O que o ‘Dia de Finados’ representa para o cristão evangélico?
Dia de Finados | Foto: Reprodução

Podemos fazer alguma coisa para salvar os mortos? As velas acesas no dia de finados podem resolver o problema da salvação de uma alma? Ou devemos estar preparados para partir com Cristo?

Por Daladier Lima

Dia 02 de novembro é feriado de Finados, o tradicional dia em que os vivos visitam os túmulos de seus entes queridos. Queremos aproveitar para trazer umas poucas linhas sobre o assunto na ótica cristã evangélica.

Como a maioria deve saber, não vamos aos cemitérios neste dia. Um ou outro pode até fazê-lo. Também conheço evangélicos que vão, com o mesmo intuito dos demais. A razão para não irmos é o centro da questão. A Igreja Católica acredita nas penitências em favor dos mortos. Que a intercessão dos que ficam pode mudar o destino dos que partiram. Conforme o site Catolicismo Romano: “Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos” [1].

Os evangélicos se baseiam no que está escrito em Hebreus 9:27: “…aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo!” Não é possível fazer mais nada pelos que partiram. Isso pode decepcionar muitas pessoas cujos entes queridos já se foram, mas é o que está no texto. A Bíblia não foi escrita para nos agradar, mas como carta das determinações divinas. Então, não devemos acender velas pelos mortos, elas não podem resolver o problema da salvação, nem tirar ninguém do Purgatório. Outra invenção da Igreja Católica. A Bíblia fala apenas do Céu (João 14:2,3), para onde vão os mortos salvos, e o inferno (Mateus 25:41), para onde vão os mortos perdidos. Num e noutro lugar o destino está selado.

O que fazemos pelos mortos neste dia? Nada! Nem neste dia, nem em dia algum. Os mortos tiveram uma oportunidade. Exceto, por aqueles que vivem na fase da inocência, fazemos escolhas que determinam nosso futuro. O dia de se fazer alguma coisa é hoje e vai se refletir no amanhã. O ontem não podemos mudar. Não é pecado, entretanto, lembrar dos mortos, isso é humano e bíblico. O problema é colocar o ensinamento de uma igreja além do que diz a Palavra de Deus, imaginando que podemos beneficiar nossos entes queridos.

Tanto para os mortos salvos há a promessa da ressurreição para a vida eterna, quanto para os perdidos, para a perdição eterna, a última e definitiva morte (Apocalipse 20:12-14). Segundo a Bíblia, os mortos não estão mortos para Deus, mas vivos. Choremos por nossos entes queridos neste dia, mas nos lembremos da promessa gloriosa de I Coríntios 15:52: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”.

Você que está vivo, pense na sua vida e entregue-se a Cristo hoje, para viver na eternidade ao seu lado. Depois da partida já não poderás fazer nada. Nem tu, nem os teus!

[1] http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/576/29/

Daladier LimaDaladier Lima
É pastor assembleiano da Convenção Abreu e Lima/PE.
Profissionalmente, trabalha com Tecnologia da Informação, desde 1991.
É casado com Eúde, e pai de duas filhas, Ellen e Nicolly.
Editor do site Reflexões sobre Quase Tudo.

 


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