Pastor da Universal é preso e Templos são depredados em Tomé e Príncipe
Manifestantes revoltados destroem templo da Igreja Universal do Reino de Deus em São Tomé e Príncipe, na África | Foto: Universal.org

Revoltados contra a igreja, populares depredaram templos da Igreja Universal do Reino de Deus em São Tomé e Príncipe.

Uma série de atentados a templos da Igreja Universal do Reino de Deus em São Tomé e Príncipe vem ocorrendo nos últimos dias, a partir da incitação de populares.

Os ataques tiveram início após a prisão de um pastor da instituição, pelas autoridades da Costa do Marfim, onde a IURD, desde o ano passado vinha sofrendo agressões pelas redes sociais, com perfis anônimos espalhando ameaças, mentiras absurdas e calúnias sobre os oficiais da igreja e contra a própria instituição.

A Polícia Judiciária da Costa do Marfim foi acionada, para identificar os autores e assim interromper com os ataques, obedecendo a Lei de Cybercrime do país.

De acordo com o bispo Gonçalves da Costa, responsável pela Universal nos países africanos de língua portuguesa, “depois de um período de investigação, a polícia identificou quem estava por trás daqueles perfis falsos: um pastor da própria Igreja Universal, um oficial são-tomense que atuava na Costa do Marfim”.

“Quando soubemos que era o pastor o autor dos crimes, ficamos realmente decepcionados. Jamais esperávamos por isso. Nós não entramos com ação contra nenhum pastor, nós não mandamos prender nenhum pastor. Foi a polícia, a Justiça da Costa do Marfim que investigou, abriu o processo e determinou a prisão dele”, explicou o bispo.

Detido em 11 de setembro deste ano, pela Justiça da Costa do Marfim, o pastor foi julgado e condenado a um ano de prisão pelos crimes de usurpação de identidade, difamação, mobilização à revolta, entre outros.

Pastor da Universal é preso e Templos são depredados em Tomé e Príncipe
Os ataques tiveram início após a prisão de um pastor da IURD, pelas autoridades da Costa do Marfim | Foto: Universal.org

Pressão

Conforme publicado no site universal.org, a esposa do pastor, buscando ajuda para soltura do marido, retornou para São Tomé e Príncipe alegando que a IURD pediu a prisão de seu esposo, o que desencadeou um processo de pressão política na ilha africana. Os populares, então, se revoltaram contra a igreja e começaram a depredação dos templos da Universal.

O site também informa que a liderança da IURD foi chamada pela Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe e prestou todas as informações, inclusive esclarecendo que a igreja não pediu a prisão do pastor, entretanto, denunciou as agressões e ameaças que vinha sofrendo nas redes sociais, mesmo sem saber quem seria o autor.

Contudo, os deputados definiram um prazo de oito dias para que a Universal de São Tomé e Príncipe libertasse o pastor condenado e preso pela Justiça da Costa do Marfim.

Pastor da Universal é preso e Templos são depredados em Tomé e Príncipe
Acusação de que a IURD pediu a prisão de pastor, desencadeou os ataques na ilha africana | Foto: Universal.org

Retirada dos pastores

A Igreja Universal do Reino de Deus solicitou providências às autoridades para garantir a segurança do corpo eclesiástico e dos fiéis. E, virtude da onda de ataques, está retirando os pastores estrangeiros —  angolanos, moçambicanos e brasileiros — que desenvolvem trabalho missionário em São Tomé e Príncipe.

Além disso, a igreja reitera seu compromisso com o respeito às leis e às autoridades de todos os 128 países, onde está formalmente presente, nos cinco continentes.

Vídeo

Assista ao vídeo do Bispo Gonçalves da Costa, sobre os acontecimentos em São Tomé e Príncipe.

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