandou fechar templos em Curitiba.

De acordo com a constituição Federal Brasileira de 1988, a atuação do decreto municipal de Curitiba fere os direitos garantidos constitucionalmente, como descreve de forma clara e objetiva sobre os cultos religiosos: “Artigo 5º,VIEstipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias”.

Ainda de acordo com o novo documento decretado pela prefeitura de Curitiba, a permissão que as igrejas e templos receberam para realizem somente atendimentos individuais, obedecendo as recomendações de distanciamento, e trabalhos administrativos.

Perseguição

Quem criticou o decreto do prefeito de Curitiba, foi o pastor Silas Malafaia. Líder evangélico disse que Greca age com perseguição contra os religiosos e pediu que o segmento não vote nele na próxima eleição.

Isso é uma tremenda de uma safadeza”, criticou o pastor. O decreto, do dia 15 de junho, já foi alterado, mas ainda assim a realização de missas e cultos religiosos coletivos estão proibidos, só podendo ser realizados pela internet ou em sistema drive in.


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