O valor da Cruz de Cristo

“Para nós, a cruz não é vergonha alguma, ela é o poder de Deus que nos resgata do pecado para uma vida de santificação”.

Por Jesiel Freitas

A cruz de Cristo é o elo da comunhão entre o homem e o seu Criador, é a essência da reconciliação. Não é à toa que a cruz é o principal símbolo do cristianismo. Cada religião tem seu símbolo emblemático que remete diretamente à sua principal mensagem e no caso do cristianismo é a cruz. Em qualquer lugar que você avistar uma cruz, saberá que ali existe ou passou alguém que prega a Jesus Cristo. Até por filmes e séries de TV, somos informados claramente sobre isto.

Nós evangélicos, especialmente no Brasil, pouco usamos o símbolo físico da cruz em nossos templos ou cultos por causa da veneração ou da idolatria dirigida a ela pelo romanismo, o que, sinceramente, não justifica, apenas explica a quase rejeição. Mesmo no Brasil, em regiões com cultura europeia, como no sul do país, por exemplo, grande parte das igrejas evangélicas utiliza a cruz como símbolo presente, inclusive nas Assembleias de Deus que, historicamente, não usam o símbolo da cruz em seu cotidiano. Por quase toda a América do Sul e América Central, se vê o uso do cruz nos templos evangélicos, assim como também na América do Norte (Estados Unidos), nos países da Europa e na Inglaterra, berço de grandes pregadores que marcaram épocas. Portanto, é impossível desvencilhar-se da cruz como símbolo dos seguidores de Cristo e é estranha a rejeição radical dela por grande parte dos evangélicos! Sem cruz, não haveria cristianismo. A cruz sustenta o sacrifício da redenção, autentica todos os milagres realizados por Jesus, reconcilia o homem com Deus, aponta para a ressurreição e sustenta a doutrina da eternidade. Vejam o que diz o texto da epístola de Paulo aos Efésios 2.16: “E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades”.

Claramente, nesse texto, a cruz mata as inimizades e nos reconcilia com DEUS, nos tornando o corpo de CRISTO! O apóstolo Paulo vai mais longe, e diz que há muitos que são inimigos da cruz de CRISTO, conforme Filipenses 3.18: “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo”.

Não dá para ser inimigo da cruz de Cristo, seja em forma de doutrina, ou mesmo como símbolo magno da salvação. O próprio Paulo ainda frisa que se há algo no qual devemos gloriar-nos, é na cruz de Cristo: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gálatas 6.14).

Conclui-se que a cruz deve ser escândalo para os ímpios e não para nós. Ela deve ser rejeitada pelos que rejeitam a Cristo, nunca pelos que o reconhecem como Salvador e Senhor de suas vidas. A cruz não deve jamais ser idolatrada ou reverenciada como aquela que nos salva, porque quem nos salva é Cristo que passou por ela; a cruz foi apenas o instrumento usado para o sacrifício do Cordeiro. ELE deve ser adorado, venerado, reverenciado, exaltado, glorificado, amado e reconhecido como Salvador. Todavia, foi na CRUZ que ELE pagou o preço da nossa redenção! Para nós, a cruz não é vergonha alguma, ela é o poder de Deus que nos resgata do pecado para uma vida de santificação.

“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1 Coríntios 1.18).

Pr. Jesiel Freitas
Ministério Palavra no Altar

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