O que o filme “O Céu é de Verdade” fala para nós?
O filme “O Céu é de Verdade” aborda vários temas | Foto: Internet

O filme é baseado na história real de um garotinho de apenas quatro anos

O filme “O Céu é de Verdade” é uma adaptação para o cinema do livro de mesmo nome, baseado em uma história real, que conta a experiência de Colton Burpo (Connor Corum), um garotinho de apenas quatro anos que quase morreu, e ao passar por uma cirurgia de emergência, diz ter sido levado ao céu e encontrado Jesus.

Seus pais, o pastor Todd Burpo (Greg Kinnear) e sua esposa Sonja Burpo (Kelly Reilly), demoram muito para entender o que aconteceu com o filho, mas, após Colton contar em detalhes tudo o que ele viu quando estava na sala de cirurgia do hospital, sua família passa a acreditar que ele realmente fez uma viagem ao céu.

O filme “O Céu é de Verdade” aborda vários temas:

1. Vida econômica do líder da igreja

O pastor endividado, tem que trabalhar fora para manter a família porque não recebe o suficiente da Igreja onde ministra, não passa despercebido no filme.

A Bíblia diz:

  • “Não amordace o boi enquanto está debulhando o cereal”, e “o trabalhador merece o seu salário” (1Tm 5.18).
  • “Os presbíteros que administram bem a igreja são dignos de dobrados honorários, principalmente os que se dedicam ao ministério da pregação e do ensino” (1Tm 5.17)
2. A cobrança da igreja

O fato de a igreja cobrar ao pastor Todd boas mensagens, também tem respaldado bíblico.

Veja o que diz a Bíblia:

  • “Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7).
  • “Antes, reverenciai a Cristo como Senhor em vosso coração, estando sempre preparados para responder a qualquer pessoa que vos questionar quanto à esperança que há em vós” (1Pe 3.15).
3. Vida social do pastor e família

No filme, o reverendo, diferente da maioria dos pastores pentecostais, é bastante participativo nos eventos sociais da comunidade. Isso não o desabilita para o ofício ministerial.

Numa atividade esportiva, o reverendo chega a quase brigar com um oponente. Esse fato transmite a mensagem sobre falibilidade do homem de Deus, como escreve Paulo Romeiro: “pastor não é super-crente”.

Só há um que nunca pecou: Jesus.

  • “Quem dentre vós me convence de pecado?” (Jo 8.46).
  • “Se declaramos que não temos pecado algum enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1Jo 1.8).
4. A família do pastor

A família do pastor não é muito diferente das demais, não é canonizada, nem reivindica tal status. Comete erros igualmente.

A filha do pastor chega a socar dois garotos que zombavam do seu irmão. Isso fala de que ter o pai como pastor não é senha para ser humilhado por ninguém.

5. Problemas do cotidiano

Ser servo de Deus não nos isenta de problemas do cotidiano. O filho de Todd é socorrido ao hospital com um quadro clínico grave.

O menino é levado para sala de cirurgia, enquanto sua mãe pede, pelo celular, oração a todos os amigos.

6. A fé de pastor também oscila

Paralelo a isso, o pastor vai à capela do hospital, onde em oração, desesperado se queixa a Deus. Finalmente, a cirurgia acaba e a criança sobrevive.

7. O relato do garoto

Ao receber a visita dos pais, Colton relata que foi conduzido ao céu. Que saiu do corpo e viu seu pai na capela e sua mãe ao telefone.

Em princípio o pastor Todd e sua esposa Sonja não dão muita atenção ao que disse o filho. Eles procuram não espiritualizar o que ouviram do filho mais novo.

Mesmo assim, o reverendo busca explicação científica para o ocorrido, não sendo convencido por especialistas na área psicológica.

Aos poucos, o menino fala a seu pai que anjos cantaram para ele; que Jesus o colocou no colo; que viu lá no céu pessoas que já haviam falecido e que ele não as conhecia – inclusive, o avô de seu pai e também sua irmã que havia morrido ainda na barriga de sua mãe.

Tantos foram os detalhes mencionados pelo garoto aos pais que eles acabaram acreditando na experiência espiritual do filho.

O pastor Todd já não conseguia ficar com aquele testemunho só para si, e passou a mencioná-lo em seus sermões na igreja. A notícia se espalhou pela cidade e o caso chamou a atenção da Imprensa.

Mas há algo de antibíblico no relato do garoto? Não! Ele foi, na verdade, arrebatado em espírito, pois, de acordo com os médicos, ele não entrou em óbito, em seguida voltou ao corpo.

Aconteceu com o profeta Ezequiel
  • “Então o Espírito me conduziu, e ouvi detrás de mim uma voz poderosa que exclamava: “Que a Glória de Yahweh, o SENHOR, seja louvada em sua habitação!” (Ez 3.12-14).
Aconteceu com Paulo ou alguém que ele conhecia
  • “Conheço um homem em Cristo que há catorze anos foi arrebatado ao terceiro céu. Se foi no corpo ou fora do corpo, não entendo exatamente, Deus o sabe” (2Co 12.2-4).
E aconteceu até fisicamente com Felipe
  • Quando estavam saindo da água, o Espírito do Senhor, de repente, arrebatou a Filipe. O eunuco não o viu mais, contudo, pleno de alegria, seguiu o seu caminho (At 8.39).

O que o menino viu no “céu” diferente do antigo disco: “A última Trombeta”, não pode ser transformado em doutrina, mas também não contradiz as Escrituras, uma vez que o Paraíso (lugar de descanso dos salvos) se encontra abaixo do trono de Deus.

Esse é o consenso teológico do texto de Efésios 4.8: “Por isso foi dito: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens”.

Lá as pessoas estão conscientes? Confiram o texto: “Quem são estes vestidos de branco? E de onde vieram?” (Ap 7.13-17).

Dispenso aqui falar da existência de anjos, haja vista os inúmeros textos bíblicos onde aparecem esses seres celestes (Sl 103.20; Mt 18.10; Ap 12.7).

Quanto a visão dos mortos e a conversa com eles

Claro que os mortos não podem se comunicar com os vivos, mas lembrem-se que ele estava em outra dimensão.

Isso aconteceu também com Cristo quando se comunicou com Moisés no monte da transfiguração: “Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele” (MT 17.1-3).

Apesar de Colton não ter passado muito tempo na sala de cirurgia e ter contado que sua visita ao céu foi um tanto demorada, observamos na Bíblia: “Eles voluntariamente ignoram isto, que pela Palavra de Deus já desde a antiguidade existiram…”. “…uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia” (2Pe 3.5,8).

No mais, para não dá mais spolier do que já dei, recomendo o filme.

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