O único fugitivo da pior prisão da Coreia do Norte
Shin Dong-hyuk tornou-se um ativista defensor dos direitos humanos e é fundador da organização não governamental (ONG) ‘Liberty for North Korea’. | Foto: Chip Somodevilla | Getty Images 2012

“Shin Dong-hyuk (nascido Shin In-geun em 19 de novembro de 1982) é um ativista de direitos humanos norte-coreano que vive na Coreia do Sul. Ele é a única pessoa conhecida que nasceu dentro de um campo de internação norte-coreano e escapou com vida”.

O nome de Shin Dong-hyuk tornou-se publicamente conhecido por se tornar o fugitivo da pior prisão norte-coreana. Shin Dong-hyuk nasceu dentro de um campo de prisioneiros políticos chamada informalmente como “Campo 14”, cuja existência é negada pelo governo da Coréia do Norte. Hoje, com 32 anos de idade, tornou-se o fugitivo da pior prisão da Coréia do Norte. Ele é a única pessoa de que se tem notícia que conseguiu escapar daquele local. Onde a maioria dos presos nasce e vive por toda a vida, mas jamais é libertada.

Shin Dong-hyuk tornou-se um ativista defensor dos direitos humanos e é fundador da organização não governamental (ONG) ‘Liberty for North Korea’. Sua história veio à tona nesta semana, depois da publicação de um vídeo produzido pelo governo norte-coreano e no qual ele é retratado como um criminoso. Contudo, as declarações feitas pelo governo norte coreano, não especifique qual crime foi cometido por Shin Dong-hyuk ativista e defensor dos direitos humanos; sem levar em considerção que o ativista nasceu dentro de um presídio de segurança máxima.

O vídeo, que parece ter o objetivo de prejudicar o seu testemunho e descreditar a sua história de vida, também mostra seu pai, que Shin Dong-hyuk pensava estar morto. “Crie juízo e volte para abraçar o partido”, diz o frágil senhor. Para o ativista, ele foi tomado como refém. “Creio que a mensagem é que se eu não me calar, eles irão matá-lo”, disse em entrevista à agência de notícias Reuters.

O ativista é uma testemunha chave da Organização das Nações Unidas (ONU) nas investigações da entidade sobre violações de direitos humanos na Coreia do Norte. Seu relato se tornou ainda um dos fundamentos do processo movido pela entidade no Tribunal Penal Internacional.

Estima-se que, atualmente, cerca de 200 mil pessoas encontram-se presas nos campos de prisioneiros políticos na Coreia do Norte. Desses, a Portas Abertas estima que cerca de 50 a 70 mil sejam cristãos.

Entidades que lutam pela liberdade no país calculam que mais de 300 mil prisioneiros conseguiram fugir do país nos últimos anos. Shin Dong-hyuk é um deles, mas é o único que deixou o ‘Campo 14’.

[Com Portas Abertas]

DEIXE UM COMENTÁRIO 
Siga Seara News no Twitter, no Facebook e Instagram
“O primeiro portal cristão no Estado do Espírito Santo”

ESCREVA UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui