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Vila Velha

O que a vida de Acabe tem a nos ensinar

Nenhum líder deve governar de maneira irresponsável. É indispensável fazer um autoexame de como está governando o povo de Deus.

EM FOCO

Silvio Vinicius Martins
Silvio Vinicius Martins
Pastor, líder da Assembleia de Deus em Campos Frios, Xexéu-Pe, Bacharel em Teologia, articulista, escritor, presidente da Comissão de Apologética da Convenção da Assembleia de Deus no Estado de Alagoas (Comadal), Youtuber, Mestrando e Doutorando em Teologia – FATEB/University American.

Esperamos piamente em Deus que nosso entendimento esteja sensível para aprender sem vivenciar na prática o que o rei Acabe praticou. As Escrituras Sagradas apontam a existência de um outro personagem que tem o mesmo nome do rei Acabe e que foi denunciado pelo profeta das lágrimas, Jeremias. Este Acabe citado pelo profeta era um falso profeta conforme vemos em Jeremias 29.21: “Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, acerca de Acabe, filho de Colaías, e de Zedequias, filho de Maaséias, que vos profetizam falsamente em meu nome: Eis que os entregarei na mão de Nabucodonosor, rei de Babilônia, e ele os ferirá diante dos vossos olhos”.

O fim deste falso profeta foi de ser morto assado no fogo sob as ordens de Nabucodonosor segundo vemos em Jeremias 29.22: “E todos os transportados de Judá, que estão em Babilônia, tomarão deles uma maldição, dizendo: O SENHOR te faça como Zedequias, e como Acabe, os quais o rei de Babilônia assou no fogo”.

Mas a nossa argumentação não será sobre este falso profeta, e sim, sobre o rei Acabe que mesmo sendo um rei ímpio tem algo a nos ensinar para não vivermos seu estilo de vida que irritava ao Senhor como vemos em 1 Reis 16.33: “Também Acabe fez um ídolo; de modo que Acabe fez muito mais para irritar ao SENHOR Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele”.

Acabe, o rei

O rei Acabe reinou por 21 ou 22 anos, entre 874 e 853 a.C. A Palavra de Deus nos ensina em Eclesiastes 3.1-8 que diz: “TUDO tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz”. Aqui entendemos que o líder governa a igreja com a ajuda de Deus. Não quero usar o termo “reinar” para não dar um sentido de permanência até a morte numa igreja. É indispensável ao líder fazer um autoexame de como está governando a igreja de Deus.

Nenhum líder deve governar a igreja de maneira irresponsável deixando de alimentar o povo com a totalidade da Palavra de Deus. Se o povo não estiver alimentado com o Pão divino ficará fraco e sem estrutura para vencer as lutas que aparecem na caminhada cristã.

O rei Acabe foi sepultado em Samaria, e seu filho Acazias reinou em seu lugar sobre Israel. A finalidade comentada aqui é que o líder deve procurar ter um lugar para deixar seu corpo quando for abatido pela morte. É lógico que queremos subir no Arrebatamento da Igreja, mas não custa nada deixarmos um local reservado, caso cheguemos ao Céu pelo transporte chamado morte.

Tem líderes que pensam que estão gorando a sua morte preparando um local aqui na terra. Meu pai enquanto com vida comprou um pedaço de terra no cemitério municipal de Viçosa-Alagoas, minha terra natal, para que não tivéssemos preocupação no amanhã sobre onde sepultar nossos entes queridos. Isto se chama precaução! E inquestionavelmente para não dar dor de cabeça aos familiares e nem tampouco ao presidente da sua Convenção. Já passou o tempo em que não se preocupava com o túmulo!

O rei Acabe teve sua história registrada em 1 Reis 16-22. Notificamos aqui que cada líder necessita pensar seriamente sobre a maneira de como está construindo a sua história ministerial por onde passa, de maneira que, seu currículo poderá ser motivo de alegria ou de tristeza, de honra ou de desonra, de aplausos ou de censura, etc.

Nem toda história de alguém é para ser vivenciada. Umas servem para nos abrir os olhos e termos o devido cuidado com quais materiais utilizamos na construção de nossa singela história, de forma que, ao partirmos deste mundo, ou mesmo estando ainda na terra, alguém possa sentir-se inspirado para seguir nossas pisadas. Deixo aqui alguns textos sagrados que abordam sobre seguir as pisadas:

a) Juízes 8.5: “E disse aos homens de Sucote: Dai, peço-vos, alguns pedaços de pão ao povo, que segue as minhas pisadas; porque estão cansados, e eu vou ao encalço de Zeba e Salmuna, reis dos midianitas”.

b) 1 Samuel 25.42: “E Abigail se apressou, e se levantou, e montou num jumento com as suas cinco moças que seguiam as suas pisadas; e ela seguiu os mensageiros de Davi, e foi sua mulher”.

c) 2 Coríntios 12.18: “Roguei a Tito, e enviei com ele um irmão. Porventura Tito se aproveitou de vós? Não andamos porventura no mesmo espírito, sobre as mesmas pisadas?”.

d) 1 Pedro 2.21: “Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas”.

A esposa de Acabe

O rei Acabe se casou com Jezabel. Era um casamento que tinha uma finalidade política. O sogro dele era Etbaal e rei dos sidônios (1 Rs 16.31) e a aliança feita entre eles trouxe para os israelitas vantagens comerciais. A questão em foco aqui é o casamento deste rei com Jezabel. Ela chegou a exercer uma influência muito péssima sobre ele pois o levou a cultuar a Baal e Aserá, tornando então, bem comum tal culto em Israel.

Sua mulher o incentivava a fazer o que não devia segundo vemos em 1 Reis 21.25: “Porém ninguém fora como Acabe, que se vendera para fazer o que era mau aos olhos do SENHOR; porque Jezabel, sua mulher, o incitava”. Deixarei anotado algumas traduções que clarearão nosso entendimento para uma melhor compreensão:

a) NVI: “…pressionado por sua mulher, Jezabel…”.

b) NBV: “…pois sua esposa Jezabel conseguiu que ele fizesse toda espécie de mal que o SENHOR reprova”.

c) NVT: “…influenciado por sua esposa Jezabel”.

d) TB: “…sendo instigado por sua mulher Jezabel”.

Com toda a certeza a esposa do líder é dada a ele para ser uma benção estendida ao seu ministério. Agora é fundamental aceitarmos a limitação da esposa no que diz respeito ao trabalho ministerial do esposo. Vou tentar exemplificar:

a) Não entrar na administração da casa de Deus,
b) Não desmarcar trabalhos marcados,
c) Não desfazer de horários sobre determinados trabalhos,
d) Não desmerecer ao marido na frente do povo,
e) Não determinar quem deve ser separado para ser oficial na Casa de Deus,
f) Não adentrar nas áreas de outros líderes na igreja,
g) Não impor sobre a retirada de dirigentes de congregações,
h) Não mandar disciplinar irmãos,
i) Não determinar quem deve ficar em lideranças, etc.

O interessante é que certamente a filha de Jezabel seguiu direitinho ao caminho de sua mãe, dominar o marido conforme 2 Reis 8.18: “E andou no caminho dos reis de Israel, como também fizeram os da casa de Acabe, porque tinha por mulher a filha de Acabe, e fez o que era mal aos olhos do SENHOR”. O pastor não pode ser dominado pela mulher. Davi disse a Salomão: “…esforça-te, pois, e sê homem”, 1 Reis 2.2. Sejamos esforçados e tomemos posição, atitude e responsabilidade de homem.

Desta maneira rogamos ao Dono da Obra que socorra a cada líder de tal maneira que não seja um seguidor praticante de Acabe.


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