Pastor da Assembleia de Deus está sendo processado por "desejar a morte de ator"
Cena do filme “Minha Vida em Marte”

Além de repudiarem as palavras do pastor José Olímpio, da Assembleia de Deus no Estado de Alagoas, entidades que militam pelos direitos LGBTQIA+ estão processando o líder evangélico por homofobia.

O pastor alagoano causou polêmica com uma publicação em sua rede social na última quinta-feira (15), sobre o estado de saúde do ator Paulo Gustavo que está internado há mais de um mês em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital da zona sul do Rio de Janeiro, por complicações causadas pela Covid-19.

Na postagem que já foi apagada, o pastor escreveu a seguinte legenda: “Esse é o ator Paulo Gustavo que alguns estão pedindo oração e reza. E você vai orar ou rezar? Eu oro para que o dono dele o leve para junto de si”.

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A imagem publicada é de uma cena do filme “Minha Vida em Marte” onde o ator tenta convencer o padre a realizar um casamento entre pessoas do mesmo sexo, alegando que a Bíblia “está desatualizada” e que “se Jesus Cristo fosse vivo hoje estava no show de Pablo Vitar”.

A Aliança Nacional LGBTI+ emitiu carta de repúdio. “É urgente que crimes como estes, motivados por homofobia, sejam enquadrados da tipificação da LGBTfobia, na lei de combate ao racismo de n. 7.716/2018, e que punições mais rigorosas e severas sejam tomadas  contra condutas homofóbicas e atos discriminatórios como o em questão”, diz a nota assinada pelas principais entidades de defesa dos direitos de LGBTs do país ao anunciar que medidas judiciais serão tomadas contra o pastor.


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