O ranço eclesiástico deixou um resíduo azedo e descompassado das Escrituras

Por Ezequiel da Silva

O ranço eclesiástico que moveu gerações em diversas denominações, sejam históricas ou pentecostais, deixou um resíduo azedo e descompassado das Escrituras.

Lembro-me do tempo em que as autoridades clericais e eclesiásticas eram respeitadas: o pastor, o padre, o bispo; além de professores de escola, pai e mãe. Hoje, a educação geral inverteu os valores de tal monta que não se há que falar em respeito no seio familiar. O filho (a) não distingue os pais pelo respeito e pela hierarquia. Vez por outra, vê-se uma manchete, na mídia, de tragédias familiares, nesse sentido. O que esperar de filhos que respondem os pais, xingam e quase batem neles? Será que podem vir a respeitar uma liderança da igreja?

Como se não bastasse, pais há que se assentam à mesa para o alimento cotidiano e o prato principal são os assuntos da igreja, entretanto, mais os negativos que os positivos, no intuito de uma crítica ácida e destrutiva. Como fica a cabeça desse jovem, adolescente ou criança em relação à igreja e sua liderança? A família perde a cobertura espiritual. O respeito espiritual eclesiástico começa em casa. Como disse o mestre Pr. Lécio Dornas: “A Igreja só será seu segundo lar, quando o seu Lar se tornar a sua primeira Igreja”.

Por outro lado, na contramão, há líderes que não se dão o respeito e não respeitam. Contudo, exigem que o respeitem no alto pedestal de sua autoridade.

Respeito se conquista, é verdade, porém se ensinarmos aos liderados e filhos, desde os primeiros passos, o devido respeito à liderança espiritual (falo do meio eclesiástico, da igreja), não veríamos tantas divisões, partidos e lutas, o que faz também decair a cobertura espiritual divina.

Vamos respeitar a nossa liderança, em amor. Ser submisso a ela com o zelo de ver as coisas irem avante. E que Deus nos ajude.

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