O reinado de Acazias

O reinado de Acazias

O reinado de Acazias é o tema desta lição. Um pano de fundo temos no segundo livro de Reis que abrange a história dos dois reinos antes da queda de Israel (reino do norte) em 722 a.C., e a história de Judá depois da derrocada de Israel até à queda da própria nação de Judá em 586 a.C. Israel teve uma sucessão ininterrupta de 19 reis, todos fizeram “o que era mau aos olhos do Senhor” (2 Rs 3.2). Judá por sua vez teve 19 reis e uma rainha (Atalia, filha de Acabe e Jezabel). Esse livro mostra a fidelidade de Deus em meio à terrível apostasia de Israel, sempre longânimo, levantava profetas poderosos como Elias e Eliseu para conclamar a nação e seus dirigentes a voltar-se a Deus e ao seu concerto. Muitos dos profetas literários como Amós, Oséias, Joel, Isaías, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias e Jeremias também ministraram durante o período decorrido do segundo livro de Reis.

1 – UM REINADO MARCADO PELA IDOLATRIA

1. O deus de Acazias

O rei Acazias sofreu uma queda e perdeu a mobilidade, essa foi a causa que o levou a perguntar a Baal-Zebube, a respeito de sua cura. Baal-Zebube significa “deus das moscas”, o deus que supostamente havia afastado as doenças que atraem as moscas. Fica claro aqui que a falta de fé no verdadeiro Deus por parte do rei está claramente implícita nas palavras de Elias. Assim podemos concluir que o rei Acazias adorava os demônios, “Belzebu” (Mt 12.24).

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2. Acazias segue os passos de seus pais

Assim como o seu pai Acabe adorou a Baal, deus de Ecrom, Acazias fez o mesmo. O culto a Baal identificava-se com Ecrom, uma cidade famosa pela prática da adivinhação (1 Sm 6.2; Is 2.6). Acazias mandou seu mensageiro a Ecrom não somente porque a cidade era próxima, mas, provavelmente, ele queria segredo em relação a natureza e a extensão do seu ferimento.

II – ELIAS DESAFIA A ADORAÇÃO A BAAL

1. A corajosa intervenção de Elias

Elias provavelmente encontrou os homens que o rei Acazias enviou para interrogar Baal-Zebube nas proximidades de Samaria. A pergunta, que veio da parte do Senhor, foi um desafio a Acazias: “Não há Deus em Israel?”. Elias ficou profundamente perturbado ao ver Acazias procurar a Baal, e não ao Deus de Israel. Como é que não via que baal era um deus sem sentido e impotente? Aqui está o resultado de todos aqueles que se envolvem com a idolatria, tornam-se tolos e cegos.

2. A resposta de Elias aos soldados do rei

O fogo que consumiu as duas tropas de soldados (2 Rs 1. 9-12) foi uma manifestação da ira de Deus contra Baal. A mensagem para o rei a respeito da recuperação de sua saúde, era de Deus através de Elias: “Certamente morrerás” (2 Rs 1.16).

3. Um ministério de fogo

O rei e seus soldados, em rebelião contra Deus e sua palavra, tentaram prender Elias. Fogo desceu diretamente da parte de Deus, como um julgamento contra Acazias, que obstinadamente persistia em opor-se a Deus e ao seu profeta.

O Novo Testamento tem um paralelo importante entre Elias e João Batista. Elias é o João Batista do Velho Testamento e João Batista é o Elias do Novo Testamento. Ambos ministraram em tempos em que Israel havia se afastado do verdadeiro culto a Deus.

III – A DOENÇA DE ACAZIAS E A SUA MORTE

1. O julgamento do Senhor contra Acazias

A história do Reino do Norte se tornou, sucessivamente, com cada um de seus reis, um restabelecimento do pecado de Jeroboão. Isto ficou conhecido como o “caminho dos reis de Israel” (2 Rs 16,3; 17.7-18).

Acazias não foi diferente, seguindo a idolatria de seus pais, foi punido por Deus e sentenciado a morte. O salmista retrata muito bem a idolatria quando diz que o ídolo é um corpo inerte sem vida e mais ainda, são como eles os que os fazem e os que neles confiam (Sl 115.1-8).

Houve uma longa linhagem de apóstatas reais na nação de Israel, vindo a cessar com a conquista daquele reino pelos assírios.

2. A determinação de Elias e a morte do rei

O castigo da parte de Deus ao rei Acazias não foi para vingar um insulto pessoal ao profeta Elias, mas, para vingar um insulto a Deus na pessoa de seu profeta; o castigo não foi decretado intencionalmente pelo profeta e sim pela mão de Deus (2 Rs 1.6).

3. As qualidades de Elias

Elias não era rico, mas foi um gigante na fé, entretanto nos deixou um grande legado, passando às gerações futuras um exemplo de piedade e serviço. O profeta defendeu ardorosamente o culto divino (1 Rs 18.22-36). Era extremamente zeloso e ousado, enfrentou o rei Acabe e predisse a grande seca em Israel (1 Rs 17.1). Somente um homem assim, com semelhante fé em Deus, seria capaz de protagonizar os fatos narrados nos livros de Reis, deixando um exemplo para os dias atuais.

CONCLUSÃO

A apostasia do reino do Norte pôs em perigo a existência do povo de Deus durante o reinado de Acabe e de seu filho Acazias. As lições deixadas por esses maus reis, são bastante claras para nós, pois não podemos fazer aliança com o paganismo mesmo que isso traga vantagens políticas ou sociais; a verdadeira adoração a Deus deve estar acima de qualquer ganho ou oferta que nos seja feita. Mesmo que essas ofertas venham trazer ganhos pessoais no presente. Todavia nada valem quando aquilatadas pela régua da eternidade.

Bibliografia
– O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento – Earl D. Radmacher Ronald B. Allen H.

– Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento – Lawrence O. Richards – CPAD
– Elias e Eliseu – Um ministério de poder para toda a Igreja – José Gonçalves – CPAD
– Através da Bíblia Livro por Livro – Myer Pearlman – Editora Vida
– Comentário Bíblico Beacon – Josué a Ester – Vol ll – CPAD
– Bíblia de estudo Pentecostal – CPAD

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