Paraguai: Cristãos marcham pela vida e pela família

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Cristãos se manifestam após projeto gay ser proposto para assembleia OEA, realizada no país

Paraguai: Cristãos marcham pela vida e pela família

Antes do início da 44ª Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), no Paraguai, milhares de cristãos se manifestaram em defesa da vida e da família tradicional, após o projeto proposto pelo Brasil, de assinar uma declaração de respeito à orientação sexual e a expressão de gênero, nessa reunião.

Ao menos 10 mil pessoas marcharam contra o aborto e a união de pessoas do mesmo sexo, pelas ruas paraguaias. No evento, se reuniram seguidores da igreja católica e fieis da igreja evangélica.

Em um culto celebrado antes da marcha, o pastor Cuquejo pediu às autoridades que não alterassem os direitos naturais nem a Constituição Nacional que defende a vida desde a sua concepção e família.

Ele também pediu que os delegados do Paraguai, antes da OEA, para que não caíssem na tentação das organizações internacionais que promovem o aborto e a união do mesmo sexo, informa o ABC Color.

O pastor chamou a atenção do governo nacional para gerar mais fontes empregos "para que a mãe e o pai tenham o pão de cada dia para seus filhos". Alegou que matar crianças ou promover campanhas de contraceptivos não são soluções para o Paraguai.

Senado apoia cristãos

Na semana passada, os cristãos e o Senado se opuseram ao projeto proposto pelo Brasil.

"Defendemos e pedimos que preservem o matrimônio composto por um homem e uma mulher como o único aprovado por Deus", disse o documento conjunto divulgado pela Conferência Episcopal e a Associação de Pastores Evangélicos.

Enquanto isso, a Câmara de Senadores aprovou por maioria esmagadora uma mensagem ao país apoiando o governo de Cartes em sua decisão de não assinar o projeto de declaração da OEA proposto pelo Brasil. O chanceler informou que o Paraguai Eladio Loizaga informou que o Paraguai não irá subscrever a proposta brasileira, "porque no nosso país não há homofobia".

A organização civil Aireana, que reúne lésbicas, gays, transexuais, bissexuais e intersexuais, pediu ao chanceler Loizaga para subscrever a proposta brasileira de não-discriminação, e especificou que, desde 1989, quando começou o processo de transição para a democracia após 34 anos de ditadura, "cerca de 50 travestis foram mortos apenas por intolerância."

A Constituição do Paraguai estabeleceu que o casamento só pode ser formado por um homem e uma mulher.

A 44ª Assembleia da OEA realizada na capital paraguaina se desenrolará até o dia 5 junho, com a participação exclusiva dos ministros das Relações Exteriores, com exceção da presença do presidente cerimonial local, Horacio Cartes, na sessão de abertura.

Fonte: Mundo Cristiano

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