O Senhor Jesus cura hoje!
Capa da Lição 10 da Escola Dominical – 1º Trim 2021 | CPAD

Escola Dominical – Comentário de apoio da Lição 10, do 1º trimestre de 2021 – O Senhor Jesus cura hoje! – O Verdadeiro Pentecostalismo.

Aniel Ventura

A cura divina é uma promessa de nosso Senhor Jesus, porém, não é o objetivo principal do seu ministério conforme (Is 61.1; Mc 16.15).

O objetivo principal de Jesus era evangelizar, mas, ordenou aos seus discípulos a impor as mãos sobre os enfermos, os quais seriam curados.

O Pentecoste descrito em Atos 2, deu continuidade à pregação do evangelho seguido de curas divinas e milagres, iniciados por Jesus. E na atualidade? Os milagres continuam? Podemos contar com a mão de Deus para operar curas em nome de Jesus? Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb 13.8).

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I – A CURA DIVINA NA BÍBLIA

O pecado afetou a constituição física do primeiro casal, vindo a se deteriorar, e seus descendentes passaram a herdar igualmente a possibilidade de contrair doenças. Porém, Deus prometeu não lançar nenhuma doença sobre os israelitas se eles fossem fiéis a ele (Êx 23.25). A expressão, “Eu sou o Senhor, que te sara” atesta a mi­sericórdia e o favor divino. Essa expressão mostra que a verdadeira cura física e espiritual, vem do Senhor (Êx 15.26).

E o vaso de barro em que tocar o que tem fluxo será quebrado; porém todo vaso de madeira será lavado com água (Lv 15: 12).

Estas instruções tinham o propósito de prevenir a propagação de doenças por meio da comida e dos utensílios. Seu objetivo principal era, ensinar ao povo que Deus é santo e requer pessoas santas diante de si. A intenção de Deus era de que as pessoas desfrutassem de todas as características relativas à vida.

O ministério de Jesus não priorizou os milagres e sim o ensino […] a pregação[…] e curas (Mt 4.23; 9.35; Mc 1.14; Lc 8.1). Mateus faz aqui um resumo do ministério terreno de Jesus. Seu ensinamento é caracterizado pelo discurso; Sua pregação era objetiva e prezava pela conscientização: “Então, começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus” (Mt 4.17). O ministério de Cristo chamava a atenção do povo pelos muitos milagres que ele realizava.

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II – A CURA DIVINA COMO PARTE DA SALVAÇÃO

A palavra salvação tem uma raiz importante em hebraico que é yasha’, (heb.יָשַׁע) significa Liberdade daquilo que prende ou restringe. Significa também soltar, liberar, dar comprimento e largura a algo ou a alguém. Os vários substantivos derivados desta raiz significam tanto o ato de libertar quanto o de resgatar (1 Sm 11.9), além de transmitir o estado resultante de segurança, bem estar, prosperidade. Na LXX e no NT o verbo grego sozo (gr. σωζω) e seus cognatos, soter, “salvador” e soteria, “salva­ção”, geralmente traduzem yasha‘(heb.יָשַׁע). Significa a ação ou o resultado da libertação ou preservação do perigo, das doenças ou da morte (Lc 8.50; 18.42; Hb 5.7).

Muitos milagres ocorreram no ministério de Cristo e com os apóstolos, após o dia de Pentecoste e estão registrados no Novo Testamento de três maneiras:

A mulher do fluxo de sangue, ouviu falar de Jesus, indo ao seu encontro, foi curada imediatamente (Mc 5.25-34). Isso nos mostra que podemos receber o milagre quando cremos.

 – Jairo, principal da sinagoga, intercedeu por sua filha e, através da fé, recebeu o milagre. Assim podemos crer que milagres podem acontecer quando intercedemos por alguém (Mc 5.21-25, 35-43).

 – Já o coxo da porta formosa não estava em busca de milagre, ele pediu esmola, porém, Pedro ordenou em nome de Jesus e ele se levantou, regozijando (At 3.1-8). A cura pode ser ministrada, sobre alguém que se encontra enfermo, a fé nesse caso é do ministrante e não do doente.

Somente Cristo, o Filho de Deus, absolutamente sem pecado, poderia levar os nossos pecados sobre o madeiro. Cristo sofreu a pena de morte pelo pecado, morrendo em nosso lugar, para que nós não tivéssemos que sofrer o castigo que merecemos. Uma ação de amor que nós não conseguimos compreender (Jo 3.16). Deus colocou os pecados do mundo sobre Jesus Cristo, para que nós, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça de Deus (Rm 6.11).

Pedro faz alusão a Isaías 53, quando “Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca”. Jesus não injuriava nem ameaçava. Os crentes podem confiar seus sofrimentos e a si mesmos a Deus, que irá, no final, corrigir tudo o que está errado, isso consola e os ajuda a reagir corretamente em meio aos seus sofrimentos.

III – A CURA DIVINA E OS DESAFIOS ATUAIS

Nas Escrituras sagradas é dito que o sofrimento é um dos resultados do pecado, isto é, causas naturais. Porém Deus ameaçou enviar doenças sobre Israel caso fossem desobedientes (Dt 28.15,22,27,28). Embora a doença fosse frequentemente considerada um castigo direto pela desobediência (por exemplo, o enfermo no tanque de Betesda, Jo 5.14), também poderia vir de Satanás, como no caso de Jó (Jó 2.7). Cristo falou da mulher paralítica, “a qual há dezoito anos Satanás mantinha presa” (Lc 13.16).

Os discípulos olhavam às doenças como um castigo pelo pecado, por isso, perguntaram a Jesus sobre um homem que havia nascido cego: “Quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi assim para que se manifestassem nele as obras de Deus” (Jo 9.1-3).

Seja qual for a causa da doença de um cristão, lhe é garantido que um dia o sofrimento será tirado, pois Deus “limpará de seus olhos toda lágrima” e não haverá mais morte, clamor ou dor (Ap 21.4).

Com a difusão do Evangelho, sinais miraculosos aconteceriam. Como acontecia com os milagres de Jesus, esses sinais autenticavam a fonte do seu poder, e atraíam o povo à fé. Deus em sua soberania intervinha miraculosamente em favor de seus seguidores.

CONCLUSÃO

Nos evangelhos encontramos os milagres de Jesus e a sua autoridade sobre doenças e demônios, como sinais de que o reino de Deus está próximo. Jesus pacientemente curou muitos doentes, entretanto, nenhuma doença o apanhava de surpresa e nenhuma doença estava além da sua habilidade de curar. A autoridade de Jesus sobre os demônios era revelada à medida que Ele expulsava os demônios das vítimas que lhe eram trazidas. Jesus só precisava ordenar aos demônios que saíssem e eles obedeciam. Esta autoridade também é conferida aos cristãos atuais; “…Estes sinais seguirão aos que creem…” (Mc 16.17).

Bibliografia
– Comentário Bíblico do Novo Testamento Aplicação Pessoal – Vol 2 – CPAD

– Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento – CPAD
– O Vento sopra Onde Quer – Alexandre Coelho – CPAD
– Dicionário Bíblico Wycliffe Charles F. Pfeiffer – CPAD
– Bíblia de estudo Pentecostal

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